Violência psicológica, mesmo sendo um crime, vem se tornando cada vez mais comum. Neste post você vai ficar sabendo tudo sobre esse assunto. Por isso, queremos explicar o que é, os tipos, o que a lei identifica como violência psicológica, alienação parental e muito mais. Afinal, esse conhecimento é importante para evitar, combater e denunciar a violência psicológica.

O que é violência psicológica

A violência psicológica é mais frequente em sua forma verbal, atentando contra a dignidade e a integridade psíquica da vítima. Ou seja, o agressor diz coisas com a intenção de diminuir o outro. Além disso, é parecido com o ocorre no bullying ou na violência psicológica no trabalho, por exemplo.

Exemplos

Os sinais de violência psicológica costumam ser bastante sutis. Isso porque uma simples provocação pode ser feita para desestabilizar o outro. Mesmo que em tom de brincadeira, essa atitude pode criar sentimentos muito negativos. Por isso, fique atento a todos os sinais. Alguns dos sinais comuns são, por exemplo:

  • Humilhação
  • Depreciação
  • Discriminação
  • Rejeição
  • Desrespeito
  • Cobranças exageradas
  • Punições
  • Insultos
  • Constrangimentos
  • Chantagem

Prejuízos emocionais

Esse tipo de agressão é capaz de provocar consequências muito ruins. Alguns dos efeitos são os traumas, medos e fobias, baixa autoestima, doenças psiquiátricas e danos que podem durar uma vida inteira.

Além disso, a grande maioria desses ataques não deixa vestígio como uma marca de agressão física. Isso porque ela é silenciosa e começa sorrateiramente.

Ou seja, de pouco a pouco essas frases vão afetando e causando dor para quem sobre com esse tipo de abuso. E assim, gera consequência graves e prejuízos emocionais ruins.

Tipos de violência psicológica

Contra crianças e adolescentes

A violência psicológica infantil e a violência psicológica na adolescência podem ocorrer em vários jeitos. Ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, xingamento e indiferença são alguns exemplos.

E, tudo isso requer atenção, pois pode machucar e traumatizas essas pessoas em formação. A tortura sofrida nessa fase da vida é capaz de moldar os adultos de amanhã. Infelizmente, muitas consequências negativas que são resultado dessa experiência são irreversíveis. Por isso precisamos ficar alerta e vale destacar:

  • Na escola: o bullying, sem dúvida, é uma das formas mais frequentes em ambiente escolar. E isso pode ocorrer como uma brincadeira inocente ou uma rejeição velada dos colegas.
  • Na família: a família também pode causar esse tipo de agressão. A alienação parental é um exemplo do que a lei identifica como violência psicológica. Isso prejudica a formação da criança ou do adolescente que induz ou promove o repúdio de seu pai ou sua mãe. Além disso, pode causar o afastamento ou prejuízo ao vínculo.

Contra a mulher

A violência psicológica contra a mulher pode ser definida também como violência de gênero. É caracterizada por provocar qualquer maltrato à vítima pelo simples fato de ser uma mulher. Todo esse ódio é relacionado ao machismo e a ideia de que o sexo feminino é inferior.

Assim, o agressor se sente no direito de atacar com palavras de terror mental e emocional. E isso pode ocorrer em qualquer lugar, como por exemplo no trabalho, na família, na rua, na internet, ente outros. Vale lembrar que todos esses fatores também estão diretamente ligados ao feminicídio.

Leia também nosso texto sobre o empoderamento feminino.

No relacionamento

A violência psicológica no relacionamento afeta muito mais as mulheres. Mas, eventualmente pode ocorrer com homens. Esse tipo de agressão é caracterizado por fazer a vítima se sentir diminuída e controlada.

Geralmente são usadas frases de violência psicológica como “ninguém mais vai te querer além de mim”. O efeito disso é tão grande que quem sofre costuma defender o seu agressor, seja por medo, seja pelo abalo psíquico.

Além disso, quando percebem o que está acontecendo, costumam enfrentar uma série de dificuldades. Dentre elas, colocar um fim na violência psicológica no namoro ou terminar a relação, por exemplo.

Contra o idoso

A violência psicológica contra o idoso é bastante comum. Muitos são ignorados e deixados de lado. A vulnerabilidade da idade também não é capaz de inibir ameaças, abandono e humilhações. E tudo isso ocorre silenciosamente, seja pelo grau de parentesco, seja pela dependência.

Violência moral e psicológica: qual a diferença?

A violência psicológica costuma atuar de uma forma mais silenciosa. As falas são feitas para ferir o outro de forma profunda, sem precisar de testemunhas. O agressor pode fazer isso apenas a sós com o outro. Além disso, na frente dos outros a relação pode ser bem diferente. Por isso, muitos se surpreendem ao saber sobre relações abusivas.

Já a violência moral se torna algo público com o objetivo de desmoralizar a sua vítima. Por isso, esse tipo de crime precisa de um “palco” para acontecer, caluniar ou expor uma pessoa.

Nesse caso, o foco é prejudicar a reputação, embora também afete a saúde mental. Em geral, esse tipo tem a ver com vingança, enquanto a violência psicológica está ligada ao controle.

Violência psicológica é crime

De acordo com a legislação brasileira, é um crime grave. De fato, é o Estatuto da Criança e do Adolescente que a determina como uma conduta criminosa. Em defesa da infância e da adolescência, a lei visa coibir e prevenir esse tipo de conduta.

O objetivo da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/ 2006) é punir, prevenir e erradicar a violência contra a mulher. Dentre essas formas, está a violência psicológica ocorrida em âmbito doméstico ou familiar. Além de oferecer medidas protetivas à vítima, o criminoso está sujeito a pena de até 3 anos de reclusão e multa.

Já a Lei 9.455/97, que define os crimes de tortura, inclui o sofrimento mental em diversos parágrafos. A pena nesse caso inclui multa e reclusão de até 8 anos.

O que a lei identifica como violência psicológica

Em suma, a violência psicológica é caracterizada por qualquer conduta que cause danos, diminua a autoestima ou controle as ações da vítima. Isso inclui, por exemplo, ameaça, constrangimento, humilhação, chantagem e insulto. De fato, é um crime que causa vários danos para a vítima.

Como combater o problema

Uma das principais formas de combater o problema é denunciar o violentador, já que a lei assegura a vítima. E em se tratando de um crime, é preciso que tenha a devida punição.

Por que denunciar

A definição de violência psicológica também inclui a omissão em seu conceito. Por isso, vale mesmo que ela ocorra em silêncio de forma passiva ou sem a intenção de fazer mal.

Como diz o velho ditado: “quem cala consente”. Em outras palavras, é como se aquele que se cala concordasse ou aprovasse o ato. Por consequência, essa falta de apoio ou atitude ganha um enorme potencial a vítima.

Como denunciar a violência psicológica

  • Se tiver condições, é aconselhável consultar um advogado para saber o que fazer
  • A denúncia também pode ser feita por ligação gratuita através da Central de Atendimento à Mulher pelo número 180
  • Também é possível denunciar pelo Disque 100, em casos de racismo homofobia e outras violações de direitos humanos
  • Em caso de flagrante, é possível chamar a polícia pelo telefone 190
  • Em denúncias anônimas, o número de telefone é 181
  • Para quem é adepto da tecnologia, é possível denunciar pelo aplicativo Proteja Brasil
  • As delegacias especializadas ou mesmo a Polícia Civil também podem receber a denúncia

Se você sente que precisa amparar alguém que sofre ou já sofreu violência psicológica ou mesmo se você já passou por isso e precisa de apoio, não hesite. Encontre um profissional para te ajudar. Bem-estar deve ser uma prioridade e é um direito de todos.

Zenklub é a maior rede vídeo-consultas com especialistas em bem-estar emocional, onde você tem acesso a mais de 400 especialistas a qualquer hora, de qualquer lugar.

Este artigo foi útil?

4

Você já votou neste post

Publicado por:

Jo Melo

Publicado por:

Jo Melo

Redatora no Zenklub e especialista em Comunicação e Marketing Digital. Sou mãe, indígena, apaixonada por gatos, artes marciais, sociedade e literatura. No Blog do Zenklub trago assuntos relacionados a raça/etnia, trabalho, mulheres, maternidade, bem-estar e autoconhecimento.