Você provavelmente já ouviu falar da Síndrome de Burnout e sabe que ela é uma doença que afeta por volta de 30% da população brasileira e milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas você sabia que há um teste de Síndrome de Burnout?!

Na verdade não há só um, mas vários testes que podem ser usados para saber se alguém apresenta sintomas da Síndrome de Burnout.

Aqui neste artigo vamos mostrar um teste bem simples e fácil que você poderá realizar e ter um norte sobre sua situação.

Ah, é preciso destacar que os testes não valem como diagnóstico. Assim, mesmo se encontrar resultados alterados, não sofre por antecipação e procure um profissional da saúde mental para te avaliar o quanto antes.

Dito isso, tenha uma excelente leitura!

Síndrome de Burnout: O que é?

Síndrome de Burnout é, acima de tudo, uma doença ocupacional. Isso quer dizer que o ambiente laborativo é o maior fator causal do transtorno.

Tal doença pode acometer qualquer profissional, mas o que é comum é que profissionais expostos a muita pressão e cargas horárias exacerbadas sofram mais com a Síndrome de Burnout.

Dentre os profissionais mais afetados estão:

  • Profissionais da saúde em geral, principalmente médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem;
  • Jornalistas;
  • Advogados;
  • Professores;
  • Policiais;
  • Bombeiros;
  • Carcereiros;
  • Oficiais de Justiça;
  • Assistentes sociais;
  • Atendentes de telemarketing;
  • Bancários;
  • Executivos.

Os 15 sinais do Burnout

Se você ou alguém que conhece dentro do seu ambiente de trabalho apresentarem alguns dos sinais e sintomas a seguir, tenha atenção, pois pode ser a Síndrome de Burnout.

Afinal, por vezes alterações sutis que passam despercebidas podem indicar que algo não vai bem do ponto de vista mental. 

Também, vale lembrar que nem tudo que se manifesta no corpo tem como origem a parte física. Isto é, há várias formas de somatizar, que nada mais é que alterações no corpo causadas por desequilíbrios na mente.

Seguem abaixo 15 sinais comuns de Burnout:

  1. Insônia (pode ser tanto inicial – dificuldade em pegar no sono, tanto terminal – acordar à noite e não mais conseguir dormir);
  2. dores musculares e de cabeça;
  3. Irritabilidade;
  4. Alterações de humor;
  5. Perda da memória, sobretudo de curto prazo (também conhecida como memória de trabalho);
  6. Déficits de foco e contração;
  7. Dificuldade para se alimentar, seja por falta de apetite, seja por falta de motivação;
  8. Agressividade;
  9. Isolamento social;
  10. Tristeza e choro fácil;
  11. Pessimismo e baixa autoestima;
  12. Sentimento de apatia e desesperança;
  13. Irritabilidade exagerada – o menor das frustrações deflagra comportamentos explosivos;
  14. Anedonia – sintoma típico da depressão, mas que também pode aparecer na Síndrome de Burnout. Nada mais é que a falta de prazer por atividades que antes traziam satisfação;
  15. Queda na imunidade.

Diferença entre Burnout e cansaço

Vale destacar que o Burnout é um esgotamento completo, fazendo com que ele seja diferente de um estresse do dia a dia.

É esperado que alguém que trabalhou o dia todo, ou a semana inteira, sinta cansaço. No entanto, em tais circunstâncias, uma noite de sono reparadora ou um final de semana de relaxamento provavelmente resolverão o problema.

Por outro lado, quando se fala em Síndrome de Burnout, o cansaço não passa mesmo quando válvulas de escape para o estresse são acionadas. 

Como é o tratamento da Síndrome de Burnout

Há duas principais vertentes dentro do tratamento da Síndrome de Burnout:

  • Psicologia;
  • Psiquiatria.

Tais abordagens andam de mãos dadas, uma vez que uma complementa a outra.

Contudo, a pedra angular do tratamento é sempre a psicoterapia, visto que muitos casos não precisarão de medicações para controle do estresse, tristeza e ansiedade.

Nos casos mais graves, em que há maior prejuízo funcional ou presença de outros transtornos associados, é geralmente necessário recorrer ao uso de psicotrópicos.

O profissional da psicologia é capaz não só de reconhecer tais casos, mas também de encaminhar para o psiquiatra a fim de realizar o tratamento completo da Síndrome de Burnout.

Além desses dois profissionais, há tantos outros que podem contribuir para a restituição da saúde daquele que sofre com tal Síndrome do Esgotamento, entre eles:

  • Nutricionistas;
  • Educadores físicos;
  • Servidores sociais;
  • Diretores espirituais.

Cada caso é avaliado de forma individual e, assim, é possível tomar decisões terapêuticas mais assertivas.

Vista a grande relação do Burnout e empresas, é importante que as corporações investem no tratamento e prevenção de transtornos da mente. O Zenklub oferece serviços especializados no atendimento empresarial.

Como saber se um colaborador está tendo Burnout?

Em primeiro lugar, é necessário dar abertura para que ele fale. Muitos colaboradores sofrem em silêncio, sobretudo quando a doença já está avançada.

Assim, ter uma política empresarial que favorece a participação dos colaboradores na definição de seus horários, metas e objetivos auxilia a identificar precocemente eventuais problemas de saúde mental.

Além disso, é essencial investir em abordagens que visem entender melhor o comportamento dos funcionários, uma vez que, sendo uma doença ocupacional, é responsabilidade total da corporação em relação ao transtorno.

Ou seja, em casos de Burnout, a corporação é responsável por arcar com todas as despesas inerentes ao tratamento e, em alguns casos, com indenizações por processos trabalhistas.

Outro ponto vital, é evitar a glamourização do Workaholic dentro do espaço de trabalho. É preciso destacar que cada pessoa tem um ritmo e trabalhar mais horas não significa, necessariamente, trabalhar melhor.

O teste da Síndrome de Burnout: 12 perguntas

Se você procurou este artigo, quer conhecer um teste para saber se está com síndrome de burnout, certo? 

Pois bem, a grande verdade é que existem várias formas de diagnosticar a doença. Cada dia que passa, mais conhecimento se tem sobre o Burnout e, diante disso, a tendência é que os testes mudem e se aperfeiçoem.

No entanto, abaixo segue um teste prático e validado para que você identifique se tem ou não algumas possíveis repercussões da doença.

Funciona assim: para cada frase, você dá uma certa pontuação, a saber:

  • 1 se a frase se aplica raramente à sua vida;
  • 2 se acontece às vezes;
  • 3 se ocorre na maior parte dos dias. 

Vamos às frases…

  1. Minha rotina tem mais custos do que benefícios;
  2. Mesmo quando estou de férias, me sinto cansado e desmotivado;
  3. Tenho pouco controle sobre o ritmo e o cronograma do meu trabalho;
  4. Sinto-me sobrecarregado mesmo quando não estou trabalhando;
  5. Tenho faltado ao trabalho porque me sinto doente;
  6. Considero meu desempenho profissional insatisfatório;
  7. Tenho me isolado de meus amigos e familiares;
  8. Executar tarefas incompatíveis com meus valores;
  9. Sou responsável por projetos sem ter recursos para executá-los;
  10. Uso medicamentos e/ou bebidas alcoólicas para relaxar;
  11. Minha vida sexual se tornou mais uma tarefa a cumprir;
  12. Sinto que estou em um beco sem saída.

Agora, some as pontuações dadas por você para cada frase.

Há 3 formas de interpretar o resultado:

  • Até 14 pontos: sua saúde mental está, de uma forma geral, em equilíbrio. Continue assim!
  • De 15 a 26 pontos: você está em uma posição de alta vulnerabilidade para o Burnout. Vale a pena procurar um profissional para realizar uma avaliação mais aprofundada.
  • Acima de 26 pontos: É provável que você tenha desenvolvido algum grau de esgotamento profissional. Procure um especialista em saúde mental o quanto antes!

A auto-avaliação vale como diagnóstico médico?

Sem dúvidas, autoavaliar-se é um bom parâmetro para descobrir o que passa dentro do nosso ser. 

No entanto, há de se pontuar que a autoavaliação pura e simplesmente não basta para o diagnóstico. É de suma importância passar pela avaliação de um profissional da saúde mental, o que poderá determinar a presença ou não da doença.

Afinal, quando uma pessoa está em sofrimento, sobretudo nas fases mais avançadas da Síndrome de Burnout, os sintomas tomam conta da vida de quem sofre. Isso faz com que o paciente se encontre em um estado de confusão acerca de si mesmo.

Nesse contexto, sessões de terapia conduzidas por especialistas em saúde mental são a melhor forma não só de reconhecer o problema, mas também realizar o tratamento eficaz.

Conclusão

Cuidar da saúde mental é essencial para trabalhar e viver bem. Provavelmente, ao realizar o teste de Síndrome de Burnout, você identificou alguma alteração. 

Em primeiro lugar, está tudo bem. Saiba que a Síndrome de Burnout é uma doença frequente, ou seja, você não está nessa sozinho.

Ademais, o tratamento da Síndrome de Burnout é acessível e eficaz. Basta procurar ajuda de um especialista em saúde mental e ele te guiará ao longo do processo terapêutico.

O Zenklub é uma plataforma que conta com milhares de especialistas na saúde mental e, entre eles, vários que têm experiência no tratamento de doenças ocupacionais.

Conheça os profissionais do Zenklub!

Referências

https://saude.abril.com.br/bem-estar/teste-sera-que-voce-esta-com-a-sindrome-de-burnout/

https://carolmilters.wispform.com/9fae12d5

https://dda-deficitdeatencao.com.br/testesonline/stress-esgotamento-burnout.html

https://positivepsychology.com/burnout-tests-signs/

https://blog.psicologiaviva.com.br/sindrome-de-burnout/

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