Ontem, dia 4 de julho, aconteceu o evento Revolucionando seu RH, um projeto do Zenklub em parceria com as empresas Walljobs, Trampos.co, Bigland e Folha Certa, que debateu em 5 painéis temas sobre como a tecnologia está transformando e contribuindo para esse setor e para esse público. Entre os painelistas, estavam os principais heads de equipes de gestão de empresas como Nubank, Omelete, Viacom, AB e ESPM.

Rui Brandão, CEO e co-fundador do Zenklub, foi o responsável pelo painel Como transformar a saúde dos seus colaboradores em um ativo para a empresa, em que, junto com a convidada, Cristiane Hardt, Head de RH AB Brasil, levantou temas sobre como as empresas precisam apresentar proativamente soluções preventivas quanto à saúde emocional dos seus colaboradores e o quanto isso impacta diretamente em indicadores mais positivos para a gestão de equipes e na produtividade.

“É importante falarmos de saúde entrelaçada a cultura da empresa para que você consiga promover ações efetivas, que olhem para aquele colaborador individualmente e que traga soluções para as necessidades dele. É possível hoje, o profissional de RH, identificar qual perfil do quadro de colaboradores que possui e implementar ações preventivas que gerem resultados e, principalmente, engajamento.”, afirma Cristiane Hardt.

Para Rui Brandão, “As pessoas são admitidas por capacidades técnicas e demitidas por comportamento. Hoje questões de bem-estar emocional impactam nesse aspecto e ainda falta esclarecimento, por parte do RH e de líderes das equipes, de como reagir e ajudar, mas, principalmente, de como atuar proativamente na qualidade de vida dos seus colaboradores.”

Além da questão cultural, outro conceito interessante levantado nesse painel foi a diferença entre presenteísmo e absenteísmo, como explica Hardt: “O absenteísmo ele é nítido para as empresas e basicamente é medido em forma de atestado médico e pela falta do funcionário por questões de saúde. Já o presenteísmo é aquele fator que a empresa não consegue dimensionar o impacto, já que muitos de nós nos apresentamos para trabalhar com diferentes problemas emocionais ou até de saúde, como uma gripe ou febre, e produzimos sem que a empresa ou o RH tome conhecimento dessa queixa ou queda de produtividade.”

Para Rui e Cristiane a mensagem positiva dentro deste cenário é que com a entrada das novas gerações e esse movimento voltado para o bem-estar como um todo, mais focado em experiência do que apenas em ter, e grandes empresas dando bons exemplos, como a Unilever, que reduziu 30% dos problemas relacionados a saúde mental, a partir de uma cultura e ação de comunicação aberta, liderança capacitada e inteligência para saber encaminhar, o fluxo se tornará cada vez mais leve e natural para a implementação dessa cultura nas empresas.

Nos outros quatro painéis, que abordaram temas como aquisição de talentos, perfil dos candidatos nas novas gerações, transformação digital e o novo RH, e a cultura mobile para o setor, as palavras-chave foram geração Z, propósito, engajamento e diversidade.

Para Erick Sarto, da Viacom Brasil, a aquisição de talentos se torna mais fácil quando há identificação emocional do candidato com a empresa. “A Viacom é responsável pela MTV e Nickelodeon, por exemplo, que são canais que marcaram a adolescência e a infância de muitas pessoas, e diversas vezes o candidato expressa essa referência pessoal e particular.”

Carlos Piazza, da CPC, trouxe um pouco a ideia do darwinismo digital e o quanto e como estamos capacitados para absorver toda a velocidade da tecnologia que chega para nós. Já para Marcelo Zorovich, da universidade ESPM, o desafio é saber equilibrar a inclusão da tecnologia dentro da sala de aula, para que não haja redução do interesse por parte dos futuros profissionais com os conteúdos, mas que também não haja uma dispersão por outros interesses sociais digitais.

Por fim, e ressaltando a importância da diversidade nas equipes de trabalho, e isso inclui diversidade de gênero, orientação sexual e racial, Ana Magalhães do Omelete, e Filipe Sabella, da fintech Nubank, abriram seus números de contratação e afirmaram que em suas empresas a diversidade, e, principalmente a equidade de gênero, é uma questão importante. Hoje a prioridade na equipe de tecnologia do Nubank é contratar mulheres – hoje são apenas 8% do time – e no Omelete esse número já está mais representativo, em 50%.

A expectativa do Zenklub e das demais empresas organizadoras do evento é que a partir dos feedbacks positivos e o sucesso desse primeiro evento, a próxima edição esteja próxima. “É uma experiência rica tanto para nós, que desenvolvemos projetos e soluções para colaborar com esse setor, quanto para os participantes e ouvintes, que puderam conhecer novas ideias, discutir temas atuais, além de levar para as suas empresas mais informação e possibilidades de ações.”, finaliza Rui Brandão.

 

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