Ter filhos é um grande sonho para muitas pessoas, mas a verdade é que criar e cuidar dos filhos pode ser uma das tarefas mais difíceis de nossas vidas.
Está muito claro que, a relação entre pais e filhos tem mudado muito. E a mudança veio acompanhando as transformações sociais e políticas no mundo todo. Mas por que será que agora parece tão mais difícil manter essa relação de forma saudável? Por que a comunicação está cada dia mais complicada?
Talvez por uma outra ótica, você vai perceber que não está tudo tão perdido assim e que você tem chances de estabelecer uma boa relação desde o início ou quem sabe mudar esse jogo. Vamos falar aqui sobre o tema e entender como lidar com os seus filhos.
São algumas semanas de preparação para a chegada tão esperada daquele novo membro da família e a casa já se enche de mais amor. Com o nascimento de uma criança é preciso se preparar para diversas mudanças, na vida, na rotina, no relacionamento entre os pais, e até nos espaços da casa.
Nada de muito novo até aí, não é mesmo? As coisas começam realmente a fazer sentido quando os meses vão se passando e é preciso começar a educar, ensinar a falar, a comer bem, a andar, a brincar com outros amigos e até a controlar as manhas e pirraças.
É fundamental que nesse momento, mesmo com a criança ainda bebê, as relações fiquem bem estabelecidas, como qual o seu papel como pai ou mãe, qual a rotina, qual a hora de dizer não e em qual fase já é possível ter comandos mais enfáticos que demonstrem reprovação, e sem culpa.
É ainda na infância que os filhos começam a se descobrir, adquirir hábitos, ter preferências e compreender como se dá tudo que está ao seu redor, por isso, é importante os pais prestarem atenção não só aos movimentos e conquistas dos filhos, mas também como se está evoluindo essa aprendizagem.
Esse talvez seja um grande problemas para os pais nessa fase em que a criança está menor em que avós, avôs, tios, amigos e até pessoas na rua, tentam dar opinião sobre tudo, sem se quer, muitas vezes, perguntarem se a sua opinião é de fato bem-vinda.
É normal, e acredite, depois que você deixar de ser um pai ou mãe de primeira viagem, é bem natural que o seu olhar diante de outros pais e seus filhos, seja também assim, de ter uma solução, opinião e conselho para tudo.
Aqui a palavra de ordem é sem dúvida o respeito. Respeito por você e seu filho, pela relação que estão construindo juntos, e também pelo outro, que dificilmente está ali tentando piorar o seu mundo, mas sem a noção de que na verdade não está ajudando em nada.
Deixar de lado as ideias que você entende que não se aplicam para a sua realidade e uma boa dose de empatia podem ser uma boa saída. Pois o mais importante é que você esteja emocionalmente pronto para romper suas barreiras nas dificuldades e criar seus próprios recursos para criar esse novo ser humano.
Passada a fase da infância, agora está aí um novo desafio, ter um filho adolescente! E a adolescência pode parecer tão complicada, pois, quem não lembra o quanto aprontava com os amigos e os pais nessa fase?
Praticamente todo mundo tem o seu momento de crise ao lembrar desse período, afinal ele é repleto de informação. É nessa época quem vem as principais descobertas sobre o que queremos ser e como queremos ser, os desafios da puberdade e da transformação do corpo, questões de gênero e sexualidade se tornam mais evidentes, a busca constante por pertencimento e aceitação, e, finalmente, novos exemplos, fora do ambiente familiar, passam a ser itens importantes para serem seguidos.
Para a especialista e psicóloga do Zenklub, Silvana Brianezi, “Muitos adolescentes sofrem porque os pais já não os veem como crianças e acreditam que eles não precisam mais dos carinhos e cuidados da infância. Porém, é nessa fase de transição que eles precisam de maior apoio, compreensão, cuidados, atenção e carinhos. Segundo os neurologistas, essa é a oportunidade de construir um ser humano saudável, feliz e bem-sucedido”.
Além disso, segundo Silvana, há três fatores que governam essa transição da adolescência:
E isso implica uma relação entre pais e filhos baseadas na calma, competência e confiança, basicamente pensando nesse formato:
Transmita ao seu filho a sensação de ser amado, valorizado e protegido. Não diminua o carinho e o afeto, ou fique distante por medo de mimar demais com tanta atenção. Alguns pais acreditam que não demonstrar amor ajuda a desenvolver o caráter da criança. A verdade é exatamente o oposto. Quando a criança ou o adolescente se sentem genuinamente amados, eles tem menos necessidades.
Uma dica para se aproximar nesse passo de mais afeto e carinho é tentar entender as necessidades emocionais dos filhos a cada idade, além de respeitá-la. Envolva-se na vida dele e torne-se parte desse mundo.
Impor limites ao comportamento também faz parte. As crianças e adolescentes conseguem ter mais autocontrole quando há regras. Disciplina traz segurança e deixar claro as suas expectativas em relação ao seu comportamento, explicando como e porquê, cria um laço mais sincero de confiança.
É muito importante encorajar a autonomia dos filhos desde que haja um equilíbrio coerente com a capacidade, idade e desenvolvimento dele para realizar. Preparar o seu filho para o sucesso e para as frustrações faz parte de uma relação amigável e de confiança, além de trabalhar a sua autoestima. Por isso, elogie as conquistas, mas foque mais no seu esforço do que no resultado em si.
Não seja excessivamente invasivo, pois parte do que faz uma criança saudável, feliz e bem sucedida é a sensação de autossuficiência. Encontre um equilíbrio entre envolver-se e deixá-lo independente. Vá liberando o controle gradualmente, assim que seu filho for administrando melhor sua vida e obtendo mais autocontrole. Proteja quando deve, mas permita quando pode.
O principal aspecto de qualquer relação pessoal está no diálogo. Mas como conversar com seu filho? Essa pergunta pode parecer difícil, mas quanto mais natural esse processo de se conectar à vida dele for, mais fácil será.
Se em sua família não existe o hábito da conversa, tudo o que se pensa não é esclarecido. As coisas acontecem, as idéias se formam, os pensamentos tomam forma e geram comportamentos inadequados, pois nada fica claro. Tudo fica no achismo e a importância da conversa é exatamente esta. Ou se vive um bem-estar estético de uma convivência harmoniosa, ou um sofrimento da exigência negadora.
As respostas para criar os filhos não está em nenhum livro de receita, mas sim dentro de você e nos seus valores. O seu autoconhecimento e inteligência emocional serão fundamentais para que você saiba exatamente como lidar com as mais variadas situações.
Então, além de investir no seu amor como mãe ou pai, invista também nos seus cuidados com o seu bem-estar emocional. Quando estamos bem com nós mesmos, tendenciamos a ter relações mais valiosas e harmônicas.
Outra coisa que vale lembrar é que criar os filhos para o mundo pode parecer uma frase clichê, mas é algo que devemos fazer para que possamos cultivar a liberdade de formar pessoas com capacidades de se desdobrarem em diferentes situações, sem aquela dependência emocional ou física.
A liberdade irá trazer novos desafios, respostas e maneiras de superar dificuldades ao longo da vida, sempre com aquela sensação de que seu filho pode, a qualquer momento, contar com o carinho e compreensão dos pais.
Se ainda com esses argumentos e práticas você encontrar dificuldades para seguir com essa relação mais com mais felicidade, procure ajuda de um especialista em bem-estar emocional, como psicólogos e psiquiatras, que poderão trazer uma nova visão e desenvolver habilidades para você encontrar o melhor caminho.
Por fim, a especialista do Zenklub e psicóloga, Bianca Benevenuti traz algumas dicas práticas para você mudar algumas atitudes e melhorar a comunicação entre mãe, pai e filho: