Conhecer a maneira como reagimos em relação à pandemia, isolamento social e restrições, pode ser um bom caminho para se conhecer melhor. E, com isso, fica mais fácil ponderar escolhas melhores e mais funcionais para sua vida.
Por isso, trouxe uma reflexão importante que vai desde o impacto do momento atual para nossa saúde mental, até uma analise sobre a teoria de Freud sobre o assunto. Então, vamos refletir mais sobre isso?
A pandemia, o isolamento social e os impactos que ela trouxe para nossas vidas foram inúmeros. Por isso, vou procurar destacar alguns deles para podermos compreender nossas reações a esse momento tão impactante na humanidade.
Com certeza você irá completar a listagem, que parecem não ter fim, com suas experiências pessoais.
Podemos lidar de várias formas com essa realidade tão difícil. Nossa lista pode ser interminável. Mas, vou mencionar algumas, e vale a pena você se perguntar sobre como você tem reagido a esse momento.
Com certeza, o momento nos remete à vivência do desamparo, da desesperança, da falta de abrigo, entre tantos outros sentimentos. E aflitos, vamos encontrando maneiras de enfrentar tantos tormentos.
Então, durante a pandemia e isolamento social podemos nos ficar tristes, deixar de dormir ou ter um sono irregular. Além disso, algumas pessoas podem ter irritabilidade, intolerância, comer demais, comer de menos, ficar bravas.
Algumas chegam a negar a condição do isolamento deixando de seguir os protocolos de segurança, dormir demais, evitar as atividades físicas, dentre tantas outras.
Para abordar esse assunto, trarei uma breve referência da psicanálise, focando nos estudos realizados pelo considerado pai da psicanalise.
Sigmund Freud, (1856-1939) foi um médico austríaco, neurologista e que ao longo de sua vida e de sua observação clínica construiu uma teoria importante sobre o funcionamento mental – a psicanálise.
Não vamos nos aprofundar a respeito de seus conceitos e suas geniais ideias sobre a vida mental.
Mas, alguns aspectos que impactaram sua vida e também sua obra merecem destaque para as ideias que organizam este texto.
No plano de sua história de vida, Freud vivenciou a 1ª guerra mundial e faleceu antes do término da 2ª guerra.
Sendo judeu, ao final de sua vida teve que sair de Viena. Pressionado pelas forças nazistas que tomavam a Áustria, foi morar em Londres.
Além destas questões intensas e impactantes, Freud perde uma filha durante a gripe espanhola e enfrentou de 1923 até o final da vida um câncer na mandíbula.
Podemos deduzir que foi um homem que teve ao longo de sua vida um intenso convívio com ameaças, com inimigos visíveis e invisíveis, e com a eminência da morte.
Se estes aspectos trouxeram um dinamismo para a sua teoria, não nos cabe detalhar aqui. Mas, com certeza foram estímulos importantes que acompanharam suas reflexões sobre a vida e sobre o ser humano.
Então, mesmo com outras configurações, convivemos nestes anos de 2020 e 2021 com ameaças que são parecidas às vividas por Freud.
Em 1919, Freud escreve um texto intitulado “A psicanálise e as neuroses de guerra”. Então, o contexto da 1ª guerra mundial e as consequências emocionais e físicas trazidas pelo combate, fez com que estudos nessa área fossem produzidos.
Eram muitos os soldados que apresentavam sintomas psíquicos. Esses fenômenos precisavam ser estudados e compreendidos. Freud considera que este funcionamento psíquico aparece como uma reação de defesa a acontecimentos traumáticos, a conflitos vivenciados nos campos de batalha.
Sua teoria sobre as neuroses aborda outras dinâmicas internas em que são consideradas as dimensões da sexualidade. Por isso, não nos cabe aqui aprofundarmos esta discussão e perdermos o foco de nossa abordagem.
O que é fundamental destacar é que Freud reconhece que alguns comportamentos que nos fazem sofrer, vem de uma necessidade de nos defender.
Então, diz Freud no texto citado acima, que “as neuroses de guerra são apenas neuroses traumáticas, que, como sabemos, ocorrem em tempos de paz também”.
Penso que entender que – nossas crises de ansiedade, de pânico, nossos ataques de fúria, de choro, nossas insônias ou intensa sonolência, nossa irritabilidade, nossa depressão ou negação frente as evidências, nossa inquietude dentre outras – parecem nos blindar desse inimigo invisível, podem minimizar nossa angústia frente à pandemia e isolamento social.
Então, vale perguntar:
Eu posso te ajudar a entender os seus seus sentimentos e emoções. Você pode conversar comigo sobre ansiedade, depressão, pânico, stress, angústia, relacionamentos, profissão ou família. Vem comigo nessa jornada rumo ao autoconhecimento!