Você sabe o que é o Transtorno de Personalidade Histriônica? Também conhecido como TPH, esse transtorno é classificado pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V) como um padrão de emocionalidade e busca de atenção em excesso.
Muitas vezes, essa busca por atenção em excesso se dá agindo de forma ousada, sexual e até mesmo teatral. Por isso, pessoas que sofrem com esse transtorno mental tendem a parecer dramáticos, emotivos ou erráticos.
Quer saber mais? Entenda o que é o Transtorno de Personalidade Histriônica, quais são os principais sintomas e como é feito o diagnóstico.
O Transtorno de Personalidade Histriônica tem como principal característica a busca excessiva por receber atenção. Quando uma pessoa sofre com esse transtorno, ela tende a usar de todos os artifícios possíveis para ser o centro das atenções.
Ou seja, investem na aparência, usam do apelo sexual, têm reações exageradas. Vale de tudo, até mesmo desmaios e crises de choro.
Esses comportamentos podem ser extremamente nocivos à aqueles acometidos com o transtorno. Essas pessoas têm uma autoestima muito abalada e tendem a se frustrar quando não recebem a atenção desejada.
Ainda segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V), o TPH é classificado como um transtorno de personalidade do Grupo B. Esse grupo também engloba transtornos como o transtorno de personalidade narcisista, transtorno de borderline e transtorno de personalidade antissocial.
Estima-se que 2% da população sofra com Transtorno de Personalidade Histriônica. Além disso, esse é um transtorno mental mais comumente diagnosticado em mulheres.
Mas, afinal, como reconhecer quando uma pessoa sofre com esse transtorno?
Conheça os principais sintomas de transtorno de personalidade histriônica:
Além disso, é comum que pessoas que sofrem com o Transtorno de Personalidade Histriônica se frustrem ao não alcançar seu objetivo. Isso pode gerar episódios de ansiedade, depressão ou desencadear outros transtornos.
Para que uma pessoa receba o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Histriônica é preciso que haja uma avaliação psicológica. Dessa maneira, avalia-se o histórico da pessoa, comportamentos e sintomas.
Um profissional pode dar o diagnóstico caso a pessoa se encaixe em pelo menos três dos sintomas listados na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde CID-10, definido pela Organização Mundial da Saúde.
A avaliação de um profissional é muito importante para que não aconteça um diagnóstico errado. Para isso, é necessário entender se o que a pessoa está passando se trata de fato de TPH ou se encaixa em outro transtorno de personalidade com sintomas similares.
O TPH muitas vezes não é facilmente reconhecido por quem sofre com ele. Isso porque as pessoas tendem a julgar os sintomas como traço de personalidade.
Mas, o Transtorno de Personalidade Histriônica, quando não identificado e tratado, pode gerar frustrações pessoais, profissionais e amorosas.
Ou seja, é muito difícil para uma pessoa que sofre com esse tipo de transtorno estabelecer conexões reais e profundas, manter relações profissionais no ambiente de trabalho ou até mesmo lidar bem com familiares dentro de caso.
O dia a dia de uma pessoa com TPH tende a ser mais difícil ao lidar com a frustração de não conseguir a atenção que gostaria, por isso a terapia se faz tão importante no tratamento.
Como já dissemos anteriormente, o tratamento é muito importante para que pessoas com Transtorno de Personalidade Histriônica possam levar um dia a dia normal. Nesse caso, o tratamento indicado é a Psicoterapia.
Na terapia, a pessoa vai trabalhar questões de autoestima, entender suas frustrações e trabalhar medos e inseguranças que são gatilhos para suas atitudes.
Esse não é um processo fácil e nem rápido, mas completamente necessário e pode trazer muitos benefícios e uma maior qualidade de vida.
Um dos tipos de terapia mais comuns para tratar esse tipo de transtorno é a Terapia cognitivo-comportamental (TCC). Nesse caso, a terapia vai te ajudar a esclarecer a origem do seu transtorno e, assim, trabalhar melhor sua resposta a ele.
Se você conhece alguém que passa por isso ou identificou alguns dos sintomas na sua personalidade saiba que você não precisa lidar com isso sozinho. Procurar ajuda é importante e pode tornar sua vida muito mais fácil.
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Referências
American Psychiatric Association (2014). DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artmed.
MAZER, Angela K.; MACEDO, Brisa Burgos D. et. al.. Transtornos de Personalidade. Medicina (Ribeirão Preto). 85-97, 2017