Um psicólogo não pode quebrar o seu sigilo, julgar as suas escolhas, impor as próprias crenças, se envolver afetivamente com você, receitar remédios ou prometer resultados. Essas e outras proibições estão no Código de Ética Profissional do Psicólogo, aprovado pela Resolução CFP nº 010/2005, o conjunto de regras que define os deveres e as vedações da profissão no Brasil.
Ele não é uma sugestão: descumprir gera punição, que vai de advertência à perda do registro. Conhecer esses limites ajuda você a fazer terapia com mais segurança e a reconhecer, se for o caso, uma conduta fora da linha.
Qual a função do profissional de psicologia?
O profissional de psicologia tem como principal função, estudar a mente e o comportamento humano. Com o objetivo de observar seus comportamentos e pensamentos, sendo eles uma fantasia, um sonho ou até mesmo a reação diante daquilo que está sendo relatado.
Embora a psicologia tenha uma grande base teórica, os métodos utilizados por esses profissionais são científicos. O psicólogo analisa o paciente de forma individual e social, para auxiliar a pessoa da melhor forma.
É importante deixar claro que o psicólogo jamais irá dizer ao seu paciente o que ele deve fazer, por qual caminho ele deve seguir em uma sessão de psicoterapia.
O psicólogo não dará as respostas para os questionamentos e questões que o paciente está enfrentando, mas sim, o fará pensar, criar confiança e com o auxílio do profissional concluir qual direção deve seguir.
6 coisas que o psicólogo não pode fazer
O profissional de psicologia tem como principal função, estudar a mente e o comportamento humano. Com o objetivo de observar seus comportamentos e pensamentos, sendo eles uma fantasia, um sonho ou até mesmo a reação diante daquilo que está sendo relatado.
Embora a psicologia tenha uma grande base teórica, os métodos utilizados por esses profissionais são científicos. O psicólogo analisa o paciente de forma individual e social, para auxiliar a pessoa da melhor forma.
É importante deixar claro que o psicólogo jamais irá dizer ao seu paciente o que ele deve fazer, por qual caminho ele deve seguir em uma sessão de psicoterapia. Por isso, vamos te explicar mais sobre as coisas que um profissional não pode fazer, confira.
1. Não pode quebrar o sigilo (salvo exceções previstas em lei)
O psicólogo não pode contar a ninguém o que você fala em terapia. O sigilo é um dever do profissional, previsto no Art. 9º do Código de Ética, e existe para proteger a sua intimidade e permitir que você fale sem medo. É ele que sustenta a confiança de todo o processo.
Existem exceções, mas são estreitas. Só em conflito com os princípios fundamentais do Código e nos casos previstos em lei o psicólogo pode decidir pela quebra, sempre buscando o menor prejuízo e se limitando ao estritamente necessário (Art. 10). Na prática, isso costuma envolver risco iminente de vida para você ou para terceiros, ou uma ordem judicial. Fora dessas situações, o que é seu fica entre você e ele.
2. Não pode julgar nem impor as próprias crenças
O psicólogo não pode julgar as suas escolhas nem tentar te convencer das convicções dele. O Código veda, de forma expressa, induzir o paciente a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas ou de orientação sexual durante o atendimento (Art. 2º, alínea “b”). O papel dele é acolher e ajudar você a chegar às suas próprias conclusões, nunca dar um veredito moral. Se um profissional conduz a sessão a partir da religião, da política ou dos valores pessoais dele, isso é sinal de alerta.
3. Não pode se envolver afetivamente com você
A relação entre psicólogo e paciente é profissional, e não pode virar outra coisa. O Código proíbe o profissional de estabelecer com o atendido (ou com um familiar ou terceiro ligado a ele) qualquer relação que interfira de forma negativa nos objetivos do tratamento (Art. 2º, alínea “j”).
Na prática, isso inclui envolvimento afetivo ou sexual, convites para encontros fora do contexto terapêutico, mensagens íntimas e proximidade que confunda o vínculo. Esse limite protege justamente a segurança do espaço da terapia.
4. Não pode receitar remédios nem dar diagnóstico médico
Psicólogo não passa receita. Prescrever medicamentos e fazer diagnóstico médico é competência do psiquiatra, que é médico. O psicólogo atua pela psicoterapia, e o Código determina que ele só assuma atividades para as quais está capacitado (Art. 1º, alínea “b”). Os dois trabalhos se complementam: em muitos casos, psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico caminham juntos.
Se tiver dúvida sobre qual profissional procurar, veja as diferenças entre psiquiatra, psicólogo e psicanalista.
5. Não pode prolongar a terapia sem necessidade
A terapia deve durar o tempo que fizer sentido para você, não para o bolso do profissional. O Código veda prolongar desnecessariamente a prestação do serviço (Art. 2º, alínea “n”). Um bom psicólogo revisita os objetivos com você ao longo do processo e conversa abertamente sobre a continuidade. Sentir que está “preso” sem um porquê claro é algo que você pode e deve trazer para a sessão.
6. Não pode prometer resultados nem se promover assim
Ninguém sério “garante a cura”. Ao divulgar os serviços, o psicólogo é obrigado a informar nome completo, CRP e número de registro, e está proibido de prometer resultados (“previsão taxativa de resultados”), de usar o preço como propaganda e de fazer divulgação sensacionalista (Art. 20).
Promessas milagrosas e antes-e-depois não combinam com a ética da profissão. Desconfie.
O que o psicólogo NÃO pode e como isso protege você
Já explicamos que um psicólogo assim como qualquer outro profissional, deve conduzir seu trabalho de acordo com o código de ética da sua profissão, onde contém tudo aquilo que é ou não permitido ao profissional da psicologia.
Porém, como se trata de um profissional que lida com questões mais íntimas e delicadas de uma pessoa, é fundamental que sua conduta fora do ambiente de trabalho também seja coerente.
Abaixo, iremos mencionar o que não é permitido ser feito pelo psicólogo durante a sessão de terapia, e como isso afeta você:
|
O que o psicólogo não pode fazer |
Base no Código de Ética |
O que isso protege em você |
|---|---|---|
|
Revelar o que você fala (salvo exceções da lei) |
Art. 9º e 10 |
Sua intimidade e a liberdade de falar sem medo |
|
Julgar ou impor crenças |
Art. 2º, “b” |
Seu direito de decidir por si, sem pressão moral |
|
Se envolver afetivamente com você |
Art. 2º, “j” |
A segurança do espaço terapêutico |
|
Receitar remédios ou dar diagnóstico médico |
Art. 1º, “b” |
Um cuidado feito por quem tem a formação certa |
|
Prolongar a terapia sem necessidade |
Art. 2º, “n” |
Seu tempo e seu dinheiro |
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Prometer resultados / fazer propaganda sensacionalista |
Art. 20 |
Você contra promessas falsas |
E se um psicólogo cruzar esses limites?
Se você perceber uma conduta fora da ética, pode registrar uma denúncia no CRP (Conselho Regional de Psicologia) do seu estado. O Conselho apura o caso e, conforme a gravidade, aplica penalidades que vão de advertência, multa e censura pública até a suspensão do exercício por até 30 dias e a cassação do registro (Art. 21).
Reconhecer o que não é permitido é o primeiro passo para se proteger, e para que a terapia continue sendo um espaço seguro.
Como funciona uma sessão de terapia?
Para entender como funciona uma sessão de terapia, primeiro é preciso compreender que existem diferentes tipos de abordagens terapêuticas, como por exemplo a psicanálise, cognitivo-comportamental e Junguiana, que são algumas das mais conhecidas.
A terapia pode ser realizada de forma individual, o que é mais comum e em grupo, como por exemplo terapia de casal.
A maioria das sessões de terapia possuem a duração de em média 50 minutos. Porém, se o psicólogo julgar necessário e dependendo de qual abordagem está sendo realizada, ela pode se estender por mais tempo.
Normalmente, as sessões de terapia ocorrem uma vez por semana, mas a frequência pode variar. É o psicólogo que definirá a melhor forma de abordagem, que vai de acordo com que ele julga ser necessário para cada paciente.
É comum que na primeira sessão de terapia, o psicólogo faça uma anamnese do paciente, onde ele realiza perguntas básicas e simples sobre sua vida.
Esse processo é muito importante para que o profissional conheça um pouco as características do paciente e realize uma avaliação sobre sua situação.
O desenvolvimento da terapia é feito com situações do cotidiano e questões que já aconteceram e o paciente traz consigo. Afinal, as vezes é através desses pontos que o psicólogo possui acesso a questões mais profundas e delicadas.
É importante ressaltar que um profissional da psicologia pode prestar atendimento para crianças, adolescentes e adultos, deixando claro que para realizar atendimento para menores de idade é necessário ter autorização dos pais.
Hoje, além do atendimento presencial que é o mais comum, está se desenvolvendo cada vez mais a terapia online. Além disso, a procura do psicólogo para atendimento infantil, cresceu muito nos últimos anos.
Abaixo vamos entender um pouco o que é, e como funciona a terapia presencial, online e a terapia infantil.
Terapia presencial
A terapia presencial, que o próprio nome já diz, o paciente fica frente a frente com o psicólogo, onde, ele precisa se deslocar até o consultório, no horário acordado entre as partes.
Um ponto muito importante na terapia presencial é a expressão corporal do paciente, que faz toda diferença na análise do psicólogo.
Vale destacar que cada psicólogo tem uma forma de trabalhar, mas caso o paciente se atrase por algum motivo, os minutos de atraso são descontados no tempo de duração da sessão. Ou seja, se uma sessão dura 50 minutos e o paciente atrasa 10, a sessão terá duração de apenas 40 minutos.
Terapia online
Na terapia online, o psicólogo realiza o atendimento através de plataformas de vídeo chamada. Por isso, é importante que o paciente e o psicólogo acordem qual a melhor plataforma para ambas as partes, para que não ocorra algum imprevisto.
E da mesma forma que no atendimento presencial, é acordado um horário para que a sessão seja realizada. Um porto muito legal a ser destacado, é que o paciente não precisa se deslocar até o consultório do psicólogo para ser atendido.
Nesse caso, o paciente pode realizar sua terapia de qualquer lugar. Isso pode ser uma vantagem ou desvantagem, já que é fundamental que a pessoa esteja em um lugar calmo e sozinho para que possa se expor com mais facilidade.
Terapia infantil
Uma área da psicoterapia voltada para atendimento de crianças, onde os profissionais utilizam recursos lúdicos para observar e avaliar o comportamento do paciente e com isso, conseguir trabalhar as questões mais evidentes.
O trabalho é realizado dessa forma, pois uma criança não tem discernimento para descrever de forma espontânea o que sente, assim, com essas brincadeiras o profissional pode interagir com o paciente de modo que ele encontre o melhor caminho para avaliar seu sofrimento e poder ajudá-lo.
Como mencionado acima, um paciente menor de idade poderá fazer terapia apenas com autorização dos pais ou responsável.
Para a criança, a terapia possui diversos benefícios, como o aumento do rendimento escolar, interação social, desenvolve o potencial criativo da criança, aumenta a capacidade de desenvolvimento de habilidades emocionais, entre outros.
Fazer terapia traz benefícios não só para crianças, mas também para pessoas de qualquer idade. Leia também sobre 7 motivos para fazer terapia.
Conclusão
É fundamental que tanto o psicólogo quanto as pessoas que estão buscando ajuda profissional, estejam cientes dos seus direitos e deveres. Isso ajuda a tornar o ambiente mais saudável e propício para que os objetivos e metas sejam alcançados com a psicoterapia.
Buscar ajuda profissional não deve ser vergonha e a terapia já ajudou e continua ajudando muitas pessoas. O psicólogo é um profissional capacitado que age de acordo com um código de ética visando o melhor atendimento para quem o procura.
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