“Qual dos tipos de terapia é o certo para mim?”. Comportamental? Psicanálise? TCC? A gente já te explicou a diferença entre psicologia, psicanálise e psiquiatria e agora vamos contar as diferenças entre os tipos de terapia.

Um dos erros mais comuns de quem não procura ajuda de um profissional é pensar que somente quem sofre de problemas como ansiedade ou depressão precisam recorrer à terapia psicológica.

O acompanhamento com um psicólogo é recomendado para diferentes vivências e fases da vida, como dificuldades no relacionamento, dúvidas em relação à carreira, busca por autoconhecimento ou mesmo para descobrir como determinados padrões de comportamento que estabelecemos inconscientemente podem influenciar diretamente na nossa vida.

Mas, como saber qual tipo de abordagem é a mais adequada para o momento que estamos vivenciando ou com qual é que nos vamos identificar mais? Não existe fórmula para determinar quais tipos de terapia se adequam mais a você, mas conhecer como funcionam determinadas abordagens podem ajudar você nessa escolha.

Mas afinal, quais tipos de terapia existem?

Na nossa publicação vamos citar alguns tipos mais comuns e mais abaixo vamos explicar cada uma delas. Confira a lista:

Terapia Psicanalítica de Freud

Esse tipo de terapia, como o nome sugere, foi desenvolvida pelo austríaco Sigmund Freud. Ele percebeu que poderia curar as pessoas de seus transtornos mentais por meio da fala.

Ao entrar em um consultório de atendimento psicanalítico freudiano, você provavelmente vai se deparar com um divã. Os profissionais que seguem essa linha preferem que o cliente não os encare frente a frente. Isso porque querem evitar que as pessoas fiquem inibidas.

As primeiras sessões de terapia geralmente são avaliativas. Sendo assim, o psicanalista vai te fazer perguntas preliminares para ver se você necessita da ajuda da psicanálise ou te encaminhar para outro profissional.

Durante as sessões você será livre para falar sobre absolutamente tudo. Do mesmo modo, o psicanalista vai te ajudar a remover barreiras que te impedem de expressar ideias e sentimentos. Por fim, a partir dos seus relatos, o profissional fará interpretações e compartilhará ideias.

Não espere instruções de um psicanalista. Porque esse não é o tipo de abordagem em que o profissional te dirá o que fazer ou como agir. Por outro lado, não precisa se preocupar com uma sessão muda. Esses profissionais podem até ser mais calados, mas com certeza são capacitados pra te ajudar a refletir.

Sendo assim, o tempo de acompanhamento costuma ser mais longo, podendo durar anos. Isso porque é uma modalidade da psicanálise que explora os problemas desde a raiz. Prepare-se para uma jornada de autoconhecimento!

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Terapia Junguiana

Jung e Freud trocaram muita ideia juntos. E como todo mundo que se dispõe a conversar com outra pessoa por muito tempo, bateram bastante cabeça.

Seu terapeuta junguiano vai conversar contigo cara a cara e é provável que faça algumas perguntas sobre os seus sonhos. É que o inconsciente é uma das principais fontes de análise nesse tipo de terapia. Sendo assim, uma das suas formas análise é entender seus sonhos.

Desse modo, o profissional desta linha explora técnicas expressivas relacionadas à arte. Portanto, não estranhe se o analista te pedir para desenhar ou escrever algo. Mas relaxe, ele não acha que você é um aluno da pré-escola. É só o método dele.

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Terapia Behaviorista

A princípio, existem vários braços que derivam da psicologia behaviorista – ou comportamental. Mas a abordagem geral é muito parecida.

Nesse sentido, para os profissionais desta linha o comportamento humano é produto de uma série de fatores. Ou seja, nada que fazemos é por acaso. Por exemplo, você se apresenta de maneiras diferentes quando está almoçando com a sua mãe e quando está num happy hour com o pessoal do escritório. O meio tem influência grande na maneira como agimos.

Esta abordagem é mais direta e visa à correção de comportamentos por meio da exposição da pessoa a seus medos. Por exemplo, se você tem medo de falar em público, seu psicólogo comportamental provavelmente irá propor uma série de exercícios que farão o medo diminuir aos poucos.

Além disso, é possível que seu terapeuta proponha alguma “tarefa de casa”, podendo até mesmo te acompanhe em alguma atividade externa. Por exemplo como em uma apresentação, no caso do nosso amigo ali em cima que tem medo de falar em público.

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Humanismo

De maneira bem resumida, os humanistas entendem que só podemos mudar o mundo quando nos aceitamos inteiramente. Pode parecer um pouco estranho dizer que a o melhor jeito de mudar é se aceitando como se é, mas vamos com calma. Faz sentido.

Sendo assim, muitas pessoas que enfrentam problemas com vícios, como álcool e drogas, se beneficiam bastante desta linha de trabalho. O tratamento para essas pessoas começa a fazer efeito quando eles aceitam que existe um vício. A partir daí, começa a mudança.

Esta linha de trabalho não se limita somente a esses casos. O fim de um relacionamento longo pode ser tratado pelo viés humanista, por exemplo.

Esse é um dos tipos de terapia que não tem uma estrutura tão rígida quanto o comportamental, por exemplo. Sendo assim, o foco aqui é trabalhar a autoaceitação e o amor próprio.

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Psicoterapia breve focal

O objetivo é melhorar a qualidade de vida em um curto espaço de tempo. Sendo assim, as dificuldades mais comuns a serem resolvidas são ansiedade, crises de relacionamento, estresse, problemas de autoestima e dúvidas em relação à carreira.

Essa técnica chegou no Brasil no começo dos anos 1970. A princípio, veio para suprir a necessidade de dar assistência às pessoas que não tinham acesso a consultórios particulares.

Para o psicólogo Renisson Araújo, o atendimento por vídeo-consulta faz esse papel hoje. Ele relata que percebeu no atendimento online um novo público, que trazem suas vivências e buscam por orientações mais breves. Sobre isso o psicólogo explica:

Passei a receber mensagens de agradecimento por ter respondido questões que ao meu ver eram simples, mas que impactavam e muito no dia a dia daquelas pessoas

Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)

Esta é uma modalidade de terapia similar à behaviorista. Muito indicada para pessoas que sofrem com transtornos de ansiedade.

Os profissionais que trabalham com terapia cognitivo-comportamental acreditam que a maneira como as pessoas entendem o mundo é a fonte dos transtornos da mente. Ou seja, não foi o assalto semana passada que fez de você uma pessoa ansiosa, mas a sua percepção sobre o ocorrido é que está mexendo com a sua cabeça.

O objetivo da TCC é  ajudar o cliente a se conhecer melhor. Ou seja, analisar os próprios pensamentos, – especialmente os pensamentos automáticos, intrusivos – seus sentimentos e a influência dos mesmos em seu comportamento. A maioria dos nossos pensamentos são automáticos, e aceitos como verdades absolutas.

O terapeuta cognitivo-comportamental vai trabalhar na mudança da sua visão sobre o mundo e os acontecimentos. Sendo assim, é uma técnica diretiva que tem sessões bem estruturadas. Na maioria das vezes, no início do tratamento, o profissional vai te informar sobre o número de sessões necessárias para tratar do problema.

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Psicoterapia Corporal Reichiana

Não confundir com Reiki. Para Wilhelm Reich, sentar e falar sobre problemas não era o bastante. Era preciso colocar a mão na massa.

Para os profissionais reichianos, as dores da mente se traduzem no corpo todo. De modo que este terapeuta irá propor exercícios de mudança de postura e respiração, por exemplo. É uma terapia que trabalha o mental através do físico.

Os clientes passam por avaliações e têm técnicas desenvolvidas individualmente.

Mindfulness – Atenção Plena

Para terminar nossa lista de tipos de terapia vamos falar de algo recente no mundo. Acontece tanta coisa a nossa volta que concentrar-se em uma tarefa por vez se tornou um desafio e tanto. O Mindfulness ou Psicologia da Atenção Plena é uma forma de ensinar a mente e tem como objetivo aumentar o foco do cliente.

Não se trata de uma teoria psicológica, mas uma técnica de disciplina mental que pode ser aplicada com alguma outra teoria.

O terapeuta de Mindfulness emprega técnicas de meditação para aumentar o potencial de foco do cliente. Esta linha emprega muitas técnicas do budismo, mas sem viés religioso algum.

O mais legal dessa linha é que além de te transformar em um mestre do foco e da atenção, esse método ainda contribui muito para a diminuição do estresse.

Curioso com o mindfulness? Marque uma sessão com um dos especialistas em Mindfulness do Zenklub.

As sessões podem ser individuais ou grupais.

Agora que você já está craque em quase todos os tipos de terapia, não tem mais por que ficar em dúvida. Agende sua sessão com um dos especialistas do Zenklub e viva ao máximo!

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Zenklub

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