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title: Depressão na gravidez e outras questões psicológicas | Zenklub
description: Não é só o que se transforma na gravidez, há muitos outros aspectos do emocional que você precisa conhecer. Entenda mais sobre a depressão na gravidez.
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[Relações Familiares](https://zenklub.com.br/blog/tag/relações-familiares)

# Gravidez e os aspectos psicológicos que envolvem esse momento

[ Zenklub ](https://zenklub.com.br/blog/author/zenklub)  21/11/2024

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A **gravidez** é um momento de grande alegria e realização pessoal. Ela enche a casa de novidades, desafios e superações. Pensando nas mamães e [papais](https://zenklub.com.br/blog/familia-amigos/pai-de-primeira-viagem-participativo-gravidez/), trouxemos aqui alguns dos principais temas relacionados a **aspectos psicológicos** que rodeiam esse período tão esperado.

Convidamos [Fernanda Costa](https://zenklub.com.br/psicologos/fernanda-costa/), psicóloga e especialista do **Zenklub**, para conversar com a gente e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. 

## **Deu positivo, e agora?**

As mudanças físicas no corpo da mulher começam antes mesmo dela descobrir que está grávida. Com as transformações físicas, vem também uma intensa montanha russa emocional.

Nos três primeiros meses, o medo e a insegurança quanto à saúde do bebê é o que mais aflige o psicológico das novas mamães. Nesse período, é comum passar por um estado de[ ansiedade](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/ansiedade/) em grau mais elevado do que o normal.

Ao mesmo tempo em que há uma agenda de exames do pré-natal para cumprir e todos os detalhes do enxoval para providenciar, a expectativa da espera dá a sensação de que o tempo passa devagar. 

Para preservar a saúde da mãe e do bebê, o apoio da família é indispensável. Ainda assim, se você está sentindo dificuldades, o ideal é procurar amparo. O suporte psicológico pode ser de grande valia nessa fase.

### **Gravidez: passei do primeiro trimestre!**

Passado esse período, começam as alterações físicas mais visíveis. Isso pode afetar bastante a [autoestima ](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/autoestima/-feminina-liberta/)da mulher. Os quilos na balança começam a aumentar e, provavelmente, suas roupas já não cabem mais. Para você, isso pode ser um desafio e tanto na frente do espelho. 

Por outro lado, já é possível sentir os movimentos fetais, o que é um grande evento da gravidez. A elaboração do papel de materno ganha força e a mulher estreita laços com o bebê que se desenvolve.  

É importante entender que é um novo ciclo que se inicia e que toda[ transição de vida](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/transicao-de-vida-desafios-dicas/) traz desafios. O emocional tende a ser mais frágil que o normal, então todos esses sentimentos têm que ser trabalhados de forma equilibrada e harmoniosa.

No último trimestre da gravidez, a ansiedade muda de figura. Não é mais a insegurança da perda que domina, mas sim da **chegada do bebê**. Questões do tipo “como serei mãe se ainda não me sinto pronta?” são comuns nessa hora. É uma mistura de sensações, onde você quer ter logo o bebê no colo, mas está cheia de medos e incertezas.

## **Palavra de especialista em gravidez**

Para Fernanda Costa, a **gravidez**, além de ser uma transição de papel ou função, é também uma mudança de identidade. Assim, temores e traumas do passado tendem a aparecer.

Ou seja, surgem questionamentos sobre a relação com nossos pais, histórias sobre a família, vivências da infância, e a ressignificação da relação com o mundo adulto e com a responsabilidade. 

Então, tudo o que não tiver sido bem resolvido pode se manifestar nesse momento de transformação. Se esses conflitos não forem bem cuidados, podem afetar a relação mãe-bebê. 

Sobre isso, Fernanda comenta: “As cicatrizes emocionais que vêm à tona na gestação são uma rica oportunidade de entrar em contato com essas questões para elaborá-las. Isso aumenta o [autoconhecimento](https://zenklub.com.br/autoconhecimento-com-um-psicologo/) da gestante e contribui para uma formação saudável de sua nova identidade, agora como mãe”.

## **Depressão na gravidez **

A [depressão](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/depressao/) atinge mais o público feminino. Pode parecer uma palavra forte diante de um momento que deveria ser tão pleno e feliz, mas é a doença mental que mais afeta as mulheres durante o período gestacional. E, em se tratando de depressão na gravidez, adolescência é a faixa etária mais vulnerável. 

A **depressão** aparece como reflexo de [angústias](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/angustia/) e [ansiedades](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/ansiedade/) que antes podiam estar sob controle. A gestante precisa de atenção especial porque ela passa por um turbilhão de emoções provocado por alterações hormonais, psíquicas, físicas e sociais. É importante que as pessoas próximas e ela mesma saibam reconhecer a possibilidade de um quadro depressivo. 

A doença pode trazer riscos para a saúde dela e do bebê, já que afeta o autocuidado e interfere no comprometimento com o pré-natal e com a alimentação. Entre os riscos para o bebê, há o de baixo peso ao nascer, prematuridade e prejuízo no desenvolvimento. A doença também pode prejudicar o estabelecimento naturalmente esperado do apego materno.

### Sintomas de depressão gestacional

Há poucos estudos sobre a depressão neste momento específico da vida da mulher. Isso porque quando se fala em depressão na gravidez, sintomas são praticamente os mesmos de outros períodos. 

Além disso, muitas sequer recebem o diagnóstico porque eles se confundem com as alterações de humor típicas da gravidez. Sendo assim, saber como é a depressão na gravidez é útil para poder reconhecê-la, se for o caso.

O ideal é o diagnóstico precoce, para que o tratamento adequado seja integrado à rotina de cuidado pré-natal. Isso ajuda a proteger a mulher da [depressão pós-parto](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/depressao-pos-parto/) ou até mesmo de desenvolver [tocofobia](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/tocofobia/). 

Os principais sintomas de depressão na gravidez são:

- Culpa, desvalorização e sensação de inutilidade;
- Sentimentos muito tristes e constantes;
- Desinteresse por atividades que costumavam dar prazer; 
- Falta de apetite;
- Isolamento do contato social;
- Pouca energia e fadiga;
- Insônia;
- Crises de choro;
- Raiva ou irritabilidade;
- [Ansiedade na gravidez](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/ansiedade-na-gravidez/).

### Fatores de risco para a depressão na gravidez

- Gravidez indesejada ou inesperada.
- Histórico pessoal ou familiar de depressão ou outra doença mental.
- Abuso ou violência doméstica.
- Aborto.
- Complicações na gravidez ou malformação do feto.
- Problemas financeiros.
- Desemprego.
- Uso de substâncias psicoativas.
- Ausência de rede de apoio ou do parceiro.
- Morte de algum ente querido.

#### Depressão na gravidez: frases que não devem ser ditas

A mulher que enfrenta essa doença na gravidez está sensível e bastante fragilizada. Por desconhecimento sobre a doença, as pessoas podem tentar ajudar falando coisas que acabam tendo o efeito contrário ao desejado. Para quem quer apoiar a mulher que sofre de depressão na gravidez, frases como essas abaixo devem ser evitadas. 

- “Outras gestantes passaram os nove meses de gravidez sem ficarem deprimidas, você bobeou e se permitiu ficar assim.”
- “É só uma fase, vai passar.”
- “Olhe pelo lado positivo: tem tantas mulheres tentando engravidar sem sucesso e você conseguiu.”
- “Qual é o seu problema? Você deveria estar feliz!”
- “Se você não se ajudar, nada mais vai funcionar.”
- “Pense no bebê, ele sente o mesmo que você.”

## **Como superar a depressão na gravidez?**

Cada mulher passa pelo período de gravidez de uma forma diferente. As inseguranças podem ser iguais para a grande maioria, mas as reações são individuais. A ideia de que gravidez é feita apenas de bem-estar e alegrias é um mito quase cruel.

Mais importante que pesquisar se depressão na gravidez tem cura, é buscar amparo assim que desconfiar da existência deste problema. 

No caso de mulheres com depressão na gravidez, o tratamento prevê psicoterapia para quadros leves e moderados e medicação para os mais graves. Essa conduta também vale para os quadros de depressão e pânico na gravidez. E não é preciso se preocupar: há fármacos considerados razoavelmente seguros para o bebê. 

O médico pode tentar relaxamento, fitoterapia, atividades físicas ou outras estratégias terapêuticas antes de partir para a medicação alopática. O apoio de amigos, familiares e do parceiro também é tão essencial como o descanso. 

É importante se abrir e estabelecer um diálogo franco com as pessoas mais próximas. Dessa maneira, você pode externalizar as suas próprias questões diante desse mundo novo que é a maternidade. Para entender a depressão na gravidez, depoimentos podem esclarecer muita coisa. Afinal, a vivência de outras mulheres ensina a superar as próprias dificuldades. 

Não existe uma regra de como, quando ou o que fazer. É preciso que a mulher receba muita ajuda e apoio de amigos, familiares, parceiros (as). Nesses casos, é fundamental que haja também um trabalho em equipe com um [psicólogo](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/diferenca-psiquiatra-psicologo-psicanalista/) e especialista. 

## **Gravidez: pós-parto e o puerpério**

Depois de todas essas fases e mudanças, eis que o bebê nasce e o corpo da mulher e a vida de muitos ao redor se transforma de novo. Por isso, vamos agora conversar sobre esse novo passo na jornada da maternidade.

### **O que é Puerpério?**

O [puerpério](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/puerperio/)** **começa logo após o nascimento do bebê e dura até a mulher voltar a menstruar. Esse período depende de como será feita a amamentação, mas dura entre 45 e 60 dias. É também popularmente conhecido como período de resguardo ou quarentena.

Durante o puerpério, a mulher passa por uma brusca reorganização hormonal, principalmente do estrógeno e da progesterona. Isso ocorre por causa da retirada da placenta e para preparar o corpo para o novo ciclo de cuidados com o bebê, que inclui, por exemplo, a **amamentação**.

Nos primeiros dez dias, período do puerpério imediato, a mulher deve levantar e fazer caminhadas leves para diminuir o risco de trombose, recuperar a fluência intestinal e melhorar o seu bem-estar.

## **Quais sintomas acontecem durante o puerpério?**

Listamos a seguir as dez principais transformações que ocorrem no corpo da mulher após o parto para mostrar como é complexo o ato de gerar uma nova vida. Conhecê-las permite valorizar os cuidados físicos e o **bem-estar emocional** nessa fase.

### Sangramentos

O útero libera secreção de cicatrização durante os quinze primeiros dias após o nascimento do bebê. É bem parecido com a menstruação, mas recebe o nome de lóquios. O sangramento deve diminuir com o passar dos dias até cessar.

### Menstruação

A volta da menstruação depende da amamentação. Para quem amamenta, o período é de aproximadamente 6 meses e para aquelas que não amamentam, a menstruação poderá voltar em até 2 meses.

### Cólicas

O útero está voltando ao seu estado normal antes da gravidez, por isso é comum as mulheres sentirem cólicas, inclusive durante a amamentação, que acelera o processo de “encolhimento” uterino. Para compensar esse desconforto, a técnica da vovó de colocar compressa morna no baixo ventre pode ser um grande alívio

### Abdômen

É muito comum que a barriga da mulher ainda fique inchada logo após o **parto**. Como a eficiência da cinta abdominal não é um consenso, é preciso pesar os prós e contras com o médico antes de usá-la. E quando o obstetra permitir, exercícios que fortalecem a região do abdômen agilizam a recuperação das medidas corporais. 

### Mamas

As mamas após o parto ficam mais durinhas e isso é um bom sinal! Significa que a apojadura, conhecida como a descida do leite, está acontecendo. Ou seja, que as mamas estão cheias de leite para amamentar o seu bebê. No caso de desconforto, é recomendável também colocar compressa morna, massagear e realizar a amamentação sempre que o bebê pedir ou a cada 3 horas.

### Região íntima

Independente do parto ter sido normal ou cesáreo, é normal a vagina ficar dilatada e inchada nos primeiros dias. Os médicos recomendam uma higiene criteriosa como forma de ajudar essa cicatrização. Banhos de assento não são recomendados no primeiro mês após o parto.

### Incontinência urinária

Às vezes, dificuldades para segurar o xixi acontecem, principalmente em mulheres que optaram pelo parto normal. Mas não se assuste, assim como os outros itens que estamos falando aqui, seu corpo irá cuidar disso e tudo ficará normal.

### Cicatriz

Para aquelas que fizeram cesárea, os cuidados com a cicatriz devem ser redobrados. Isso porque o local exigirá cuidados para que não acumule líquido, uma complicação chamada de seroma. Caso isso aconteça, pode ser facilmente retirado por um profissional com um dreno ou seringa.

### Métodos contraceptivos

Este item varia muito para cada mulher e deve ser conversado com o médico. O profissional avalia e decide qual o melhor momento de voltar a contracepção. Em geral, 15 dias após o parto já é possível retomar a medicação.

### Relação sexual

A recomendação é aguardar o período do puerpério para voltar a ter relações sexuais. Assim você garante uma cicatrização completa e reduz o risco de infecção.

## **Como manter o bem-estar emocional na gravidez?**

Fernanda lembra que é importante a gestante ter com quem conversar sobre todas essas transformações, seja com o parceiro, seja em rodas de conversa ou grupo de gestantes. “O psicólogo entra como um recurso nesse processo, ajudando a gestante a passar por todo esse período e a se preparar melhor para a maternidade, tendo uma transição para o papel de mãe mais tranquila e consciente”, conclui a especialista.

Todas essas mudanças e o desafio de [ser mãe](https://zenklub.com.br/blog/podcast/maternidade-naiumi-goldoni/), sem dúvida, mexem muito com o psicológico. Por isso é preciso ter um apoio emocional nessa fase. Seja você parceiro (a), seja parente próximo ou amigo, todos podem tornar esses momentos mais confortáveis e menos dolorosos.

Para quem tem dificuldades de saber como apoiar, procurar orientação com um especialista é um ótimo caminho. Ele pode mostrar um caminho mais seguro e uma abordagem mais adequada. 

A mamãe ou futura mamãe não deve deixar de lado as suas emoções. Vale conversar com as pessoas ao seu redor sobre os seus sentimentos e buscar o suporte de um profissional, se for necessário. 

Precisa de ajuda? O Zenklub oferece conteúdo e sessões de terapia de acordo com a sua necessidade. Encontre a mais apropriada para você e comece a sua jornada de autoconhecimento sem sair de casa, com segurança e privacidade. [Agende uma sessão.](https://zenklub.com.br/busca/)

**Referências**

**Como tratar a depressão na gestação?** BVS Atenção Primária em Saúde. Disponível em: [https://aps.bvs.br/aps/como-tratar-a-depressao-na-gestacao/](https://aps.bvs.br/aps/como-tratar-a-depressao-na-gestacao/) 

DIAS, Ana Patrícia Santos. **Sintomatologia Depressiva no Período Gestacional:** Uma Revisão Sistemática. Revista ECOS: Estudos Contemporâneos da Subjetividade. Vol. 10, nº2. Universidade Federal Fluminense. Disponível em: [http://www.periodicoshumanas.uff.br/ecos/article/download/2828/1706](http://www.periodicoshumanas.uff.br/ecos/article/download/2828/1706) 

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##### [Gravidez na Adolescência](https://zenklub.com.br/blog/para-voce/gravidez-na-adolescencia)

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##### [Depressão pós parto: entenda o que é e como tratar ](https://zenklub.com.br/blog/para-voce/depressao-pos-parto)

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##### [Oi puerpério! Uma história real de uma gravidez que não terminou no parto](https://zenklub.com.br/blog/familia-amigos/puerperio-gravidez-historia-real)

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