Quem trai mais – o homem ou a mulher? Engana-se quem pensa que os homens traem mais. Homens e mulheres traem na mesma proporção, mas a traição masculina é mais evidenciada por um simples fator: os homens não sabem esconder tão bem quanto as mulheres. Quando elas traem, costumam fazer isso com mais cautela.

Falando das motivações que levam a uma traição, pode-se dizer que, ao contrário do que se pensa, a mulher não trai apenas quando envolvida emocionalmente e  que, confirmando o que sempre se viu, geralmente o homem trai por “obrigação de cumprir seu papel de macho”. Atualmente, as mulheres traem muito por curiosidade, para terem novas experiências, para se divertir e, principalmente, para testar seu poder de sedução e para se sentir valorizadas. Geralmente acontece depois de estarem em longos casamentos, nos quais a monotonia já tomou conta da relação e não há mais espaço e investimento no romance e no erotismo do casal.

Já o homem trai mais pela necessidade de variar, por puro costume cultural. Os homens são estimulados desde cedo a ter o maior número de mulheres possíveis e, com isso, acabam se acostumando com a ideia de que a variedade é necessária para ter uma vida sexual satisfatória. Muitas vezes traem pelo simples conceito de que “homem de verdade não pode negar fogo”, pela oportunidade que aparece e, na maioria das vezes, sem envolvimento emocional algum.

Claro que as razões que levam a uma traição são muito mais amplas e subjetivas do que as apontadas aqui. Mas, na maioria das vezes, a base das traições é essa para os homens e para as mulheres.

Dá para evitar uma traição?

A traição existe e dificilmente deixará de existir. Mas, será possível evitá-la? Será possível evitar sentir a necessidade de trair? Pela minha experiência clínica posso afirmar que sim. Em primeiro lugar devemos saber escolher com que pessoa queremos nos relacionar. E, principalmente, com que tipo não queremos. Por exemplo: Aquela pessoa que sai lançando cantadas para todos os lados em uma balada, que não se fixa com pessoa nenhuma, provavelmente não é a pessoa mais indicada para se investir quando se está em busca de um relacionamento sério e monogâmico.

Outro fator importante e fundamental é a comunicação do casal. Casais que se tornam cúmplices, que tem facilidade de conversar sobre sentimentos e falam sobre qualquer assunto tem menos chances de trair. Casais que trocam entre si são capazes de detectar as necessidades do outro e as falhas no relacionamento e, com isso, torna-se possível “consertar” o que está errado ou colocar elementos novos nessa parceria, fazendo com que a relação não deixe de ser interessante para nenhum dos dois.

Numa relação, vale tudo. Mas vale, principalmente, sentir-se à vontade com o outro, sentir-se seguro a ponto de poder colocar suas necessidades, vontades e fantasias. Lógico que ninguém é obrigado a aceitar e a fazer tudo o que o outro propõe. Nesse caso, o limite de cada um determina até onde o casal pode ir. Mas, quanto mais aberta e disposta for essa parceria, mais fácil fica de chegar a um lugar que satisfaça os dois.

Com amor, afinidade, respeito e cumplicidade, qualquer relação se torna mais fácil e prazerosa. E assim, fica difícil querer sair dela ou estar com outra pessoa que não seja aquela que te faz tão bem.

Sobre a autora:
*Realiza consultas psicológicas por vídeo-chamada no Zenklub.

Gabriela Monéa

Sexóloga, psicoterapeuta, especialista em sexualidade humana, coaching afetivo e sexual, relacionamentos, terapia de casal e autoconhecimento.
Gabriela Monéa

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