A demissão remota é um modo de realizar o desligamento de colaboradores que ganha cada vez mais espaço entre as empresas.
Isso se dá por conta da disseminação do modelo de trabalho em home office durante a pandemia do novo coronavírus.
Embora seja algo corriqueiro e cada vez mais frequente dentro das corporações, nunca é fácil anunciar uma demissão.
Por isso, nós do Zenklub vamos mostrar como a equipe de RH e as lideranças de uma empresa podem se preparar para lidar com esses desafiadores momentos da melhor forma possível.
Tenha uma excelente leitura!
A demissão remota nada mais é que anunciar o desligamento de um colaborador de forma online.
Ou seja, por meio de videochamadas, um profissional será notificado de sua demissão e idealmente deve receber todo o amparo acerca dos próximos passos.
Além disso, o que é importante comentar sobre a demissão remota é que se trata de um mundo ainda pouco explorado juridicamente, o que pode trazer dúvidas nos empregadores. Vejamos…
Por incrível que pareça, não há nenhuma legislação que verse sobre como devem ocorrer as demissões online.
Isso se dá porque a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi atualizada pela última vez em 2017. Neste ano, somente o trabalho home office foi regulamentado pelos legisladores, mas nada foi escrito acerca dos protocolos a serem seguidos em um processo de demissão online.
Embora demitir remotamente ainda não seja algo próprio da CLT, não se trata de um ato ilegal, desde que siga exatamente as mesmas regras da demissão presencial.
Na teoria, não há nenhuma diferença entre a demissão online e a presencial.
Afinal, como dito antes, não há nada na CLT que verse sobre o passo a passo específico para executar bem uma demissão remota.
Na prática, a diferença é que a demissão online se dá por meio de videochamadas por celular ou computador, enquanto a presencial ocorre nas próprias dependências da corporação.
Por outro lado, nas duas modalidades é crucial que a equipe de gestão de pessoas da empresa tenha o treinamento necessário para executar um desligamento claro, respeito, assertivo e que dê todo o suporte necessário para o restabelecimento profissional do colaborador.
De fato, o processo de demissão remota é algo que exige bastante da equipe de RH e gestão de pessoas dentro de uma empresa.
Afinal, trata-se de um momento duro para os colaboradores, o qual é inerente a qualquer processo de desligamento, e ao se tratar de uma demissão online os profissionais se encontram em um cenário novo e muitas vezes desconhecido.
No entanto, a demissão remota tem vantagens em relação à presencial, veja só:
O momento da demissão nunca é fácil, seja para empresa ou para o colaborador, seja online ou presencial.
Mas há formas de tornar esse processo muito mais leve a ponto de preservar a saúde do trabalhador desligado da empresa.
Algumas dicas para o RH fazer bem o processo de demissão remota é:
Hoje em dia há uma série de sites e softwares que permitem a assinatura de documentos de forma online.
Assim, a empresa e o colaborador desligado podem assinar virtualmente toda a papelada da demissão sem nenhum prejuízo do ponto de vista legal.
Isso não só dinamiza a demissão mas também evita que o colaborador tenha que se submeter ao processo de assinatura física.
A homologação é parte crucial da demissão, pois é o momento em que se dá ciência da veracidade do processo.
Nem todo mundo sabe, mas é sim possível homologar online, desde que os documentos de homologação estejam digitalizados e assinados.
Vale pontuar que, em casos de demissões de funcionários com mais de um ano de “casa” não é preciso realizar a homologação junto ao Ministério do Trabalho.
Sim. O exame demissional não só é um direito do profissional demitido como também uma forma de resguardar a empresa de eventuais complicações.
Afinal, ao ser avaliado por um médico do trabalho, o colaborador receberá um laudo acerca do seu estado de saúde atual. Isso permitirá saber se o trabalho exerceu alguma influência no aspecto da saúde física e mental do trabalhador.
Por outro lado, em casos de eventuais processos trabalhistas, a organização pode usar o exame demissional como forma de constatar o bem estar do profissional na ocasião do desligamento.
No momento da demissão remota, é importante preparar todo o ambiente para que o colaborador não veja o desligamento como algo traumático, mas sim como uma transição.
Para que isso ocorra da melhor forma, é preciso que o profissional responsável por conduzir a reunião de demissão se mostre completamente disponível para ouvir a fala do trabalhador.
Assim, será possível criar uma relação empática em que os laços afetivos ligados ao trabalho sejam valorizados e respeitados.
Além disso, é importante tomar certos cuidados com a videochamada uma vez que é um momento crucial no processo de desligamento. Entre as dicas estão:
As principais complicações da demissão remota envolvem a sensação de falta de acolhimento e empatia por parte do colaborador.
Isso pode fazer com que o profissional desligado faça críticas a empresa, o que pode trazer prejuízos do ponto de vista corporativo.
Além disso, ao não elucidar os motivos da demissão com clareza para as equipes de trabalho, podem surgir especulações que podem ferir a autoestima e o bem estar dos profissionais desligados.
A demissão remota, assim como a presencial, também pode ter como complicações processos trabalhistas. Por isso, é essencial que o RH prepare bem o desligamento dos funcionários.
Assim como o processo de admissão, o RH deve se esforçar para oferecer aos colaboradores desligados uma demissão humanizada e assertiva.
Para isso, algumas dicas podem ser levadas em consideração:
É importante que, antes da videochamada de desligamento, o RH tenha em mente todas as pendências necessárias para efetuar o processo.
Por exemplo, passar a informação sobre a demissão para as equipes é uma parte essencial do planejamento, uma vez que permitirá o reajuste de funções e contratação de novos colaboradores.
Entre os documentos que devem ser entregues ao colaborador desligado durante o processo de demissão remota estão:
Isso dará segurança legal tanto para a empresa quanto para o trabalhador desligado.
No momento de anunciar a demissão, deve-se demonstrar com clareza o porquê da demissão, uma vez que discursos com pouca coerência podem gerar complicações psicológicas no colaborador.
Por isso, mostrar que a decisão do desligamento está alinhada com os valores e propósitos da empresa denota ao trabalhador que o problema não é pessoal, mas sim estratégico.
Nesse contexto, a pessoa demitida poderá entender com mais facilidade o acontecimento e se estruturar para buscar um novo emprego.
A corporação tem várias formas de amparar o trabalhador desligado e oferecer uma demissão humanizada. Confira algumas delas:
As lideranças da empresa podem fazer uma carta de recomendação sobre o colaborador, explicitando suas qualidades profissionais e o seu perfil de trabalho.
Dessa forma, ao usar seu networking, a empresa poderá recomendar o colaborador a outras corporações que serão beneficiadas com seus serviços.
Tal estratégia é muito interessante dentro do offboarding, pois oferece meios para que a pessoa consiga um novo emprego e não se encontre em situação de vulnerabilidade.
Como forma de zelar pelo bem estar do colaborador desligado, a empresa pode oferecer após a demissão:
Vale pontuar que de acordo com a Lei 9.656/98 em casos de demissão sem justa causa é um direito do trabalhador recorrer ao prolongamento de 6 meses do plano de saúde após a demissão.
Quando o pedido de parte do colaborador é muito importante buscar entender os motivos que o levaram a pedir o desligamento.
Afinal, o alto turnover nas empresas pode afastar talentos e dificultar a organização no alcance das metas.
Quanto mais confortável estiver o colaborador, mais provável será que ele relate todos os detalhes por trás do seu pedido de demissão.
De fato, tal tópico ganha ênfase uma vez que ainda estamos vivendo a pandemia.
Afinal, ter um trabalho traz segurança econômica para as pessoas em um momento com tantas incertezas e dificuldades.
Nesse contexto, o governo federal criou o “Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda”, conhecido como BEm, a fim de estimular as empresas a evitarem ao máximo as demissões sem justa causa.
Assim, algumas formas de evitar demissões desnecessárias são:
Por fim, a demissão remota é um processo que pode ser bastante desgastante, tanto para as equipes de gestão de pessoas como para os colaboradores desligados.
A fim de tornar o demitir remotamente é importante investir em treinamentos para reforçar as habilidades mentais necessárias para realizar as demissões de forma humanizada e assertiva.
O Zenklub conta com uma equipe de especialistas em saúde mental organizacional que auxiliam as empresas a atingirem suas metas!
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https://www.mundorh.com.br/voce-sabe-como-proceder-em-casos-de-demissao-remota/
https://www.gupy.io/blog/demissao-remota-de-funcionario
https://www.oitchau.com.br/blog/demissao-remota/
https://blog.beerorcoffee.com/2021/09/14/como-demitir-remotamente/
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