Passar por tantos meses sem conviver normalmente em sociedade por conta da pandemia foi estranho para muitos. Alguns especialistas insistem na importância de retomar as relações sociais assim que possível, pelo bem da nossa saúde mental.

Mas, você já pensou como serão seus relacionamentos sociais pós pandemia?

O tédio social

A pandemia afetou diversas áreas de nossas vidas, inclusive nas relações pessoais, com nossos familiares, parceiros e amigos. E de modo geral, após tantos meses, podemos ver que surgiu um tédio social, como se estivéssemos desapontados com a sociedade.

O presidente do Comitê de Sociologia das Emoções da Federação Espanhola de Sociologia (FES), Juan Antonio Roche Cárcel, afirma que as consequências sociais da pandemia foram variadas, marcadas pela ambivalência entre o positivo e o negativo.

O sociólogo insiste também que, durante a pandemia, começaram a existir aspectos de maior egoísmo individual e aspectos de maior sentido comunitário. Sendo que, no fim das contas, isso impactou alguns mais do que outros.

Toda a sociedade parece ter se reunido para discutir sobre novos assuntos durante a pandemia, e com muitas fake news que foram geradas, houve uma intensificação do ódio e das emoções, e o desrespeito pelo diferente. Isso gerou medo e ao mesmo tempo solidariedade.

As redes sociais na pandemia 

A psicóloga Eli Soler, afirma que as redes sociais foram uma janela externa para a vida socia. Mas, em muitas ocasiões, foram usadas mais como via de escape do que como ferramenta social funcional.

Então, o ambiente de união e a sensação de desgaste individual também marcaram a forma como nos comunicamos e nos entendemos. Ou melhor, a forma de gerar mal-entendidos, nas redes sociais a falta da linguagem não verbal, de expressões, muitas vezes nos leva a distorcer as mensagens. 

Po isso, por estarmos tão fechados com nossas opiniões e ideias, acabamos nos distanciando e perdendo a confiança em quem tem esses termos contrários aos nossos. E acabamos perdendo também a empatia.

As emoções durante a pandemia 

O estudo da Ipsos Digital para a Unilever concluiu que 61% dos espanhóis consideram que seu bem-estar mental diminuiu. O tédio social também pode ter relação com o cansaço emocional durante a pandemia.

A psicóloga Eli Soler citou que a situação de confinamento danificou o moral de muitas pessoas e que algumas até se acostumaram com o pouco contato social, e afirmaram que “têm preguiça de voltar a se relacionar”.

Além disso, a psicóloga também comparou alguns reality shows com a situação de confinamento durante a pandemia, que, como passar muito tempo trancados em algum lugar, acaba intensificando nossas emoções. Como sociedade não esperávamos ficar tanto tempo estrito, depois da primeira fase de euforia, com o passar dos dias veio o desgaste. 

Eli Soler também afirma, que por estarmos muito mais tensos, e irritáveis neste período de confinamento, isso nos levou a discutir mais com nossa família ou com o nosso parceiro. E também discutir mais com outras pessoas nas redes sociais. Pois cada pessoa tende a lidar com suas questões de maneiras diferentes, cada um passando por seus contextos familiares e financeiros e nem todos sabem administrar suas emoções da mesma forma.

Então, ela afirma que agora que as vacinas estão chegando para nos proteger fisicamente é um bom momento para abordar a nossa saúde mental e que para sair deste estado cinza, devemos entrar em movimento, voltar a fazer as atividades que nos motivavam, voltar para uma rotina que nos estimule.

Interações sociais presenciais

Desde que nascemos somos inseridos em contextos de socialização. A vivência em sociedade contribui para aprendizagem de uma série de comportamentos que podem facilitar ou não novas interações com os pares.

O fato é que a Pandemia trouxe limitações e mudanças significativas na maneira de nos relacionarmos. Ou seja, foi preciso uma grande adaptação de todos nós em nossas interações sociais.

Existem pessoas que possuem um repertório muito rico de habilidades sociais para interações. Estas pessoas geralmente são mais extrovertidas e tendem a interagir com as pessoas com mais facilidade, tendo poucas dificuldades de interação.

Por outro lado, existe um grupo de pessoas que possuem um déficit em seu repertório de habilidades sociais. Tendo dificuldades por exemplo para iniciar conversas com desconhecidos, dificuldades de discordar de alguém e até mesmo pedir ajuda, entre outras. 

Além disso, é muito provável que com a pandemia estas pessoas, passaram a não exercitar ou desenvolver seu repertório de habilidades sociais, tendo pouca motivação para interagir novamente. 

Portanto, com a possibilidade da retomada e aumento das interações sociais presenciais, essas pessoas podem se sentirem incapazes de interagir novamente, adotando principalmente como estratégia a evitação de situações que possam exigir uma socialização.

A psicoterapia também pode te ajudar

Se você acha que terá dificuldades para voltar a sua rotina, e viver em uma sociedade normalmente novamente, a terapia pode te ajudar.

A terapia irá promover o seu desenvolvimento de habilidades sociais, com a intenção de melhorar os relacionamentos interpessoais.

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Publicado por:

Andre Luis Cuani

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Andre Luis Cuani

Psicólogo com experiência em Gestão de Pessoas e Atendimento Clínico, Formado em Administração/Processos Gerenciais pela UNINTER e em Psicologia pela INESUL, é Especialista em Gestão de Pessoas e em Terapia Cognitiva Comportamental. Profissional/psicólogo do Zenklub desde 2019, criador da página @esepararprapensar na qual divulga conteúdos voltados à reflexão e promoção de saúde mental. CRP: 08/29800.