O diazepam é uma medicação ansiolítica, pertencente à família dos benzodiazepínicos, e pode ser administrada tanto oralmente quanto por injeção. Seu uso é indicado principalmente contra convulsões provocadas por algumas condições ou para transtornos de ansiedade. Além disso, o diazepam também pode atuar como complemento no tratamento de problemas neurológicos.
Trata-se, porém, de uma droga de tarja preta, vendida apenas sob prescrição médica uma vez que pode gerar efeitos colaterais, além de dependência.
Nas farmácias, o diazepam também leva nomes como: Ansilive, Calmociteno, Kiatriun, Noam, Somaplus e Valium.
O diazepam é indicado principalmente para o alívio de sintomas de ansiedade ou outros transtornos relacionados à ansiedade em si. Além disso, ele também serve de complemento no tratamento de problemas neurológicos.
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Segundo estudos, o remédio age diretamente em neuroreceptores, que inibem as atividades celulares. Com isso, ele “freia o ritmo” cerebral.
Reduzindo a atividade do cérebro, o diazepam faz com que a mente se acalme, fazendo-se útil para combater transtornos de ansiedade.
Além disso, ao interagir com estes receptores, ele ajuda a conter descargas elétricas neurais, amenizando crises de convulsão.
Uma vez que a utilização do Diazepam já acontece há mais de 50 anos, ele é considerado um dos fármacos mais seguros do mercado atual. Mas é importante lembrar que ele deve ser utilizado de forma responsável, na dose certa e por tempo adequado.
Assim, o remédio pode ser indicado para:
Convulsões: ele também ajuda no tratamento de convulsões, uma vez que diminui as descargas elétricas cerebrais.
Apesar de seguro, é sempre importante frisar que, assim como os demais benzodiazepínicos, o diazepam pode causar dependência. Os remédios desta família também tem sua eficácia reduzida conforme o tempo de uso aumentar
Uma das principais orientações é nunca associar o Diazepam por conta própria, e sem uma consulta com um médico. Ele só deve ser utilizado em situações específicas, e é contraindicado para:
Além disso, o diazepam também reage com uma série de medicamentos. Combinações destas substâncias podem atrasar, e até mesmo sabotar o tratamento, então fique sempre atento e seja transparente com o médico
O diazepam costuma ser tolerado pela maioria dos organismos, desde que em doses adequadas e pelo menor tempo possível. Desta forma, o paciente pode experimentar alguns efeitos comuns como
No entanto, apesar de seguro, o diazepam também pode manifestar efeitos raros, em que você deve imediatamente procurar um médico
Não existem muitas contra indicações quanto ao uso do diazepam para substâncias normais como café e leite, que popularmente são conhecidos por cortar o efeito de remédios.
No entanto, segundo estudos, existe uma medicação que corta o efeito do diazepam. Seu nome é Lanexat, também conhecido como Flumazenil. No entanto, trata-se de um remédio com aplicação venosa, e que só pode ser associado em um ambiente hospitalar e por profissionais da área.
No caso do uso acidental do Diazepam, ligue para um centro de desintoxicação, ou dirija-se ao pronto socorro. Preferencialmente, leve a embalagem do remédio para acelerar o atendimento.
O uso do Diazepam com álcool deve ser evitado de qualquer forma. Essa associação pode aumentar os efeitos clínicos do medicamento, fazendo com que ocorra sedação grave e até mesmo parada cardiovascular e respiratória.
O diazepam começa a fazer efeito no organismo entre 15 a 45 minutos após a associação. Já a sua concentração máxima é atingida entre 30 minutos a uma hora e meia depois, e dura entre 2 e 3 horas.
O uso contínuo de remédios da família dos benzodiazepínicos pode, sim, levar à dependência. O risco aumenta conforme as doses e duração do tratamento.
Além disso, os riscos aumentam caso o paciente tenha histórico do uso abusivo de drogas ilícitas e álcool. Para minimizar o risco, medicações como o Diazepam devem ser prescritas apenas após uma cuidadosa avaliação.
O remédio não deve ser associado aos pacientes com alguma sensibilidade aos benzodiazepínicos, glaucoma, insuficiência respiratória, insuficiência hepática e apneia do sono. Também não devem ser usados como monoterapia, ou seja, usado como medicamento único, para o tratamento da depressão.
Assim, para começar a tomar o Diazepam, consulte um médico e sempre leia a bula da medicação para saber as contra indicações.
É indicada a interrupção do Diazepam quando efeitos colaterais começam a aparecer, tais como: ansiedade, distúrbios do sono e alucinações. No entanto, vale ressaltar que por se tratar de um medicamento que pode gerar dependências, a interrupção deve ser gradual.
A deve durar algumas semanas, a fim de minimizar sintomas de abstinência. Para grande parte dos pacientes, o período de 4 a 8 semanas é o suficiente para interromper o tratamento, mas é sempre importante consultar o médico.
Embora não haja uma fórmula universal, algumas estratégias de redução podem ser utilizadas:
Apesar de tolerado, o Diazepam pode causar cansaço e sonolência.
O Diazepam não costuma interferir no ganho de massa, e também não tem propriedades para auxiliar na perda de peso. No entanto, por se tratar de um medicamento que auxilia no controle da ansiedade, pode diminuir o apetite.
A medicação deve ser tomada sempre no horário indicado pelo médico. Mas em caso de esquecimento, e se o horário for próximo da dose seguinte, não tome a dose perdida.
Caso contrário, tome a dose esquecida assim que perceber e continue com a próxima no horário indicado.
Para adultos, a dose máxima de diazepam varia entre 5 e 10mg. Dependendo da gravidade dos sintomas, pode-se atingir 20 mg.
Nenhuma medicação é capaz de substituir a outra. No entanto, pode-se utilizar genéricos com o mesmo princípio ativo como: dienpax, uni diazepax, compaz e relapax.
Sim, o diazepam pode ser associado a pacientes que têm pressão alta. O remédio, inclusive pode ajudar a baixar a pressão arterial, mas não é o tratamento indicado para hipertensão.
Referências
da Silva, Sílvia Raquel Filipe. Farmacocinética do diazepam.