Escilatopram é um princípio ativo presente em medicamentos como Lexapro, Exodus, Reconter, e Oxalato de Escitalopram. Em suma, é um antidepressivo da classe Inibidor Seletivo da Recaptação da Serotonina (ISRS). Embora seja uma medicação relativamente nova no mercado, traz a evolução cada vez mais eficiente dos fármacos. Agora o que nos resta saber é: para que serve o escitalopram? Afinal, quais são os efeitos colaterais? Escitalopram dá sono? Buscamos as respostas para essas perguntas e reunimos outras informações nesse post. Em primeiro lugar, a recomendação principal é: jamais use esse medicamento sem prescrição e acompanhamento médico.

Introdução

Desenvolvido pelos laboratórios Lundbeck e Forest, o escitalopram é um princípio ativo derivado do citalopram. Com o nome comercial de Lexapro, o escitalopram chegou ao mercado nos anos 2000 trazendo um poder de ação em uma menor dosagem. Dessa forma, no quesito “Lexapro depoimentos”, os resultados foram bastante positivos. Do mesmo modo, isso vale para os similares. Isto é, os depoimentos de pessoas que usam Reconter, por exemplo.

Como o escitalopram age?

O escitalopram está na classe dos medicamentos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). Em outras palavras, como o próprio nome já diz, essa categoria inibe a recaptação de serotonina, aumentando a sua disponibilidade. Mas seu principal diferencial é a sua capacidade de seleção. É como se o medicamento agisse nos receptores que realmente precisam de ajuda. Além disso, estudos indicam que o oxalato de escitalopram causa efeitos mínimos em neurotransmissores como a norepinefrina e dopamina. Portanto, provoca menos efeitos colaterais.

Para que serve o escitalopram?

O escitalopram é indicado para tratar pacientes com os seguintes diagnósticos:

Quais são as contraindicações?

De acordo com a bula, o escitalopram não é recomendado em algumas situações:

  • Pacientes com hipersensibilidade ou alérgicos ao oxalato de escitalopram ou a qualquer um dos componentes.
  • Em conjunto com tratamentos que utilizam inibidores da monoaminoxidase (IMAO), incluindo selegilina, moclobemida e linezolida.
  • Em tratamento concomitante com pimozida.
  • Pacientes diagnosticados com prolongamento do intervalo QT ou síndrome congênita do QT longo (cardiopatias)
  • Se houver uso de medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT.
  • Gravidez (salvo exceções de cuidadosa avaliação do risco-benefício e necessidade do uso deste medicamento).
  • Lactação

Precauções

Em síntese, antes de prescrever oxalato de escitopralam, o médico deve estar ciente do histórico clínico do paciente e de medicamentos que ele esteja tomando. Afinal, esse antidepressivo requer precauções e cuidados em alguns casos, como por exemplo:

  • Epilepsia ou histórico de convulsões
  • Diabetes
  • Comprometimento do fígado
  • Comprometimento do rim
  • Níveis de sódio diminuídos
  • Tendência a ter sangramentos ou manchas roxas
  • Terapia eletroconvulsiva em andamento
  • Doença cardíaca coronariana
  • Se já sofreu ataque cardíaco
  • Baixa frequência cardíaca em repouso
  • Midríase
  • Transtorno bipolar

Interações medicamentosas que devem ser evitadas

O oxalato de escitalopram pode interagir com outras medicações, afetando a sua ação e causando danos à saúde. Portanto, é extremamente importante informar o seu médico sobre os tratamentos que esteja realizando. Conheça alguns medicamentos que devem ser evitados durante o uso de escitalopram:

  • Inibidores Não-Seletivos Irreversíveis da MAO (Monoaminoxidase)
  • Inibidor Seletivo Reversível da MAO-A (Moclobemida)
  • Pimozida
  • Inibidor Não-Seletivo Reversível da MAO (Linezolida)
  • Medicamentos que causam prolongamento do Intervalo QT
  • Inibidor Seletivo Irreversível da MAO-B (Selegilina)

Interações medicamentosas que exigem cuidado

Na bula de escitalopram, encontramos a advertência de que alguns medicamentos devem ser administrados com cuidado. Por certo, é o caso de:

  • Drogas de ação serotoninérgica
  • Medicamentos que diminuem o limiar convulsivo
  • Lítio
  • Triptofano
  • Erva de São João
  • Anticoagulantes
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
  • Medicamentos indutores de hipocalemia/ hipomagnesemia
  • Inibidores da CYP2C19 (por exemplo: omeprazol, azomeprazol, fluvoxamina, lansoprazol, ticlopidina) ou cimetidina
  • Flecainida, propafenona e motoprolol (quando usados para tratamento de insuficiência cardíaca)
  • Medicamentos que agem no sistema nervoso central e que são metabolizados principalmente pela CYP2D6 (por exemplo: desipramina, clomipramina, e nortriptilina ou antipsicóticos como a risperidona, tioridazina e o haloperidol)

Efeitos colaterais

Quando se trata de “escitalopram efeitos colaterais”, a boa notícia é que apenas alguns pacientes são afetados. Ou seja, vai depender de particularidades do organismo de cada pessoa diante do fármaco. No entanto, como em qualquer medicamento, há reações adversas, que estão presentes em todos os medicamentos com esse princípio ativo. Ou seja, não importa se você busca por Lexapro bula ou Exodus bula, por exemplo. Por isso, é importante conhecer as ocorrências mais comuns:

  • Náusea
  • Dor de cabeça
  • Nariz entupido ou com coriza (sinusite)
  • Aumento ou diminuição do apetite
  • Ansiedade, inquietude, sonhos anormais, dificuldades para dormir, sonolência diurna, tonturas, bocejos, tremores, sensação de agulhadas na pele
  • Diarreia, constipação, vômitos, boca seca
  • Aumento do suor
  • Dores musculares e nas articulações (mialgias e artralgias)
  • Distúrbios sexuais (retardo ejaculatório, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e, em mulheres, dificuldades para chegar ao orgasmo)
  • Cansaço, febre
  • Aumento do peso

Nomes comerciais

A saber, o Lexapro, do laboratório Lundbeck, é o medicamento original do escitalopram. Mas esse princípio ativo não está presente somente na medicação referência. Então, ele é encontrado também na sua versão genérica como oxalato de escitalopram. Além disso, existem ainda outros nomes comerciais como:

  • Eficentus
  • Esc
  • Espran
  • Eudok
  • Exodus
  • Felissa
  • Mind
  • Lesdot
  • Reconter

Dúvidas

Escitalopram dá sono?

Certamente, o escitalopram dá sono em apenas algumas pessoas. Isso porque sonolência é um dos efeitos colaterais da medicação. No entanto, como dito anteriormente, nem todas as pessoas terão essa sensação. De fato, isso dependerá do organismo de cada um, e tais reações costumam sumir ao longo das semanas.

Escitalopram e álcool: pode ou não pode?

Do ponto de vista farmacodinâmico e farmacocinético, não há nenhuma reação entre escitalopram e álcool. Entretanto, como qualquer medicamento que age no sistema nervoso central, é recomendado suspender o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento.

As informações desta página foram disponibilizadas com fins puramente informacionais. Em hipótese alguma, elas devem embasar a autoprescrição ou indicação para terceiros. Sempre consulte um especialista sobre qualquer assunto relativo à sua saúde mental.

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Publicado por:

Rui Brandao

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Rui Brandao

Rui Brandão é médico, com experiência em Portugal, Brasil e Estados Unidos da América, e mestre em Administração pela FGV em São Paulo. Hoje é CEO & Co-fundador do Zenklub, plataforma de saúde emocional e desenvolvimento pessoal que oferece conteúdos, profissionais e ferramentas especializadas para mais de 1.5 milhões de pessoas no Brasil.