A psicologia ambiental busca estabelecer relações entre as pessoas e o meio ao seu redor.
De fato, o ser humano é complexo e várias são as interferências na formação da personalidade de uma pessoa.
No entanto, sabe-se que desde as menores nuances ambientes podem impactar na parte cognitiva de alguém.
Para entender essas elaboradas relações, surgiu a psicologia ambiental.
Continue conosco para saber mais sobre esse tema!
Trata-se de uma vertente da psicologia que busca entender como o ser humano afeta e é afetado pelo meio ambiente.
O que é interessante sobre a psicologia ambiental é que ela pode estabelecer relações com uma série de ciências como, por exemplo:
Ao se referir ao meio ambiente não se restringe absolutamente à parte ecológica, mas também em sentidos práticos e em menores escalas.
Por exemplo, a psicologia ambiental pode avaliar, dentro de uma esfera micro, a relação de uma determinada moradia com a parte cognitiva dos seus moradores.
Além disso, é interessante dizer que a psicologia ambiental busca entender como as sociedades são moldadas por influência de aspectos ambientes macro como, por exemplo:
A psicologia ambiental é uma especialização dentro da psicologia.
Assim, para atuar como psicólogo ambiental é necessário passar por duas etapas:
A psicologia ambiental amadureceu muito nas últimas décadas.
No início, tratava-se de uma ciência de caráter mais determinista.
Ou seja, acreditava-se que ao moldar o ambiente moldava-se o ser humano.
Nesse sentido, o primeiro ministro britânico elaborou a seguinte frase:
We shape our buildings and afterwards our buildings shape us” (nós moldamos nosso próprio ambiente e depois disso esse ambiente molda o nosso comportamento).
No entanto, as pesquisas científicas mostram que há uma relação diferente do homem com o meio, possibilitando o estabelecimento das 3 principais características da psicologia ambiental, a citar:
O pioneiro da psicologia ambiental foi o psicólogo Kurt Lewin.
Esse profissional passou a analisar como questões bastante concretas da sociedade interferem no comportamento humano.
Por exemplo, como casas, ruas, ambientes físicos de trabalho, instituição de ensino moldam a forma como se vive.
A partir disso, vertentes de estudo relacionadas ganharam cada vez mais força.
Nesse contexto, Egon Brunswik, psicólogo e PhD, foi quem utilizou primeiramente o termo “Psicologia ambiental”.
Há vários braços teóricos que estruturam o conhecimento da psicologia ambiental atualmente, entre eles:
Desde os primórdios da psicologia, percebe-se que estímulos ambientais interferem em nossa personalidade.
Sob um viés genético, também se sabe que o código de genes que cada um carrega por si só não determinam o que uma pessoa será, ou até mesmo problemas de saúde que podem surgir.
Interferências do meio fazem com que determinados genes sejam ativados ou permaneçam “adormecidos”.
Dessa maneira, há importante influência do ser humano no meio em que ele vive, uma vez que o ambiente suscita comportamentos humanos que o fazem alterar as características do local em que ele se encontra.
O estilo de trabalho remoto certamente impactou na vida das pessoas.
Com a pandemia, mais e mais colaboradores viram sua rotina de trabalho mudar para o home office.
Assim, muitos foram os trabalhadores que viram despencar sua produtividade e atenção em suas tarefas laborais.
Isso porque o meio doméstico é tido como tal, podendo diminuir o desempenho dos funcionários.
Esse foi um entre os impactos negativos do home office.
A psicologia ambiental é muito ampla.
Por isso, suas áreas de atuação são divididas em níveis.
Abaixo vamos mostrar dois deles:
Mostra como um meio interfere na saúde individual.
A avaliação da saúde e bem-estar não se restringe somente à condição física, mas também:
As formas, cores e até mesmo padrões de construção podem causar determinados comportamentos nos seres humanos.
É uma das grandes vertentes de estudo da psicologia ambiental a interferência da arquitetura na modelagem de padrões sociais.
Muitos foram os estudiosos que se propuseram a encontrar padrões entre construções de escolas, presídios, prédios empresariais, e a vida prática das pessoas envolvidas com esses ambientes.
Dentre as abordagens arquitetônicas que exercem influência na saúde mental mais faladas na mídia hoje está o minimalismo.
A prática da psicologia ambiental pode variar de acordo com padrões dimensionais e em relação aos padrões de relação meio-homem.
Do ponto de vista prático, a psicologia ambiental pode atuar, por exemplo, no:
É natural que alguém, ao se deparar com algo belo, sinta-se de alguma forma melhor.
Nessa busca pelo equilíbrio, de acordo com os níveis socioculturais, o design e a arquitetura atuam em conjunto com a psicologia no intuito de promover a qualidade de vida através das obras.
Pequenas alterações nesses aspectos podem fazer uma grande diferença no comportamento e estado mental das pessoas.
Por exemplo, a escolha de cores pode auxiliar na promoção de um estado de tranquilidade ou de agitação; enquanto determinadas formas arquitetônicas de presídios podem gerar maior sensação de opressão em detrimento de estímulo à mudança de vida.
Há inúmeros impactos positivos da psicologia ambiental, entre eles:
Seguem abaixo algumas literaturas que você pode consultar para se aprofundar no tema:
A psicologia ambiental é uma fascinante ciência que estuda a relação do ser humano com o meio e do meio com o ser humano.
Cada vez mais são descobertas novas interfaces dessa psicologia com outras áreas como, por exemplo, a antropologia e a medicina.
Assim, identifica-se pequenas nuances ambientais que podem fazer expressivas diferenças na construção de personalidade.
Isso permite oferecer às pessoas e sociedades um cuidado à saúde holístico e profundo, uma vez que políticas públicas ou privadas podem ser tomadas a fim de superar lacunas.
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771991000100008