A saúde psicológica de empregados e funcionários em empresas e instituições tornou-se uma responsabilidade de gestão, que atinge investimentos e a economia dos negócios. 

No mercado varejista, os novos modelos de gerenciamento institucional dispõe dos recursos humanos como um valor primordial para atingir metas, lucro e imagem positiva. 

Além do compromisso ético na missão de cuidar do desenvolvimento pessoal, investir em ações de cuidado com a saúde psicológica dos colaboradores é um investimento contra prejuízos e dívidas com custos trabalhistas, jurídicos e administrativos.

Uma pesquisa do Census Bureau dos EUA, de dezembro de 2020, descobriu que mais de 42% das pessoas entrevistadas relataram sintomas de ansiedade ou depressão. O que refletiu um aumento de 11% em relação ao ano anterior. 

Outra pesquisa realizada pelo KFF Health Tracking no ano de 2020, trouxe resultados que adultos têm relatado impactos negativos na sua saúde mental e bem-estar devido à preocupação e estresse com a pandemia de coronavírus.

Os entrevistados relataram dificuldade para dormir (36%) ou comer (32%), aumento do consumo de álcool ou uso de outras substâncias (12%) e agravamento das condições crônicas (12%). Isolamento e solidão são outras tendências agravadas.

Outra pesquisa divulgada pelo Centro Nacional de Pesquisa Social da Inglaterra, em 2016, após entrevistar mais de 5 mil pessoas, divulgou que uma em cada quatro pessoas já tinha sido diagnosticada com algum sintoma de síndrome de saúde ocupacional. 

Estes transtornos quando não são diagnosticados causam sofrimento na saúde dos profissionais a longo prazo e perda de colaboradores para a empresa. Quando os funcionários adoecem mentalmente e fisicamente é a empresa que vai padecer de alguma forma.

Algumas instituições têm investido em startups voltadas para saúde mental, que possuem ferramentas poderosas e muito úteis para o controle do bem-estar dos colaboradores. 

Por conta disso, é sempre importante para empresa buscar entender como empregar inovações em prol de seus colaboradores o que, consequentemente, também irá beneficiar os resultados da própria empresa.

Vamos conhecer neste artigo como o varejo pode colaborar na manutenção da saúde psicológica dos funcionários.

Boa leitura!

A importância do investimento na saúde psicológica para as empresas

Quando tratamos do conceito de saúde psicológica ou saúde mental é importante entender algumas questões. E a primeira delas é a relação da subjetividade humana com as emoções. 

São as emoções e os sentimentos que compõem de modo muito particular a singularidade de cada pessoa com os desafios do cotidiano. 

Mudanças na rotina, cobranças no ambiente de trabalho, metas a serem cumpridas e pressão para as vendas ainda mais no setor varejista são marcas do comportamento e da cultura que vão moldando também a forma como apresentamos nossos temperamentos.

E essa relação não é igual para cada pessoa. O desequilíbrio da harmonia social do homem em relação com a sociedade podem manifestar transtornos e doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os transtornos mais comuns, hoje, são a ansiedade, síndrome de burnout e depressão. 

O transtorno é uma situação diferente de sentimentos como tristeza ou decepção, e que não interfere de modo direto na produtividade das pessoas. É um conceito mais amplo de diagnóstico e que varia de pessoa para pessoa, com formas de tratamento multidisciplinar. 

Em 2021, a Agência de Saúde e Segurança no Trabalho, do Reino Unido, divulgou uma pesquisa afirmando a perda de 23,5 milhões de dias úteis, durante 01 ano, por motivos de estresse, depressão e ansiedade entre funcionários.

Quando as empresas entendem que a prevenção desses transtornos, a importância de criar programas de acolhimento que estimulem a convivência com pessoas que estão em situação de transtorno, é possível diminuir situações de conflito e planejar estratégias de boa convivência. 

O resultado é a diminuição dos prejuízos com pedidos de afastamento de funcionários ou demissão. 

Por que o varejo tem sido alvo de crise na saúde psicológica?

A primeira questão diz respeito ao próprio comércio varejista, que nos últimos anos devido principalmente a fatores externos, como a pandemia do coronavírus que resultou em períodos de lockdown fez com que o setor apontasse uma enorme queda no número de clientes e faturamento, aumentando assim o número de demissões. 

O medo de perder o emprego, a cobrança por produtividade, o equilíbrio no trato com clientes, que também podem ser tóxicos aos funcionários, gera o acúmulo de tensões nos comerciários. 

E com todos esses aspectos levantados, muitas empresas ainda não realizam ações efetivas de cuidados com a saúde psicológica dos funcionários. Este é um dado levantado pela empresa de recrutamento e seleção, a Kenoby, em pesquisa realizada entre fevereiro e março de 2021.

A pesquisa citou que nas empresas com até 500 funcionários, mais de 90% admitiram que a questão da saúde psicológica não é pautada em iniciativas

Também foi pontuada a ausência de profissionais especializados para cuidar da saúde mental dos colaboradores. Sinalizando também que que mais da metade dos funcionários foram afastados por problemas emocionais. 

Todas essas questões foram agravadas com o surgimento da pandemia da covid-19 em 2020. Muitos profissionais sentiram o medo constante da contaminação e sofreram pelo luto enfrentado pela perda de familiares e amigos.

Além disso, surgiu a necessidade da adaptação do trabalho em modelos que não estavam acostumados, como o sistema de home office, resultando em um tempo de trabalho acumulado com as obrigações familiares. 

Como a manutenção da saúde dos colaboradores impacta nos resultados dos lojistas?

O investimento na saúde psicológica dos trabalhadores, por meio de programas e ações de cuidado e bem-estar, impactam primeiramente na motivação dos colaboradores.

Um colaborador motivado também impulsiona a alegria e disposição no coletivo, no grupo e nos colegas. Se ele convive com transtorno mental e entende que a empresa ainda assim confia no seu trabalho, sem constrangimentos ou ameaças, a produtividade aumenta.

O impacto financeiro causado por demissões, afastamentos ou absenteísmos é muito alto. No Japão, uma pesquisa feita em 2018 fez o cálculo do prejuízo por colaborador. Cada um custava o valor de 520 dólares e esse preço aumentava, anualmente, para 3 mil dólares. Algo em torno de 16 mil reais na moeda brasileira.

Investir em processo de cuidado e acolhimento, sobretudo com ações preventivas, fortalece institucionalmente a imagem da empresa no mercado, o reconhecimento junto aos clientes, prestígio e mais qualidade no atendimento.

Outro ponto importante é que a empresa também, ao desenvolver essas políticas, se torna atrativa para que profissionais qualificados queiram buscar um ambiente de trabalho saudável e com respeito à individualidade de cada um.

05 ações para ajudar a preservar a saúde psicológica no varejo

Algumas ações contribuem para a diminuição de profissionais convivendo com a síndrome ocupacional ligada à saúde mental. É claro que elas não substituem o cuidado e o tratamento com profissionais especializados.

Flexibilidade no ambiente de trabalho

A flexibilidade pode ser um ponto em consideração, que respeita os imprevistos, as opiniões e os pedidos de cada funcionário. Situações familiares, tempo de trabalho dividido com estudos, casos extraordinários devem ser ouvidos com atenção e cuidado com as diferenças de histórias de vida de cada pessoa.

Qualidade do ambiente de trabalho

Rever o ambiente de trabalho pode mudar tudo também. Se ele é organizado, limpo, atende às necessidades do trabalho ou ele se sente desrespeitado por não ter um equipamento funcional, de conviver num lugar insalubre, por exemplo.

Incentivo a atividades físicas

Promover um tempo para atividades físicas e laborais também é uma boa medida para estimular a equipe, a convivência e o cuidado com o corpo. Geralmente, muitos funcionários não têm tempo de realizar exercícios no horário fora do expediente. 

Clima organizacional

Melhorar o clima organizacional, que envolve perceber as relações sociais dentro da empresa, avaliar como o profissional sente que contribui com o crescimento da organização, o que inclui ainda a relação com consumidores ou clientes.

Estímulo às ações dos colaboradores

Estimular ações de valorização do colaborador, seja por produtos de comunicação que coloque o profissional em destaque ou alguns reconhecimentos específicos, como certificados, premiações, promoções. 

Conclusão

Todas as questões pontuadas neste artigo nos revelam o quanto é complexo e um processo contínuo os cuidados com a saúde psicológica de trabalhadores, sobretudo no ramo do comércio varejista.

Gerir pessoas é cuidar do espírito também, acolher e oferecer o cuidado e respeito como força produtiva e sensível. 

Os dados comprovam o quanto o cuidar do patrimônio humano e da saúde dos colaboradores exige menos recursos do que o valor financeiro com a perda de funcionários.
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