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Ansiedade na gravidez: sintomas e como tratar | Zenklub

Escrito por Zenklub | 21/11/2024

A ansiedade na gestação é muito comum, principalmente, porque o corpo e a rotina da mulher passam por transformações profundas e aceleradas em um período muito curto.

Entender quando essa ansiedade é normal e como lidar com desafios emocionais, é importante para uma gestação mais equilibrada e saudável.

Leia o nosso artigo e conheça formas seguras de lidar com as emoções durante a gestação e como garantir seu bem-estar. Vamos lá?
 

É normal ter ansiedade na gravidez?

Sim. É normal apresentar ansiedade na gravidez, principalmente porque o processo de gerar uma vida traz consigo muitas incertezas e transformações.

Dúvidas sobre a maternidade, a saúde do bebê, o parto e os cuidados com a criança depois do nascimento são comuns, porém, a ansiedade se torna um sinal de alerta quando passa a interferir na rotina e no bem-estar da mulher.

Como as oscilações de humor naturais da gravidez podem esconder essa condição, é importante observar a intensidade dos sintomas. Se a ansiedade se tornar incapacitante ou levar ao isolamento social, é importante buscar apoio profissional.

Por que a gravidez pode aumentar a ansiedade?

A gestação é uma fase de mudanças significativas que exigem uma reorganização completa da mulher, o que pode gerar gatilhos para o aumento da ansiedade.

Alguns fatores que potencializam esse estado ansioso incluem:

  • Fatores hormonais: a explosão de hormônios como progesterona e estrogênio influenciam os neurotransmissores responsáveis pela regulação do humor, deixando a gestante mais vulnerável às oscilações de humor.
  • Medo do parto: a falta de conhecimento prático sobre o nascimento, o receio da dor ou de eventuais complicações aumentam o estado de alerta da mente.
  • Mudanças na rotina: as alterações na alimentação, no padrão de sono e até na vida profissional provocam uma pressão adaptativa importante.
  • Responsabilidade com o bebê: a tarefa de gerar e cuidar de uma vida causa dúvidas sobre a própria capacidade de proporcionar saúde, segurança e educação para a criança.
  • Inseguranças emocionais: a transição de identidade para a mãe e as mudanças na imagem corporal podem afetar a autoestima, causando conflitos internos sobre sua imagem.

Quais são os sintomas de ansiedade na gravidez?

Embora a ansiedade na gravidez seja semelhante aos casos comuns, as intensas transformações físicas, hormonais e sociais tornam a mulher mais vulnerável ao desgaste emocional.

Veja a seguir alguns dos sinais mais comuns de ansiedade:

  • Medo, angústia e preocupação intensos;
  • Desequilíbrio emocional;
  • Sentimento de culpa;
  • Sensação de que algo muito ruim vai acontecer;
  • Pensamentos negativos;
  • Sudorese;
  • Palpitação cardíaca;
  • Tremores;
  • Falta de ar;
  • Desinteresse em se relacionar com as pessoas;
  • Insônia;
  • Estresse;
  • Aumento da pressão arterial.

A ansiedade da mãe durante a gestação pode afetar o bebê?

Sim. A ansiedade da mãe na gestação pode afetar o bebê. Um estudo da Revista de Neuropsicofarmacologia do American College of Neuropsychopharmacology demonstrou, por meio de imagens de ressonância magnética, que o estado emocional da gestante pode gerar alterações cerebrais nos fetos.

Dessa forma, o estado emocional da mulher pode afetar a inteligência e alterar traços de personalidade do bebê que está em formação, podendo provocar impactos como:

  • Prematuridade;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Score baixo de Apgar (uma escala que mede o estado geral do bebê ao nascer);
  • Complicações obstétricas;
  • Problemas de desenvolvimento físico e psicológico da criança;
  • Alterações cerebrais;
  • Doenças ao longo da vida;
  • Problemas afetivos na infância.

Quais são os fatores de risco para a ansiedade na gravidez?

Estudos sugerem que pode haver relação entre a ocorrência de ansiedade na gravidez e a ocupação da mulher: a incidência é maior nas que exercem atividades no lar em comparação às que trabalham.

Esse dado evidencia o emprego como um elemento de proteção da saúde mental. A maioria dos casos de ansiedade na gravidez ocorre no terceiro trimestre. Isso sinaliza que a reta final da gestação e a proximidade do parto também têm alguma influência.

Alguns fatores podem tornar as mulheres mais propensas ao desenvolvimento da ansiedade patológica:

  • Presença de doenças psiquiátricas;
  • Eventos altamente estressantes, como sofrer um assalto, por exemplo;
  • Sérios problemas financeiros ou familiares;
  • Consumo de drogas lícitas e ilícitas;
  • Gravidez indesejada;
  • Abortos em gestações anteriores;
  • Risco de morte fetal, de malformação ou de parto prematuro.

Quando a ansiedade na gravidez pode ser um sinal de alerta?

Sentir ansiedade durante a gestação é muito natural, principalmente, em razão das alterações hormonais, físicas e emocionais. Contudo, ela passa a ser um sinal de alerta quando começa a afetar de maneira significativa a rotina da gestante.

  • Impacto no sono: dificuldade frequente para dormir, insônia ou intenso cansaço costuma sinalizar para altos níveis de ansiedade;
  • Mudanças no apetite:episódios de compulsão ou falta de vontade de comer merecem cuidado;
  • Prejuízo na rotina: dificuldade para fazer tarefas simples, manter responsabilidades ou tomar decisões;
  • Pensamentos e emoções extremas: intensas preocupações, angústia e medo constante associado ao bebê;
  • Dificuldade de vínculo com o bebê: culpa, sensação de desconexão ou indiferença na gestação;

Nesses casos, o acompanhamento psicológico é fundamental para amenizar o sofrimento e proporcionar uma gestação mais saudável.

O que diferencia a ansiedade normal da crise de ansiedade na gravidez?

Confira a seguir uma tabela comparativa da ansiedade normal e dos sintomas que podem indicar um estado mais intenso, ajudando a entender quando é importante buscar orientação especializada.

Ansiedade comum na gravidez

Sintomas de transtorno de ansiedade

Preocupações pontuais com o parto ou saúde do bebê

Medo intenso, desproporcional e persistente sobre a saúde do bebê

Nervosismo antes de exames ou consultas

Falta de ar, palpitações e tremores sem motivo claro

Dificuldade esporádica para dormir

Insônia recorrente

Leve irritabilidade leve por conta de alterações hormonais

Tensão frequente, irritação intensa e dores de cabeça

Pensamentos sobre “ser ou não uma boa mãe”

Pensamentos negativos e difíceis de controlar

Emoções que variam, mas são controláveis

Emoções intensas que afetam o bem-estar






 

Como lidar com a ansiedade na gravidez no dia a dia?

Lidar com a ansiedade na gravidez pode ser desafiador, principalmente diante das alterações emocionais e físicas e emocionais.

Contudo, alguns cuidados simples no dia a dia podem reduzir o impacto da ansiedade, garantindo mais segurança, equilíbrio e bem-estar durante a gestação.

  • Pratique o acolhimento: aprenda a reconhecer e regular as emoções no dia a dia, acolhendo seus sentimentos.
  • Faça respiração consciente: inspire o nariz e solte o ar devagar para relaxar o corpo e diminuir a ansiedade.
  • Foque nos sentidos: observe sons, texturas e cheiros para a trazer a mente para o momento atual.
  • Mude de ambiente: faça pausas, caminhe ou ouça uma música para desacelerar.
  • Pratique atividades de lazer: tenha momentos leves para melhorar o bem-estar.
  • Mantenha uma rotina de autocuidado: descanse, tenha um sono de qualidade e uma alimentação equilibrada para estabilizar o humor.
  • Compartilhe seus sentimentos: converse com amigos próximos e familiares para aliviar a carga emocional.
  • Busque apoio profissional: em casos de ansiedade intensa ou recorrente, busque suporte psicológico para ter uma gestação saudável e equilibrada.

O que fazer para diminuir a ansiedade na gravidez?

Para diminuir a ansiedade na gravidez, há algumas estratégias que geram um efeito positivo, reduzindo os sintomas e incômodos durante a gestação. Confira os principais

Meditação, yoga e pilates

O yoga e o pilates são atividades que ajudam a trabalhar o foco e a equilibrar a mente, ajudando a relaxar e a fortalecer partes estratégicas do corpo muito recrutadas na gravidez e no parto, como o assoalho pélvico e a região abdominal.

Essas modalidades trabalham o controle da respiração, favorecendo a circulação sanguínea, normalizando a pressão arterial e promovendo bem-estar. Já a meditação permite uma visão mais serena para lidar com esse processo.

Dormir bem

A qualidade do sono também é um reflexo de como foi o dia. Por isso, pratique a higienização do sono antes de dormir, como exercícios de respiração para tranquilizar o corpo e a mente, preparando-se para uma boa noite de sono.

Reduza o consumo de líquidos perto da hora de ir para a cama, aliviar a pressão do útero sobre a bexiga cheia e diminuir as chances de sentir vontade de fazer xixi durante a noite.

Fazer atividade física

Com a devida orientação do obstetra, pratique exercícios físicos. Além de fazer bem à saúde, eles são muito eficientes no combate à ansiedade, já que liberam endorfina, conhecida como hormônio do prazer.

A atividade física ainda produz substâncias anti-inflamatórias benéficas não apenas para a mãe, mas também para a placenta, além de diminuir as chances de desenvolver diabetes, depressão e pré-eclâmpsia.

Planejar e se informar

Cuidar das roupinhas, organizar o quarto, fazer um plano de parto, preparar a mala da maternidade e escolher as lembrancinhas são atividades de planejamento que ajudam a concretizar a nova vida com o bebê.

Essas ações voltadas para o futuro ajudam a tranquilizar as preocupações e dão a sensação de segurança.

Também é de grande ajuda se manter informada. Acompanhar o que está acontecendo em cada fase da gestação e do desenvolvimento do bebê traz segurança para a mulher.

Como ela tem noção do que esperar, não se assusta tão facilmente, mantendo os níveis de ansiedade mais controlados.

Usar calmante natural para ansiedade na gravidez

Aquele chá para ansiedade na gravidez que as vovós sugerem pode ser um bom aliado, porém, é importante verificar com o obstetra se há alguma contraindicação.

Isso é importante porque cada gestante tem suas características clínicas e o que é bom para uma pode não ser tão benéfico para a outra.

Um calmante natural para ansiedade na gravidez normalmente inofensivo é o suco de maracujá. Um chá de erva tranquilizante, como camomila, erva-doce, alfazema e cidreira também é de grande valia.

Fazer terapia

Durante a gestação,a terapia atua como um apoio fundamental para que a mulher processe as profundas transformações físicas e emocionais desse período.

Ao encontrar um espaço de acolhimento para medos e expectativas, o acompanhamento psicológico ajuda na regulação das mudanças de humor e na redução do estresse, favorecendo o bem-estar do bebê, além de fortalecer o vínculo afetivo precoce.

Terapia na gravidez: quando buscar ajuda profissional?

Buscar terapia na gestação permite que a mulher tenha uma boa saúde emocional da mãe e do bebê durante toda a gravidez mais deve ser encarado como um sinal de fraqueza.

Quando a ansiedade gera sofrimento constante, medo, insegurança ou impacto na rotina, o suporte psicológico é recomendado para ajudar no controle emocional e no desenvolvimento de estratégias para lidar com preocupações e medos.

Além disso, a terapia também pode ajudar no preparo para o parto, diminuir inseguranças e fortalecer o vínculo com o bebê, além de ser um espaço acolhedor para entender sentimentos e viver a gestação com mais serenidade e equilíbrio.

Não espera que a ansiedade piore, busque ajuda desde o início da gestão para tornar essa experiência mais leve e segura.

Como a ZenKlub pode ajudar no cuidado emocional na gravidez

Cuidar da saúde mental durante a gestação é fundamental durante essa jornada. Ao buscar cuidado emocional na gravidez, conte com o quanto o Zenklub, que oferece um suporte acessível e prático nesse momento tão sensível.

Na nossa plataforma, você tem acesso a psicólogos online, podendo escolher os profissionais conforme as necessidades e preferências.

E o melhor é que as sessões são feitas de forma online, sem precisar sair de casa, garantindo conforto e privacidade. Conheça o Zenklub e encontre apoio e cuidado emocional nesse momento tão importante.