Terror noturno é uma das parassonias, que são alterações da consciência que ocorrem entre o sono profundo e a vigília. Para ser mais exato, o terror noturno é uma parassonia do sono não-REM. Ele acontece no sono profundo, no primeiro terço da noite, e não na fase REM, que é quando vêm os sonhos e os pesadelos. Cada episódio dura, em média, de 1 a 10 minutos. É mais comum na infância, atingindo cerca de 6% das crianças, mas também aparece em 1% a 2% dos adultos.
No caso do terror noturno, o paciente muitas vezes acorda gritando como se tivesse vivenciado um pesadelo terrível. Além do terror noturno, outras parassonias são, por exemplo:
- Enurese (perda involuntária da urina durante o sono);
- Sonambulismo;
- Acordar com confusão mental;
- Distúrbio comportamental do sono REM;
- Paralisia do sono;
- Pesadelos;
- Alucinações hipnagógicas (ver, ouvir ou sentir coisas que não são reais no momento da transição da vigília para o sono);
- Alucinações hipnopômpicas (ver, ouvir ou sentir coisas que não são reais no momento da transição do sono para a vigília);
- Sonilóquios (falar dormindo).
Diferença de terror noturno e pesadelo
Terror noturno e pesadelo são vistos como sinônimos por algumas pessoas. No entanto, diferente de um pesadelo, no caso do terror noturno a pessoa tende a não se lembrar do acontecimento. Além disso, a diferença principal é que o terror noturno tende a ocorrer no primeiro terço da noite, enquanto o pesadelo geralmente acontece ao final do sono.
Quais os sinais e sintomas do terror noturno?
Identificar o problema é o primeiro passo para buscar ajuda. Então veja quais são os indicativos do terror noturno:
- Medo incontrolável;
- Sensação de perigo, como se estivessem diante de algo ameaçador;
- Coração acelerado;
- Tremores pelo corpo;
- Suor excessivo;
- Confusão ao acordar;
- Falta de ar;
- Olhar fixo e vidrado;
Em outras palavras, o paciente com terror noturno vivencia um estresse excessivo ao acordar, o que gera grande sofrimento.
Em quem esse problema é mais frequente?
Crianças até 7 anos são as mais acometidas. No entanto, o terror noturno pode acontecer em adultos ou até mesmo em idosos. Em qualquer caso, é essencial buscar ajuda médica para realizar o diagnóstico correto de terror noturno e excluir outras doenças como, por exemplo, epilepsia.
Terror noturno em adultos
Apesar de ser associado às crianças, o terror noturno também atinge adultos, e costuma ter algumas particularidades. Nessa fase, os episódios tendem a ser mais agitados e, às vezes, agressivos, com risco maior de a pessoa se machucar ou machucar quem está perto. Diferente das crianças, o adulto às vezes guarda fragmentos do que aconteceu.
Quando os episódios são frequentes, vale investigar fatores como estresse, falta de sono, consumo de álcool, apneia do sono e uso de certos medicamentos. Se houver impacto na qualidade de vida ou risco de lesão, é importante procurar avaliação médica.
Quais são as causas do terror noturno?
Há vários fatores que podem levar ao problema, entre eles:
- Cansaço extremo;
- Privação de sono;
- Estresse;
- Febre;
- Presença de luzes ou barulhos exagerados;
- Apneia obstrutiva do sono (AOS);
- Síndrome das pernas inquietas;
- Uso de determinados medicamentos;
É importante ressaltar que parte considerável das causas do terror noturno são reversíveis por meio de medidas comportamentais.
Como os pais podem ajudar as crianças?
O principal meio pelo qual os pais podem ajudar é através da mudança de hábitos da criança e também construindo um ambiente de proteção para eventuais crises.
Assim, é importante que a criança tenha uma rotina de sono, dormindo e acordando em horários parecidos. Além disso, o ideal é que as crianças não sejam expostas a telas à noite, a fim de que isso não lhes cause prejuízos no sono.
Colocar as crianças em camas com grades acolchoadas também é uma boa opção. No caso de pacientes que têm histórico de quedas da cama, evitar ao beliches e também procure colocar um piso com amortecimento de impacto ao redor do leito.
O que fazer durante um episódio de terror noturno
Ver uma crise assusta, mas saber como agir faz diferença:
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Não tente acordar a pessoa. É consenso na ciência que interromper o episódio à força pode prolongá-lo e deixar a pessoa mais confusa ao despertar.
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Mantenha a calma. O episódio passa sozinho, quase sempre em poucos minutos, e não causa dano real.
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Cuide da segurança do ambiente. Afaste objetos com que a pessoa possa se machucar, sem segurá-la à força.
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Não precisa contar o que aconteceu depois. Como ela costuma não se lembrar, relatar os detalhes pode gerar ansiedade à toa.
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Observe um padrão. Anotar horário e frequência ajuda o profissional a entender os gatilhos e indicar o melhor caminho
Conclusão
O terror noturno é uma parassonia que afeta principalmente crianças até os 7 anos de idade, mas pode acometer, além do público infantil, o adulto e até mesmo pode ocorrer em idosos.
O principal tratamento para o terror noturno é a orientação psicológica através da qual são sugeridas medidas cognitivo-comportamentais para controlar os sintomas.
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