O bem-estar corporativo é uma condição essencial para o bom andamento e os resultados satisfatórios nos negócios. Um bom clima organizacional, por exemplo, é um dos objetivos das gestões administrativas e de Recursos Humanos.

No entanto, para que as empresas tenham um bom clima organizacional, é preciso que, além de treinamentos, normas e boas lideranças, as empresas se preocupem com a saúde mental e emocional de seus colaboradores. 

Segundo o relatório Mental Health in the Workplace (saúde mental no local de trabalho, em tradução livre) da Organização Mundial de Saúde, trabalhadores que sofrem de ansiedade e depressão causam perdas de 1 trilhão de dólares na economia mundial, anualmente.  

Mas, para que você entenda, em moeda, a importância do investimento em saúde mental de trabalhadores, esse mesmo relatório afirma que a cada um dólar investido em ações que promovam melhorias no bem-estar corporativo e saúde mental dos funcionários, quatro dólares são ganhos em forma de aumento da produtividade

Além, é claro, do que isso representa na saúde do colaborador, em seu bem-estar e melhor qualidade de vida. 

Para as empresas, significa criar um ambiente saudável e de suporte aos seus colaboradores, fator que pode, inclusive, diminuir a rotatividade de funcionários — o que é excelente, considerando os desafios das empresas em reter talentos.

Para falar um pouco mais sobre o tema, trouxemos neste artigo alguns pontos relacionados sobre o bem-estar corporativo e seus benefícios. Confira!

Ansiedade, burnout e depressão: o que tem a ver com a com o bem-estar corporativo? 

Você já ouviu a expressão “males do século”? Ela é utilizada para citar condições de saúde emocional e mental, como por exemplo, ansiedade, Síndrome de Burnout, depressão e outras. Condições como essas são muito ruins para os colaboradores e afastam a empresa de conseguir manter o bem-estar corporativo.

A ansiedade, por exemplo, faz com que a pessoa tenha muitos sentimentos de tensão, preocupação e pensamentos ruins. Em situações pontuais, é normal, mas quando acontece seguidamente é que pode vir a ser um transtorno.

Além disso, sua frequência pode desencadear outros problemas, como a depressão, que por sua vez, pode apresentar intensidade leve, moderada ou grave. 

A depressão se caracteriza por sentimentos de angústia, perda de interesse por atividades, baixa autoestima, tristeza profunda e outros sintomas, inclusive, pensamentos ou ideação suicida. 

Segundo estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde), e a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), o Brasil é o país com o maior índice de ansiedade do mundo, com 9,3% e o segundo na América Latina em depressão, com índice de 5,8%.

A Síndrome de Burnout, por sua vez, está diretamente relacionada ao excesso de trabalho. É o esgotamento físico, acompanhado de estresse, resultante de situações desgastantes de trabalho. Geralmente acomete quem ocupa posições de muita competitividade ou responsabilidade. 

O setor varejista, por exemplo, em que a competitividade é alta e a responsabilidade por bater metas podem ser desgastantes para os colaboradores, é um terreno fértil para esse tipo de ocorrência. 

Não que a empresa precise desestimular a competitividade ou repensar o sistema de bater metas, afinal, isso faz parte do negócio. O que deve se buscar são alternativas que ajudem nos cuidados com a saúde emocional e mental dos colaboradores. 

Essa falta de cuidado não prejudica somente a saúde do colaborador, mas o bem-estar corporativo como um todo, conforme veremos a seguir.

Como as doenças psicossomáticas podem interferir na minha empresa? 

As doenças psicossomáticas ou os transtornos psíquicos podem acometer colaboradores e comprometer o bem-estar corporativo. Depressão, por exemplo, que causa desinteresse por atividades, pode diminuir drasticamente a produtividade

Burnout pode fazer com que o colaborador fique desatento e cometa erros, devido à exaustão. O estresse pode causar conflitos, discussões entre colaboradores. 

Além disso, qualquer que seja o transtorno ou doença psicossomática, a condição afeta também a jornada de trabalho, pois o colaborador fica propenso a faltar ao trabalho. 

Como pode ver, a empresa pode ter vários problemas caso tenha colaboradores com algum tipo de condição relacionada à saúde mental e emocional. Por isso que a gestão de pessoas deve proporcionar condições saudáveis de trabalho, além de acompanhamento da saúde de seus colaboradores. 

4 ações de bem-estar corporativo para varejistas

Como citamos anteriormente, o setor varejista tem uma propensão natural a desencadear determinados problemas de saúde em seus colaboradores. O segmento lida com pessoas o tempo todo, depende de metas para obter resultados que sejam positivos e mantenham suas equipes.

Aliás, o medo do desemprego em cenários em que uma empresa não alcança seus resultados é um dos gatilhos para problemas de saúde mental. Assim, o foco deve ser buscar soluções e ajudar os colaboradores. Para isso, temos algumas dicas:

1. Flexibilidade é palavra de ordem

Engessar normas e regras pode impactar negativamente no desempenho das funções dos colaboradores, mesmo que eles estejam com a saúde perfeita.

Por isso, a dica é que a empresa seja flexível em alguns momentos e que acolha ideias, sugestões e pedidos dos funcionários. 

Por exemplo, a jornada é de 44 horas semanais, mas se a equipe tiver uma semana produtiva, pode ganhar a manhã de sábado — uma ou duas vezes ao mês. Ações desse tipo influenciam positivamente e mantêm os colaboradores satisfeitos. 

É claro que no varejo às vezes isso parece inviável, mas basta pensar um pouco e encontrar uma solução. Se é mesmo necessário trabalhar aos sábados (seguindo o exemplo que demos), considere dar descanso a parte do time, enquanto a outra parte ganha a folga em outro momento. 

2. O ambiente de trabalho é bom?

Como é o ambiente da sua empresa? É bem iluminado, bem arejado, pensado ergonomicamente?

Há uma cozinha adequada onde seus colaboradores podem fazer seu lanche e tomar seu café? Os equipamentos, todos funcionam bem?

Pode não parecer, mas o bem-estar corporativo depende muito de o colaborador ter um espaço agradável no qual trabalhar. 

3. O clima organizacional merece atenção

No comércio varejista, as relações com clientes são delicadas e sensíveis. Sendo assim, se a empresa não tem um bom clima organizacional, isso pode acabar refletindo no atendimento a esse cliente. 

Por isso, é fundamental que as relações interpessoais sejam monitoradas. Isso pode ser feito pela observação das relações entre os funcionários, por meio de pesquisas internas de satisfação e por conversas diretas e objetivas, sobre como os funcionários se sentem e se há algo que pode ser melhorado. 

4. A valorização do colaborador é o segredo

Colaboradores não precisam ser elogiados o tempo todo, mas também não devem ser esquecidos. Seus esforços devem ser percebidos e reconhecidos. 

Às vezes o reconhecimento vale muito mais que um bônus, uma premiação. Estar em uma empresa onde é valorizada é tudo que muitas querem e que buscam em um ambiente de trabalho. 

Reconheça esforços e incentive o desenvolvimento de seus funcionários e você verá que um colaborador com a autoestima em dia é bem mais produtivo que aquele outro que ganha bem mas está insatisfeito. 

Conclusão

Saber o que pode causar doenças psicossomáticas ou transtornos mentais ajuda empresas a encontrarem formas de prevenir e a investir na investigação sobre a saúde e o bem-estar dos seus funcionários. 

E você viu como o bem-estar corporativo pode trazer muitos benefícios para o varejo. Ao conhecer os problemas que podem causar, sabe que, na ordem inversa, significa colaboradores satisfeitos e produtivos, além da empresa colhendo resultados positivos.

A saúde mental dos funcionários impacta na saúde administrativa e financeira de uma empresa, e, por mais que pareça frio falar dessa forma, uma coisa depende da outra. Afinal, com sua saúde emocional e mental comprometida, o colaborador também tem sua carreira comprometida. É um ciclo, que pode ser quebrado com as ações corretas.

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