Hoje o tema deste artigo vai abordar os impactos negativos que o home office tem causado na vida das pessoas. Principalmente em relação à gestão de tempo e outras condições.

Depois de um tempo, trabalhar em casa passou a ser um problema por constituir um período muito grande no isolamento por conta da pandemia, forçando, assim, o aparecimento de atitudes que iriam afastar as pessoas dos seus hábitos comuns.

Ao mesmo tempo, essa dinâmica trouxe uma carga elevada no trabalho e a redução gradativa dos hobbies, o descanso e tantos outros impactos relevantes.

As atitudes aos impactos negativos

Ao compreender as atitudes que crescem mediante à pandemia, as pessoas que trabalham em home office acabam fortalecendo a gestão de tempo em torno de algumas atividades e quase sempre alinhadas ao trabalho.

Justamente quando uma pessoa acaba empregando essa condição, carrega consigo as cobranças e atitudes que eram improváveis outrora.

Essas cobranças e as crenças estão alicerçadas por ser o local do trabalho e do lar ao mesmo tempo, confundindo o momento de dar os términos, por isso a fala dos impactos.

Mas como esses sentimentos se misturam no home office?

As atitudes derivam de um processo contínuo de reforços. Imagine que reforçar um comportamento é basicamente introduzir um hábito constante ou uma tarefa, levando ao seu cérebro esta acomodação que pode ser positiva ou negativa.

O cérebro leva certo período para acomodar este hábito, como, por exemplo, trabalhar além das horas contratadas, a fim de ter o reconhecimento e evitar broncas.

De certa forma, o isolamento concentrou demandas e cobranças nas pessoas.

As mesmas que atuam no home office aplicam suas energias naquilo que está acontecendo, dispensando um momento de descanso, constituindo fugas por conta desse isolamento.

Como o home office agrava os impactos negativos?

Em primeiro momento, as atitudes foram se adaptando ao cenário mundial pandêmico e até aí, sem novidades. Contudo, com o passar do tempo as cobranças ganharam espaços e metas foram estipuladas aos colaboradores, trazendo à tona uma compulsão para concluir as tarefas.

Algumas pessoas levaram este contexto a um nível intenso e passaram a trabalhar de 12h, até 14h diárias.

O agravamento ou impactos está longe de acabar. Inúmeras pessoas chegam ao consultório psicológico relatando problemas de sono, compulsão alimentar, elevação no uso de cigarros ou álcool, abrangendo um cenário complicado e que merece atenção.

Se você está nessa posição em relação ao trabalho e estimulado pelo isolamento, a terapia funciona bem e você deve começar o quanto antes.

Os primeiros passos nesta descoberta comportamental

As pessoas que enfrentam estes problemas se apoiam na ideia de serem melhores ou têm medo de perder o trabalho.

Anote os 3 tipos de desconfortos:

  1. Problemas com o sono;
  2. Compulsões alimentares, uso do álcool e outros elementos;
  3. Desmotivação para práticas pessoais.

Com essa premissa, é possível entender que estas queixas, ao chegar numa sessão, vêm de um processo de acomodação. Práticas que foram sendo instituídas aos poucos e gradativas e transformaram em impactos negativos.

O tratamento para as problemáticas citadas e outras tem seu início no reconhecimento do problema, assumindo, assim, a responsabilidade para exercer as mudanças essenciais.

A terapia vai funcionar como apoio na conquista desta cura e adoção de sentimentos assertivos, mas o papel fundamental é da pessoa.

Como é o tratamento para os impactos negativos?

O tratamento é iniciado com uma sessão denominada de Anamnese, constituindo uma conversa direta no sentido de entender o seu problema, pois posteriormente será traçado uma metodologia de trabalho com enfoque no problema que você mencionar.

Este exercício se chama “Checklist”, um processo de organização do tempo, principalmente pelas horas excedentes no trabalho e a descaracterização de outros momentos prazerosos.

Outro exercício de apoio é o “Diário das Emoções”. Funcionando como aquele caderninho de anotações, ele ajuda em momentos de conflitos e pensamentos desordenados.

O diário funciona por proporcionar na pessoa a dispensa no papel aquilo que está ali flutuando na mente. Gerando, posteriormente, o que denomino de “Questionamento Socrático”, trazendo à tona a veracidade dessas informações e a sua permanência.

Já este outro exercício é introduzido com o passar das sessões e acrescenta nas conquistas, pois a “Reprogramação Mental” funciona na condução de falas que impedem as crises, abrangendo em frases de impacto e colocadas em lugares estratégico de fácil visualização, fazendo com que a pessoa retorne ao ponto que parou.

Vale ressaltar que o impacto do home office nesta discussão não tem vínculo direto com o termo “Workaholic” sendo um termo em inglês instituindo o vício no trabalho, apesar da semelhança.

É preciso cuidado no diagnóstico e tão pouco as pessoas devem atribuir diagnósticos aleatórios, a terapia juntamente com os exercícios psicológicos vai ajudar você neste encontro, sendo essencial buscar a ajuda e esquecer de termos, bem como o tempo para esta cura.

Eu posso te ajudar

Eu posso te ajudar a entender os seus sentimentos e emoções. Você pode conversar comigo sobre ansiedade, insônia, procrastinação, autoestima e conflitos familiares.

Vem comigo nessa jornada rumo ao autoconhecimento!

Agende sua sessão comigo agora.

Este artigo foi útil?

Você já votou neste post

Publicado por:

Jose Paulo Menezes

Publicado por:

Jose Paulo Menezes

Formado em Geografia, Pedagogo, Psicanalista Clínico, pós graduado em Docência do Ensino Superior e Psicanálise, sempre me preocupei ao longo dos anos com a psique humana, desencadeando formações complementares na Terapia Cognitiva Comportamental e tantas outras, pois o meu enfoque é proporcionar o lançamento de oportunidades que tragam o bem-estar.