Educação sexual é um modo de proporcionar conhecimento e esclarecer as dúvidas que envolvem a sexualidade. Salientando que a sexualidade também engloba os saberes, crenças, valores e comportamentos sexuais. Ou seja, não se refere apenas à relação sexual propriamente dita. Sentimentos de amor, confiança, autoestima, desejo e prazer também perpassam a sexualidade, assim como questões ligadas à saúde sexual, a políticas públicas e direitos humanos.

Quando e onde acontece a educação sexual?

Pode ocorrer durante toda a vida de uma pessoa através de aprendizados na vida cotidiana. Ou pode ser realizada de forma intencional e didática. 

É um tema transversal no currículo escolar e muitas vezes são ministrados os conceitos do sistema reprodutor e anatomia na disciplina de Ciências ou Biologia. Algumas escolas explicam sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e gravidez, bem como a prevenção delas através de preservativos e contraceptivos. Há aquelas que oportunizam reflexões mais profundas, com conscientização e debates sobre respeito à diversidade sexual e consentimento.

Algumas famílias promovem a educação sexual dos mais jovens, propiciando um espaço natural de conversa sobre sexualidade ou escolhem momentos oportunos, conforme a idade da criança ou do adolescente, para falar sobre reprodução, menstruação, namoros,  masturbação, etc.

Em consultas médicas, a instrução transcorre enquanto o profissional esclarece sobre IST, transtorno sexual, saúde sexual, métodos contraceptivos e demandas relativas à fertilidade, direitos sexuais e reprodutivos.

Em sessões com psicólogos acontece a educação sexual durante a psicoterapia individual ou de casal. Especialmente quando esta temática traz algum tipo de desconforto, dúvida ou crença disfuncional. Mas de modo natural, geralmente o tema está implícito no trabalho terapêutico porque a sexualidade faz parte da experiência humana.

Por que a educação sexual é um tabu?

No ambiente escolar, causa algumas polêmicas por receio de incitar o erotismo precoce em crianças e adolescentes ou por tocar em conteúdos que envolvem moralidade e religião, como virgindade, aborto e identidade de gênero, por exemplo.

Nas famílias, há constrangimento e dificuldade em levantar o assunto porque muitos pais não tiveram orientação em suas famílias de origem. Sendo tratada de forma superficial, com rodeios e permeada por julgamento e repressão, oprimindo as manifestações de sexualidade.

Quais as consequências da falta de uma educação sexual apropriada?

Sem a instrução adequada para crianças e adolescentes, eleva-se o risco de abuso sexual, iniciação sexual precoce, gravidez não planejada, ISTs e bullying sexual.

Pela curiosidade, os indivíduos de qualque idade acabam buscando informações através de amizades, parceiros amorosos, na internet e na pornografia, estando mais suscetíveis a conteúdos que alimentam mitos, estigmas, preconceitos e modismos. 

Com isso, aumentam os casos de problemas com a imagem corporal, com a falta de responsabilidade afetiva, relacionamentos abusivos, violência sexual, ansiedade de desempenho no campo sexual, vício em pornografia, pressões grupais e necessidade de autoafirmação.

Com a falta de orientação, a sexualidade pode ser fonte de culpa, traumas e angústia porque muitas vezes acaba sendo construída sob outras influências, sejam elas de silêncios, de repressão ou de liberação. Muitos adultos carregam marcas de vivências sexuais traumáticas convertendo em dificuldade, vergonha e medo na esfera afetiva-sexual.

Além disso, pode resultar em problema em alguma das etapas que compõem o ciclo da relação sexual: desejo, excitação e orgasmo. Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) as disfunções sexuais incluem a Ejaculação Retardada, Ejaculação Prematura (precoce), Transtorno Erétil, Transtorno do Orgasmo, Transtorno da Dor Gênico-Pélvica/Penetração, Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo e Transtorno do Interesse/Excitação Sexual.

O que fazer se você não teve uma educação sexual apropriada?

É sempre importante que você procure melhorar o autoconhecimento referente à sua própria sexualidade, pois ela pode ser reconstruída a partir da emancipação. Ou seja, é direcionada para escolhas próprias, baseadas em informação, autonomia e responsabilidade no ramo dos relacionamentos, do sexo e da reprodução.

Eu posso te ajudar

Você pode conversar comigo sobre questões relacionadas à sexualidade. Eu posso te ajudar a entender os seus sentimentos, emoções, conflitos e esclarecer suas dúvidas. Vem comigo rumo a uma vida mais satisfatória!

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Publicado por:

Ana Carolina Mainetti

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Ana Carolina Mainetti

É psicóloga e psicanalista, especialista em Psicologia Clínica, com experiência no atendimento psicológico online. Desde 2017 atua na plataforma Zenklub tratando brasileiros de todas as partes do país e do mundo. CRP: 08/17342