O bem-estar dos funcionários é uma questão pautada nas estratégias das empresas há algumas décadas. 

Esse bem-estar abrange qualidade de vida no trabalho, um bom clima organizacional, um ambiente seguro, saudável, com tecnologia adequada, ergonomia e até mesmo a saúde emocional do colaborador.

Esses aspectos citados, junto a outros, impactam diretamente nas relações interpessoais, na existência ou não de conflitos e nos níveis de estresse, por exemplo. 

Por muito tempo o bem-estar dos colaboradores era associado ao valor salarial que ele recebia. A lógica que as empresas seguiam era “quanto melhor o salário, melhor está o colaborador”. Também existia a relação “quanto maior o salário, maiores as responsabilidades” sem que sequer fosse cogitada a saúde mental desse funcionário. 

A pressão por apresentar resultados e pelas próprias responsabilidades podia gerar problemas diversos nos trabalhadores, como estresse, ansiedade e muitos outros. 

Mas com as transformações no mundo do trabalho, os ambientes organizacionais se tornaram menos tóxicos e estressantes. O bem-estar dos funcionários tem sido uma aposta para proporcionar ambientes agradáveis, de segurança, conforto e tranquilidade e, dessa maneira, obter resultados positivos para ambos. 

Vamos abordar mais sobre esse tema neste artigo, com o foco direcionado a um ambiente em específico: o bancário. Acompanhe!

Bancos que não investirem no bem-estar não serão competitivos?

O conceito de competitividade está ligado aos resultados que as empresas obtêm em seus processos e projetos. Isso depende do trabalho bem feito dos colaboradores, de seu engajamento, produtividade, desempenho e outras métricas. 

Sendo assim, é possível afirmar que os bancos — e qualquer outra empresa — que não investirem no bem-estar dos funcionários podem sim, perder sua vantagem competitiva. 

O cálculo é simples: quem investe tem retorno em produtividade e melhores resultados. Quem não investe no bem-estar dos funcionários, pode vir a ter trabalhadores insatisfeitos, alta porcentagem de faltas no trabalho, baixo rendimento e outros problemas, tem que trabalhar ainda mais para alcançar quem está na frente e com a vantagem competitiva.

Qual a importância de promover o bem-estar no mercado financeiro?

Bancos e demais organizações do segmento financeiro têm, pela natureza de suas operações, um ambiente de competitividade e muita pressão. Ambientes assim podem ser terrenos férteis para que trabalhadores desenvolvam alguns tipos de transtornos emocionais. 

Por isso não devem deixar de lado ações para o bem-estar dos funcionários, com suporte e apoio necessários para que, caso apresentem algum problema de ordem emocional ou mental, tenham a assistência necessária. 

É claro que o cenário ideal é aquele em que as empresas criam programas e campanhas de prevenção, além de proporcionar um ambiente adequado ao trabalho.

O trabalho no mercado financeiro exige muita atenção, foco e concentração, pois qualquer falha pode representar um grande problema com as finanças de alguém. Por isso é essencial que se tenha um clima organizacional bom e que a saúde mental esteja em dia.  

Como criar um programa de saúde no trabalho?

Promover o bem-estar dos funcionários pode demandar um pouco de esforço, mas, pelo que podemos comprovar, vale muito a pena. 

O primeiro passo é ter um bom planejamento sobre ações que serão trabalhadas, assim como a forma de implementação. O monitoramento das ações é importante para saber se o programa está gerando o resultado esperado ou se precisa de ajustes.

Veja a seguir exemplos de ações que podem formar um programa de saúde no trabalho:

1 –  Palestras e workshops para promover a importância da saúde mental

É necessário conversar sobre o assunto, por mais delicado que seja. O assunto deve ser amplamente discutido e difundido pelas lideranças. Tratar a busca pela saúde mental de forma natural minimiza situações de constrangimento e encoraja colaboradores a buscarem apoio.

2 – Pesquisas de clima e satisfação podem mostrar sinais

Quem está insatisfeito com o trabalho nem sempre reivindica suas pautas. Pode ser por medo de ficar visado e perder o emprego, de ser julgado por seus colegas etc. 

Dessa forma, as pesquisas, que podem ser feitas de forma anônima, podem mostrar o que não está agradando ou o que está faltando no ambiente de trabalho e gerar insights para melhorias. 

3 – O psicólogo no RH

Você sabe que muitas equipes de Recursos Humanos contam com um profissional de Psicologia. Se na sua empresa tem, ótimo! Inclusive, esse profissional é peça-chave para ajudar a criar o programa de saúde no trabalho. 

Caso em sua empresa não tenha esse profissional, pode ser o momento de contratar um e tornar natural ter um psicólogo ajudando na empresa. 

4 – Pausas e momentos de descontração são essenciais

O trabalhador tem que cumprir sua jornada de trabalho, certo? Mas isso não significa que, além do intervalo obrigatório por lei, não seja possível a empresa permitir outros momentos de pausa. 

O que parece alguns minutos de trabalho perdidos pode, na verdade, se reverter em muita produtividade após a pausa. 

Uns minutos fora da rotina para um café, para checar a rede social, para jogar uma conversa fora com o colega e pronto, todos voltam renovados. 

5 – Horários flexíveis podem fazer milagres

Sabe uma das coisas que não deu certo nos modelos antigos de relações de trabalho? A rigidez em relação a horários. 

Com a pandemia se pode perceber ainda mais que a flexibilidade de horários pode tornar um colaborador muito mais produtivo. Além disso, evita a exaustão e o esgotamento mental, fatores que contribuem fortemente para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. 

Conclusão

O bem-estar dos colaboradores não deveria ser tratado como um luxo nem uma tendência passageira. Reafirmamos que, quando há cuidado e preocupação em relação ao bem-estar do colaborador, ambos, funcionário e empregador saem ganhando. 

Pressão por resultados, muita burocracia, salários estagnados e rigidez nas normas são alguns modelos do passado que não devem ser replicados. 
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