Apesar de ainda muitas pessoas ainda fazerem confusão com os termos, a autocompaixão não tem nada a ver com vitimismo. Na verdade, ela tem mais relação com a prática de aceitar a si mesmo. Mas afinal, como desenvolver a autocompaixão?
Nos perdoar mais por falhas que cometemos ao invés de nos condenar nem sempre é uma tarefa fácil, aliás, a maioria de nós nem sequer tenta pensar por esse lado. Ou seja, ficar remoendo aquele determinado assunto já se tornou uma atitude “automática” nossa.
A autocompaixão é exatamente o contrário do que estamos acostumados a fazer. Enfim, para entendermos melhor sobre esse assunto, abaixo separamos alguns tópicos que irão clarear nossa mente e contribuirão para darmos início a esse processo de autocompaixão.
De forma clara e objetiva, a autocompaixão é a capacidade de tratar a si próprio com mais compreensão e gentileza. Se algo que você estiver fazendo ou buscando não der certo, entenda que está tudo bem, busque não se condenar por isso.
A autocompaixão não tem idade certa, ela pode ser trabalhada em qualquer momento da vida, principalmente quando ainda somos mais jovens, assim podemos carregar esse sentimento até nossa velhice.
O fato de não cultivarmos a autocompaixão, nos tornam pessoas críticas consigo mesmo e assim sentimos mais dificuldade em aceitar nossos erros, tornando a culpa cada vez mais presente.
Embora essa seja a realidade da maioria das pessoas, devemos dizer que nunca é tarde demais para aprendermos a autocompaixão.
O ato de tratar a si mesmo com bondade e aprendermos a nos auto-confrontar em momentos de sofrimento, é uma forma muito importante de se respeitar e, dessa forma, gerar menos insegurança ao longo de nossas vidas.
Por isso, se colocar em primeiro lugar em determinados momentos, não é errado, muito pelo contrário, é uma forma muito válida de autocompaixão. Mas, é preciso praticar, pois esse sentimento não nasce da noite para o dia.
Isso porque, quando algo não acontece conforme o esperado, o sentimento de culpa e cobrança são os primeiros a tomarem conta. Por esse motivo, praticar precisa se tornar um hábito.
É muito importante que tenhamos em mente que não é apenas em nossas vidas que as coisas costumam não dar muito certo. O outro também enfrenta problemas e também externalizam a mesma reação que a sua, de cobrança e culpa.
Precisamos ter em mente que nem tudo acontece da forma que queremos e se culpar não é a maneira mais eficiente de lidar. Além disso, não te ajudará a buscar uma nova solução para aquilo que, de certa forma, deu errado.
Ainda assim, existe a questão dos pensamentos negativos, que servem para nos derrubar cada vez mais. O fato é que, funciona da seguinte forma, quanto mais espaço para pensamento negativo você dá, mais eles tomam conta de você e mais difícil é reverter essa situação.
Por isso, saiba que altos e baixos acontecem na vida de qualquer pessoa e não apenas na sua, e que, tudo dependerá da importância que você dá e a forma com a qual você encara.
A autocrítica e o autojulgamento são pensamentos dolosos, nos quais deixamos que façam parte de nossas vidas. O fato é que nos cobramos demais quando algo não acontece conforme esperávamos, e por isso esses pensamentos se fazem tão presentes.
Por isso, entender que a autocompaixão possui benefícios importantes para nossa vida, é fundamental. Além de nos tratarmos melhor, ajuda a combater a depressão, transtornos de ansiedade, traumas, vícios e até mesmo a raiva e o luto.
O que a grande maioria das pessoas buscam hoje, é uma boa saúde mental, que, devido ao cenário atual em que estamos inseridos, é extremamente necessário.
Deste modo, além de colaborar com a saúde mental, a autocompaixão também nos permite uma resiliência emocional muito maior e a capacidade de se recompor diante dos obstáculos da vida com mais rapidez e equilíbrio.
Antes de qualquer coisa, devemos deixar bem claro que a autocompaixão não é ter postura vitimista. Como já pudemos ver, a autocompaixão se trata da capacidade que a pessoa possui em tratar a si próprio com gentileza e compreensão.
Ou seja, se algo não der certo como se esperava, está tudo bem. A autocompaixão é ato de não deixar a culpa tomar conta de seus pensamentos e entender que é preciso levantar a cabeça e seguir em frente.
É ter em mente que se algo não deu certo, a culpa não é totalmente sua e que, se agora deu errado, não é preciso se condenar por isso e se colocar no papel de vítima, mas sim, entender que todos passam por isso e, é preciso olhar para frente e buscar por resultados positivos.
Diferente da autocompaixão, o vitimismo é quando a pessoa adota uma postura de que as coisas só dão erradas na vida dela, e na maioria das vezes se condenando por isso ou colocando a culpa em situações que aconteceram em seu passado.
Na postura vitimista, a pessoa pensa que ela não pode fazer nada para se ajudar, que não é ela o autor das próprias ações e nem da própria vida, mas sim, uma vítima de todas as circunstâncias. Ou seja, em sua cabeça, o mundo sempre conspira contra ela.
Uma atitude que é característica do ser humano, é se culpar por algo não dar certo conforme esperava, porém, a autocompaixão trabalha exatamente isso e propõe que a pessoa não se culpe tanto e saiba se confortar diante dessas situações.
Mindfulness ou atenção plena, de modo geral significa ter consciência da experiência vivida em cada momento, sempre com muita clareza e equilíbrio. É você estar sempre consciente e disposto para o que o momento está te oferecendo, te ensinando.
É você viver o presente, o momento sem se apegar e se preocupar com o que aconteceu no passado e sem ficar pensando no que possa vir acontecer no futuro. Saber lidar com sabedoria diante dos erros e sempre ter em mente que errar faz parte, e não é necessário se condenar por isso.
Temos o péssimo hábito de tentar fugir de qualquer tipo de sofrimento, sendo ele consciente ou também inconsciente, principalmente o sofrimento causado pela nossa própria autocrítica.
Além disso, estamos sempre em busca de soluções para esses sofrimentos, e não nos permitimos ao menos entender o que levou a essa determinada situação. Com isso, é importante entender que, atrelar a atenção plena, o mindfulness à autocompaixão é fundamental.
Pois, precisamos em primeiro lugar reconhecer e entender os nossos próprios erros e sofrimento, aceitando-os com plenitude, para que aí sim, possamos nos tratar com gentileza, ou seja, com autocompaixão.
Diante de todas essas informações, abaixo separamos algumas dicas importantes para que você consiga desenvolver a autocompaixão.
Por último, tente não fazer tudo ao mesmo tempo de uma só vez, e isso não vale somente pela questão de desenvolver a autocompaixão, isso também vale para qualquer momento de sua vida.
E lembre-se, é sempre importante buscar ajuda de psicólogo, para que esse processo seja levado com mais facilidade.
Agora que sabemos o que é, e como funciona a autocompaixão, entendemos que não é possível ser desenvolvida da noite para o dia e que precisa de ser praticada.
Se você sentir que essa tarefa não está sendo fácil de ser realizada sozinha, busque ajuda de um psicoterapeuta, ele é o profissional mais indicado para te orientar e te ajudar.
Além disso, você poderá compartilhar suas frustrações sem se preocupar em ter que ouvir julgamentos.
Na psicoterapia, o psicólogo irá te ajudar a entender e lidar com suas questões, te ajudará a pensar e encontrar qual caminho você deve seguir, diferente de um amigo ou familiar, que geralmente também passam pelo mesmo que você e também não saber o que fazer.
Por isso, procure um psicólogo, exponha para ele seus “monstros”, ele saberá como conduzir o tratamento e te ajudar.
Porém, é importante deixar claro que, ninguém além de você precisa querer sair dessa situação e se ajudar, até porque, a terapia é sim o melhor caminho, mas sozinha ela não trará o resultado que você espera e o tratamento pode levar um tempo muito maior.
A autocompaixão é uma ferramenta muito importante tanto na vida pessoal, quanto na profissional. Aprender a lidar bem quando as coisas não saem como o esperado e conseguir entender a sua parcela de culpa na situação pode tornar a situação mais leve.
Errar é humano e todos nós cometemos erros, e isso não quer dizer que devemos segurar toda a culpa para nós mesmos, ou não devemos superar.
Mas, sabemos que alcançar essa maturidade emocional pode ser um grande desafio. Por isso, contar com a ajuda de uma equipe variada de profissionais como psicólogos, terapeutas e coaches pode facilitar essa jornada.
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Referências
Callow, T. J., Moffitt, R. L., & Neumann, D. L. (2021). External shame and its association
with depression and anxiety: the moderating role of self-compassion.
Campos, D., Cebolla, A., Quero, S., Bretón-López, J., Botella, C., Soler, J., GarcíaCampayo, J., Demarzo, M., & Baños, R. M. (2016). Meditation and happiness: Mindfulness and self-compassion may mediate the meditation-happiness