Paroxetina ou cloridrato de paroxetina é um remédio antidepressivo da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (IRSR). Esse princípio ativo é bastante conhecido por seus nomes comerciais como Paxil, Pondera e Paxtrat. Mas há muito mais informações sobre esse medicamento que você precisa conhecer. Então saiba para que serve o cloridrato de paroxetina, quais são os efeitos colaterais, se paroxetina dá sono e muito mais. Em primeiro lugar, lembre-se que o seu uso deve ser somente sob prescrição e acompanhamento médico.

Introdução

Desenvolvida pelo laboratório GlaxoSmithKline, a paroxetina é uma substância utilizada em fármacos antidepressivos. Essa medicação foi então aprovada para uso medicinal em 1992, nos Estados Unidos, chegando ao mercado com nome de Paxil. Em suma, é um potente princípio ativo que inibe seletivamente a recaptação da serotonina nos neurônios. Ao mesmo tempo, permite um fraco bloqueio da recaptação da norepinefrina e da dopamina, e na potente inibição do citocromo P450 2D6.

Para que serve a paroxetina

Em síntese, o cloridrato de paroxetina serve para equilibrar os níveis de serotonina no cérebro. Dessa forma, é possível tratar sintomas de depressão e ansiedade. Segundo a bula, para que serve a paroxetina?

Quais são as contraindicações?

De acordo com a bula, a paroxetina é contraindicada nos seguintes casos:

  • Pacientes com hipersensibilidade ao cloridrato de paroxetina ou a qualquer um dos excipientes.
  • Em associação a medicamentos como: inibidores da monoaminoxidase (MAO), linezolida (antibiótico), cloreto de metiltionina (azul de metileno), tioridazina ou pimozida (medicamentos usados para tratamento de esquizofrenia)

Precauções

Além de compreender para que serve a paroxetina, é importante saber que esse medicamento requer alguns cuidados. Por isso, informe o médico acerca do seu histórico de saúde, outras doenças e tratamentos realizados ou em andamento. Isso porque é preciso tomar algumas precauções diante de casos como por exemplo:

  • Histórico de episódios de mania (hiperatividade, excitação e irritabilidade)
  • Alterações no fígado, coração ou nos rins
  • Doença cardíaca
  • Transtorno bipolar
  • Epilepsia ou se já teve uma crise convulsiva
  • Gravidez
  • Lactante
  • Glaucoma
  • Histórico de problemas de coagulação ou está em tratamento com medicamentos que aumentam o risco de sangramento
  • Esquizofrenia ou utiliza medicamentos para tratar esta condição
  • Uso de algum outro tratamento antidepressivo
  • Uso de tamoxifeno
  • Hiponatremia
  • Acatisia

Assim como com outros fármacos, ela não deve ser utilizada com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Interações medicamentosas

Por outro lado, a paroxetina pode causar interação medicamentosa ao ser administrada com outros fármacos. Em outras palavras, o seu uso pode tanto interferir na ação de alguns medicamentos, como também, atrapalhar a atuação deles. Nessa lista, estão inclusos também os remédios sem prescrição médica. Portanto, sempre informe o seu médico sobre os medicamentos que esteja tomando ou que já tomou. Então, conheça a seguir alguns fármacos que devem ser evitados durante o tratamento com paroxetina.

  • Antidepressivos como: amitriptilina, nortriptilina, imipramina e desipramina
  • Medicamentos que afetam a serotonina, como triptanos, lítio, tramadol, linezolida, triptofano, Erva de São João e fentanila
  • Carbamazepina, fenobarbital e fenitoína
  • Alguns remédios para tratar com arritmias, como propafenona e flecainida por exemplo
  • Perfenazina e risperidona
  • Prociclidina
  • Fosamprenavir ou ritonavir
  • Rifampicina
  • Metoprolol
  • Mivacúrio e suxametônio
  • Atomoxetina
  • Medicamentos que podem afetar a coagulação sanguínea e aumentar o sangramento, como varfarina, AAS e outros anti-inflamatórios não esteroidais
  • Pimozida ou tioridazina;
  • Tamoxifeno
  • Medicamentos inibidores da enzima monoaminoxidase (MAO)

Paroxetina: efeitos colaterais

A paroxetina é um medicamento seguro e que apresenta eficácia, de acordo com relatos de pacientes que utilizam essa medicação. No entanto, como qualquer outro fármaco, existem depoimentos sobre uso da paroxetina com efeitos colaterais. É claro que essa reação pode variar de pessoa para pessoa, mas é importante destacar as ocorrências mais comuns:

  • Náusea
  • Alterações da função sexual
  • Diminuição do apetite
  • Aumento dos níveis de colesterol
  • Sonolência
  • Insônia
  • Vertigem, agitação, tremor
  • Dor de cabeça
  • Visão turva
  • Prisão de ventre, diarreia, vômitos, boca seca
  • Sudorese
  • Ganho de peso corporal
  • Fraqueza

Paroxetina: nomes comerciais

O Paxil, do laboratório GlaxoSmithKline – também conhecido como GSK, é o medicamento referência da paroxetina. Mas esse princípio ativo está presente em sua forma genérica, bem como em medicações com os seguintes nomes comerciais:

  • Aropax
  • Celebrilin
  • Depaxan
  • Moratus
  • Paxtrat
  • Pondera
  • Roxetin
  • Zyparox

Dúvidas

Paroxetina dá sono?

De fato, o cloridrato de paroxetina dá sono para alguns pacientes. Ao mesmo tempo, pode provocar insônia ou agitação. Afinal, essas reações fazem parte dos efeitos colaterais do uso da paroxetina. Mas isso não acontece com todos que a utilizam.

Para que serve o remédio Tadalafila? Pode ser usado junto com paroxetina?

Tadalafila é um medicamento utilizado para tratamento de disfunção erétil. A saber, não há nenhuma contraindicação conhecida para o uso em conjunto com a paroxetina. Entretanto, a paroxetina pode provocar alterações na disfunção sexual, como efeito colateral. Por essa razão, o cloridrato de paroxetina pode não ser a melhor opção para pacientes disfunção erétil – que é para que serve tadalafila. Portanto, converse com o seu médico e seja honesto sobre todas questões que esteja enfrentando ou que já enfrentou.

As informações desta página foram disponibilizadas com fins puramente informacionais. Em hipótese alguma, elas devem embasar a autoprescrição ou indicação para terceiros. Sempre consulte um especialista sobre qualquer assunto relativo à sua saúde mental.

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Rui Brandao

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Rui Brandao

Rui Brandão é médico, com experiência em Portugal, Brasil e Estados Unidos da América, e mestre em Administração pela FGV em São Paulo. Hoje é CEO & Co-fundador do Zenklub, plataforma de saúde emocional e desenvolvimento pessoal que oferece conteúdos, profissionais e ferramentas especializadas para mais de 1.5 milhões de pessoas no Brasil.