O Bullying está inserido nas escolas e já se tornou um problema frequente para psicólogos, psiquiatras, professores, coordenadores e pais. Consiste na agressão/ humilhação recorrente e intencional, podendo ser física, verbal, virtual e sexual.

O bullying deixa sequelas gravíssimas na estrutura emocional de uma pessoa como:  Transtorno de Pânico, Fobia Social, Depressão, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Anorexia e Bulimia e muitos outros, podendo levar ao suicídio.

“Há dois anos, atendi uma adolescente que era vítima dessas agressões na escola e para aliviar a dor que sentia, cortava-se. O mais difícil nas sessões foi fazer com que essa menina, pudesse entender e enxergar o quanto inteligente e importante ela é, reestruturar sua autoestima”.

Combatendo o Bullying

Meu nome é Mariana Amaral e sou psicóloga clínica há quase 07 anos. Atendo muitas crianças e pais no meu consultório com esta queixa. Muitas escolas ainda negam e se acomodam com essa violência entre os alunos, por não saber o que fazer e como agir, para que possamos eliminar essas agressões definitivamente, devemos reconhecer a existência do bullying, ter consciência dos prejuízos emocionais causados por ele.

Capacitar os profissionais (sempre recomendo para as escolas que busquem especialistas ou consultores externos), desenvolvendo um plano de ação para a prevenção/ educação, identificar o problema intervindo pontualmente e encaminhar de forma apropriada os casos ocorridos.

Quando o Professor é o agressor?

Neste caso a escola deverá apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis e se necessário encaminhar as instâncias superiores.

Quando o professor é o agredido?

Quando o professor sofre bullying dos alunos (podendo o desrespeito chegar a violência física) o professor deve procurar a direção, caso haja omissão, ele deverá fazer um boletim de ocorrência para se proteger.

Pais, como ajudar seus filhos?

Ajudar os filhos, pode começar com eles pequenos, exaltando seus acertos, (ao invés de sempre falar que o Fulano conseguiu, o Ciclano tem, mostre e aprimore o que seu filho tem de melhor), ressaltando as qualidades dele, certamente ele se tornará um adolescente/adulto confiante e seguro.

Estabeleça tempo para conversar com seu filho, essa convivência, esse vínculo deixará a relação pai e filho mais saudável, escute o que seu filho tem a dizer, inclusive sobre você, deixe que se expresse de forma franca. Eu recomendo que saia com seu filho sozinho, leve a um restaurante, ou para uma caminhada, mas tenha esse tempo de vocês, estabeleça uma rotina, conheça seu filho e nunca o compare.

Para finalizar este texto, o bullying é uma forma de violência que deve ser reconhecido e combatido por todos, é um problema social. As escolas tem um papel muito importante nesta briga e deve com parcerias combate-lo, não podemos aceitar ou fechar os olhos para essa violência.

Referência: Livro: Mentes perigosas nas Escolas Bullying – Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva – Editora Fontanar