Papo de bar na era digital é assim: alguém repara que todo mundo está grudado no celular e começa a falar de Síndrome de FOMO. E se você foi uma das pessoas que baixou o copo e falou “síndrome de quê!?”, não tem problema. Você não está sozinho. Muita gente ainda não conhece esse termo gringo e, hoje, a gente vai te ajudar a entender o que exatamente é esse tal de FOMO e qual a sua relação com a nossa saúde emocional. 

O que é a Síndrome de FOMO?

FOMO vem do inglês fear of missing out, que significa algo como medo de ficar de fora. Um termo criado em 1996, pelo americano Dan Herman, para descrever aquele medo que dá quando você acha que está perdendo algum acontecimento muito importante. O site Tua Saúde, por exemplo, caracteriza o FOMO como:

Uma necessidade constante de saber o que as outras pessoas estão fazendo, associado a sentimentos de inveja, medo de perder alguma atualização, festa ou evento.

No nosso canal do YouTube, a psicóloga Ariane Melo, que atende pelo zenklub, comenta um pouco mais sobre a síndrome.

FOMO é uma novidade… pero no mucho…

Quando a gente fala sobre esse medo de ficar de fora, a gente reconhece um fenômeno  recente do aumento das ansiedades e redução do bem-estar da galera; já que esse mundão, hoje em dia, tem tentações por todo lado, fazendo com que pareça que você sempre poderia estar fazendo alguma coisa melhor.

Mas não é de agora que nós, humanos, temos esse tipo de preocupação. A real é que desde que o mundo é mundo, as pessoas têm uma grande necessidade de pertencer a um grupo – afinal, somos bichinhos sociais. Quando parece que ficamos de fora, isso mexe com um lado muito primitivo nosso.

Não é à toa que há já muuuito tempo existe a expressão “a grama do vizinho é sempre mais verde”, porque frequentemente damos mais atenção ao que poderíamos ter ou fazer do que ao que realmente temos e fazemos. A gente se esquece de que o nosso bom está no meio de muito do nosso corriqueiro. E, sim, o mundo digital muitas vezes ajuda a agravar esse sentimento.

Síndrome de FOMO e redes sociais: tudo ou nada a ver?

É só isso, não tem mais jeito: as redes sociais fazem parte, sim, das nossas ~noias~ de achar que estamos sempre de fora de momentos incríveis e imperdíveis. Mas elas não precisam ser vistas como as grandes e únicas vilãs dessa história toda e da nossa saúde emocional.

Um feed cheio do que você gostaria de ser 

A gente já sabe que algumas mídias digitais podem ter um impacto negativo nas pessoas. Inclusive, a rede favorita do momento, o Instagram, é vista como a pior quando o papo é saúde.

Ficar vendo a vida de amigos, influencers e grandes celebridades pode fazer com que você seja constantemente exposto a realidades não tão reais assim. Afinal, muitos tendem a criar, em seus próprios perfis, imagens muito felizes e realizadas de si mesmos, que não parecem representar bem as verdadeiras rotinas daquelas pessoas.

Isso faz com que você fique se comparando a padrões inatingíveis de prazer e satisfação e, inevitavelmente, fique se questionando: “Nossa, mas por que que a minha vida é tão chata e sem graça? O que eu tenho feito de tão errado pra eu perder tantas oportunidade incríveis?”.

Só que… usando bem, que mal tem?

Mas antes de sair por aí falando como as redes sociais são o começo de todo o mal do mundo, primeiro lembre-se: esse medo de ficar de fora já era bem comum bem antes das redes sociais existirem.

Além disso, talvez a culpa não seja exatamente das redes sociais, mas, sim, de uma hiper-espetacularização da vida – em outras palavras, como tudo hoje em dia vira um show, algum espetáculo com seus minutinhos de fama. Reality shows, paparazzi e tabloides já estão há um tempo transformando o mais banal do dia a dia em notícia. Ou seja, parece que o buraco é mais embaixo.E as redes sociais, inclusive, podem surgir como ferramentas produtivas. Assim como muitas inovações da era digital, o importante é saber como usá-las, tomando cuidado para se preservar e evitar que sua saúde emocional seja abalada. Para entender melhor, leia nosso post só sobre bem-estar na era digital.

Agora preste atenção nesses sinais da Síndrome de FOMO

Okay! Você já entendeu o que é a Síndrome de FOMO e como ela afeta o seu bem-estar, descobriu que essa sensação não é tão nova assim e compreendeu qual é a sua relação com as redes sociais. Agora, então, chegou a hora de você descobrir quais são os sinais que podem indicar que você sofre dessa condição.

Você anda super-hiper-mega conectado

A cada poucos minutos, você entra no celular, mexe no Instagram, no Facebook, Twitter, WhatsApp… Toda vez que você sai, rola aquela cobertura (quase que) ao vivo do que está acontecendo. Na hora de comer, você continua curtindo as fotos dos contatinhos. Mesmo dirigindo, você dá uma checada nos seus feeds. E, às vezes, até ir ao cinema fica difícil porque você tem que ficar 2h sem mexer no celular.

Essa sensação de TER QUE estar online o tempo todo é um baita sinal vermelho e um ponto frágil da sua saúde emocional. Isso pode querer dizer que você sente que se não estiver online, você está perdendo algo muito importante e incrível. Mas… será que está mesmo?

Você fala SIM para todos os convites que recebe

Hoje em dia, toda hora tem alguma coisa nova e interessante pra se fazer – especialmente se você vive numa cidade grande. Seja ver o novo filme do momento no cinema ou ir àquela festa imperdível do fim de semana. Tudo parece tão irresistível que você não consegue dizer não. E você vai… E depois fica até achando que não foi tão legal assim.

Eu perdi? Eu perdi? Eu me atrasei? O que eu perdi?

Pois é. Aceitar todo e qualquer convite não somente pode ser bem ruim pra sua saúde financeira, como também pra sua saúde emocional. Isso porque raramente existe esse rolê maravilhoso e único. Geralmente é tudo bem normalzão mesmo. Mas você continua aceitando e voltando frustrado – o que só ajuda a reforçar a sua crença de que você está perdendo algo. O que definitivamente não é verdade. 

Você tem comportamentos impulsivos

No site americano Urban Dictionary (um dicionário focado em gírias e novos termos), na definição de FOMO, eles dão o seguinte exemplo:

Nick tem um caso de FOMO e literalmente tomou a decisão de dirigir 5 horas às 20:00.

Quando você sofre da Síndrome de FOMO, é possível que você tome atitudes meio drásticas só pra se sentir pertencente a algo. Seja viajar até longe pra ir numa festa que todo mundo estava comentando ou gastar muito dinheiro só pra ter um par de tênis que você nem queria tanto.

Você tem dificuldade de se concentrar

Parece que o jovem hoje só pensa em uma coisa: no que ele poderia estar fazendo. Assim, fica difícil de estudar pra uma prova importante, trabalhar pra ir atrás dos seus objetivos, ler aquele livro que você está enrolando, assistir àquela série que você adora…

É uma sensação constante de que o momento presente não é tão interessante quanto ele poderia ser. Então… pra que se concentrar, né?

Se esse for o seu caso, mais um ponto de atenção!

Você tem se sentido muito mal-humorado

Quando você passa tanto tempo imaginando como a sua vida “deveria” ser e convivendo com a inveja da vida dos outros, faz todo o sentido se você estiver com um mau humor constante. Você passa boa parte do tempo desconectado do mundo real, deixando de viver boas experiências, e seu dia a dia acaba ficando menos prazeroso.

Pouco a pouco, o FOMO afeta a sua saúde emocional e faz com que você esteja num processo constante de desgaste, que definitivamente não é proveitoso.

E não se esqueça

Se você se identificou com vários desses sinais, é possível que você tenha a Síndrome de FOMO. Mas a única pessoa que vai poder te dizer isso com certeza é um especialista. Então, caso você sinta a necessidade, não deixe de procurar ajuda!

Superando a Síndrome de FOMO

Pode parecer que não tem pra onde fugir do FOMO. Mas, calma… Dá pra encontrar boas maneiras de lidar com o medo de ficar de fora. Continua aqui que a gente explica tudo!

Mude sua relação com os outros

Não se compare tanto. Sabe aquele “você é você, eu sou eu”? Ele é real! Cada um tem as suas próprias vivências, potencialidades e dificuldades. Não se deixe levar tanto pela vida dos outros.

E não deixe que esse medo seja tóxico. A gente fica no Insta sentindo tanto medo, inveja e sabe-se lá mais o que junto, que quando chega o nosso momento, o que a gente faz? Finge que está tudo muito melhor do que na realidade e procura jeitos de provocar inveja nos outros também.

Maaaas… E se você simplesmente não fizer isso? Será que essa é a melhor maneira de você usar o seu tempo? A mudança no mundo também começa na gente!

Mude sua relação consigo mesmo

Se cobre menos, xuxu! Se a sua vida não está perfeita: QUE BOM! A de ninguém está. Se as coisas não estão do jeito que você queria: QUE ÓTIMO! Quer dizer que tem pra onde testar, experimentar, mudar e melhorar.

Essas cobranças pesam na vida da gente e agravam a Síndrome de FOMO. E olha só: a gente tem um post aqui no blog falando sobre cobranças. O papo é ligado a promessas de ano novo. Mas se você se cobra demais, lá você encontra dicas de como criar expectativas mais reais e saudáveis sobre si mesmo.

Mude sua relação com a internet

Não é sobre demonizar a internet. É sobre como usá-la de uma melhor maneira. Num vídeo sobre FOMO, Rita von Hunty traz, com muita sabedoria, o seguinte ditado romano:

A gente vive muito pouco para estar a par de tudo o que está acontecendo.

Então, não fique na fissura de estar online 24h pra saber de tudo. Mas use a internet para entrar em contato com aquilo que te faz bem. Consigo mesmo, inclusive. No nosso app (Android e iOS) , por exemplo, você encontra conteúdos pra se conectar mais com o seu eu e se desconectar dos BOs do mundo.

E não se esqueça (de novo rs)

Precisando, procure um especialista! Também no nosso app, você pode marcar conversas com diferentes psicólogos, terapeutas e psicanalistas que vão te acompanhar na sua jornada de autoconhecimento e autocuidado, te guiando para uma vida com mais bem-estar e saúde emocional.

E a melhor forma de você ter acesso a toda nossa plataforma é assinando o #zenPremium. Quem fizer nossa assinatura, por apenas R$14,90 ao mês, vai ter a 1ª sessão de terapia de graça, desconto de 10% em todas as sessões marcadas mensalmente, acesso a um mapa zen, que marca toda a sua jornada emocional, além de conteúdos especiais com foco em saúde emocional.

Cola na gente que você vai ver que fica muito mais fácil superar completamente a Síndrome de FOMO!

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Zenklub

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