A resistência se faz necessária toda vez que forças procuram tirar de nós aquilo que nos é mais caro. Em tempos incertos como os nossos, permeados por violências, opressões e tomadas de liberdade, resistir tem se tornado quase um sinônimo de existir; apresentando-se de diversas maneiras.

Falando de forma extremamente simplificada, uma dessas maneiras está no campo formado pelo grupo. Isto é, o ato de resistir como soma de pessoas e esforços que buscam preservação e liberação; opondo-se à conservação de um conjunto de ideias pré-determinado. É aqui que surgem levantes inspiradores e transformações sociais.

Outro campo possível é mais voltado para si mesmo. É o autocuidado, através do autoconhecimento, para valoriza-se, negar imposições externas e se permitir. Uma jornada extremamente necessária, inclusive, para se fortalecer e encontrar aliados em um caminho com objetivos mais amplos. Nessa noção do sujeito (que antecede ou ocorre paralelamente ao coletivo), encontramos o valor da terapia e do acompanhamento psicológico por especialistas em saúde emocional.

A resistência deve passar pelo autoconhecimento

O conjunto de micro e macro agressões que todos nós vivemos (alguns em mais intensidade e frequência do que outros) costuma resultar numa última violência em comum: a perda das autenticidades e de uma essência genuína. Numa sociedade fixada em categorizar pessoas, o que leva a determinação de trajeto de vida, bem como de privilégios e preconceitos, poder viver, se expressar e simplesmente ser sem amarras não é fácil.

Por conta disso, o processo de resistência começa por se conhecer e se reconhecer. É entrar em contato com o passado e o presente; vontades e medos; erros e acertos; orgulhos e vergonhas. A partir dessa investigação sobre si mesmo, pode-se desconstruir o que lhe é imposto e descobrir o que de fato é seu. Identificam-se dores para superá-las e revelam-se alegrias, que devem ser potencializadas. É desmantelar noções falsas de felicidade e ir atrás do que preenche de verdade.

Veja, esse certamente não é um caminho rápido nem fácil. Muito menos particular da contemporaneidade. Mas é uma jornada essencial para esse senso de resistir que a atualidade parece pedir, devendo se valer de recursos que dispomos agora; como a terapia. Para esse trajeto longo e complexo, a terapia apresenta amparo, possibilidades e clareza.

Resistência também está no autocuidado 

Outro benefício da terapia é o ensinamento do autocuidado. Ao longo de nossas vidas, aprendemos a produzir, a ser eficientes, a passar em provas e a competir; mas a muitos de nós não foi ensinando como se cuidar, algo que é tão básico para o nosso bem-estar e preservação da saúde emocional. E é justamente aí que a terapia entra. 

Diferentemente do que diversas pessoas tendem a especular, o acompanhamento terapêutico não é sobre receber cuidados que vão, durante a sessão, resolver algum problema. Não, o terapeuta está lá para, dentre várias finalidades, ensinar como é possível se cuidar fora da sessão da terapia. É justamente o espaço onde se pode aprender o que tantas instituições tentam omitir.

Logo, ao pensarmos que um movimento amplo de resistência é feito de pessoas fortes, esses mesmos sujeitos devem saber como se fortalecer; em outras palavras, precisam entender como se cuidar. E já que cada um tem a sua forma de autocuidado, a terapia pode ser uma ótima aliada para que se consiga desenvolver essa capacidade da melhor maneira.

Juntos fazemos a resistência 

Resistir certamente não é um ato individual (mesmo que parte dele se dê de si para si próprio) nem menos individualista. Também é sobre pensar no outro, agir pelo outro, compreendê-lo e estar ao seu lado. Ocorre, porém, que isso requer uma abertura que nem sempre é fácil de se acessar, bem como uma empatia que pode não condizer com valores vigentes.

É interessante notar como uma sessão com um psicólogo, que parece ser algo tão de você consigo mesmo, tenha a capacidade de se tornar uma experiência para o coletivo. Primeiramente porque reconhece-se a importância de compartilhar vulnerabilidades e de ter um companheiro de jornada. Em segundo lugar, porque quebram-se barreiras, aprende-se a se relacionar melhor e descobre-se um outro jeito de se criar vínculos. Mesmo que em pílulas, é uma experiência revolucionária.

É uma porta de entrada, portanto, para a resistência – da maneira como ela se apresentar para cada um. Abre-se os olhos para um modo de união que não é raso: uma união de caminhos, ideias e vontades. Uma convergência de trajetórias, em vez de trilhas que se distanciam e minguam de tão solitárias. Uma potência satisfatória e engrandecedora.

Lembre-se: é só começar 

É certo de que a terapia, assim como os estudos da psicologia, não se limita a esse propósito; ou sequer precisa ter os objetivos supracitados. Traumas específicos e soluções a curto prazo entram também em diversos acompanhamentos. Contudo, poder ir fundo nesses encontros semanais pode, sim, ter essas reverberações.

A sua terapia é para você. Poder viver essa experiência inevitavelmente te coloca em algum lugar de resistência. Ou, ao menos, permite alcançar um posto genuíno que desenvolva uma nova maneira de lidar com dores, limitações e opressões. Se você se sentir inspirado para começar agora essa sua vivência, clique aqui e conheça especialistas que podem te acompanhar.

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