A crise de ansiedade é caracterizada por um episódio repentino e intenso de desconforto extremo e medo, acompanhado por sintomas emocionais e físicos.
Durante esses eventos, o corpo reage como se estivesse diante de uma ameaça real, mesmo quando não há perigo imediato, apresentando sintomas como batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, tremores, sudorese e tensão muscular.
Esses ataques podem aparecer de forma inesperada ou em resposta a determinados gatilhos, variando em intensidade e duração, impactando o bem-estar e a qualidade de vida. Leia o nosso artigo e entenda tudo sobre crise de ansiedade!
A crise de ansiedade é um estado psíquico em que o corpo entra em estado de alerta máximo, uma resposta de defesa automática diante de uma sensação de ameaça, mesmo que não exista um perigo real.
Essa situação está diretamente associada a maneira como o cérebro processa estímulos internos e externos, principalmente, em momentos de estresse ou sobrecarga emocional.
A crise de ansiedade pode ser identificada por sinais físicos e psicológicos que costumam surgir de forma repentina e intensa, normalmente, ligados à ativação do organismo diante de uma suspeita ou de ameaça.
Esses sintomas estão associados à liberação de hormônios do estresse, podendo se manifestar de formas diferentes em cada pessoa.
Os sintomas variam em intensidade e frequência, mas há alguns sintomas muito comuns que ajudam a reconhecer uma crise de ansiedade.
Físicos
Psicológicos
Os gatilhos da crise de ansiedade acionam uma resposta de alerta no organismo, fazendo com que o corpo reaja como se estivesse diante de um perigo real.
Esses gatilhos costumam variar de pessoa para pessoa e, normalmente, estão relacionados a fatores emocionais, ambientais e biológicos.
Entre os principais gatilhos da crise de ansiedade estão:
Além disso, fatores biológicos também contribuem para episódios de crise de ansiedade como predisposição genética e alterações químicas no cérebro.
É importante lembrar que nem toda crise está associada a um gatilho evidente. Muitas vezes, ela pode surgir repentinamente, o que reforça a necessidade de acompanhamento profissional para reconhecer padrões e desenvolver estratégias de controle.
Enfrentar esses episódios não é algo simples, por isso, é importante entender o que fazer quando está na crise de ansiedade para lidar melhor com esses momentos.
Confira a seguir algumas práticas que podem ajudar a controlar essas crises:
Um dos sintomas mais comuns é o descontrole da respiração e a falta de ar. Então, praticar exercícios para tentar controlar a respiração pode te ajudar nesse momento.
Inspire e respire de forma lenta e profunda. Dessa maneira, você vai levar mais oxigênio para o seu cérebro, reduzindo o nível de estresse e a sensação de asfixia. Mantenha esse ritmo até sentir seus músculos e mente mais relaxados.
Em uma crise de ansiedade, nosso cérebro se enche de diferentes pensamentos, emoções e informações. Isso geralmente acontece por causa da adrenalina.
Como forma de tentar controlar os seus sentidos e recuperar a autonomia sobre eles, concentre-se em organizar a sua mente, focar em sentimentos reais e no que você está sentindo naquele momento.
Muitas vezes durante uma crise, as pessoas focam em sentimentos e sensações ruins que estão passando pela mente, que podem ser um gatilho e até mesmo piorar a crise.
O ideal é você buscar distrações para o seu corpo e mente para que você desconecte essas tensões. Relembre coisas que você gosta, pessoas que você ama e busque por pensamentos positivos.
Nem sempre é simples diferenciar uma crise de ansiedade da síndrome do pânico, visto que ambas compartilham características bem parecidas. Por isso, a avaliação de um profissional de saúde mental é importante para identificar esse quadro.
Na prática, as principais diferenças estão na frequência, na intensidade e na maneira como os episódios se manifestam. Entenda a seguir
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Critério |
Crise de ansiedade |
Síndrome do pânico |
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Sintomas |
Ligados aos estresse e preocupação |
Intensos e repentinos |
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Frequência |
Recorrente ou esporádica |
Episódios frequentes caracterizam o transtorno |
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Ocorrência |
Associada a gatilhos |
Pode surgir sem causa aparente |
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Intensidade |
Moderada a alta |
Muito alta e incapacitante |
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Duração |
Variável |
Pico alto, normalmente em minutos |
O infarto é uma crise de ansiedade que costuma ser confundida, já que apresentam sintomas semelhantes como dor no peito, ritmo cardíaco e respiração acelerados, tontura, entre outros.
No entanto, os dois possuem implicações, diagnósticos e tratamentos muito diferentes. Por isso, é fundamental conseguir diferenciá-los.
Confira a seguir uma tabela comparativa:
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Critério |
Crise de ansiedade |
Infarto |
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Sintomas |
Sensação intensa ligado ao medo e estresse |
Dor no peito persistente, que pode irradiar para mandíbula, braço e costas |
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Duração |
Episódios podem diminuir depois de alguns minutos |
Pode durar mais tempo e piorar gradativamente |
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Ocorrência |
Pode ter gatilhos emocionais ou surgir de maneira repentina |
Normalmente associada a questões físicas/cardiovasculares |
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Intensidade |
Alta, podendo oscilar |
Progressiva e normalmente contínua |
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Risco |
Não tem risco imediato |
Evento grave e potencialmente fatal |
O diagnóstico nem sempre é simples, mas podemos ajudar. Por isso, faça nosso teste de ansiedade e descubra seu nível de ansiedade. O questionário leva menos de 3 minutos para fazer e é uma adaptação do teste científico GAD – Generalized Anxiety Disorder 7.
Vale lembrar também que o diagnóstico só pode ser feito por profissionais especialistas como psicólogos e psiquiatras.
A crise de ansiedade costuma ter um ciclo bem definido: início rápido, pico de intensidade e redução gradual dos sintomas.
Embora a duração possa variar, normalmente, o pico ocorre entre 10 e 20 minutos, período em que a sensação de alerta e desconforto atinge seu nível máximo.
Depois disso, o corpo inicia o processo de autorregulação, fazendo com que os sintomas se reduzam progressivamente. No total, uma crise de ansiedade tem uma duração média de 30 minutos, mas a sensação de mal-estar pode durar por mais tempo.
Ajudar uma pessoa que passa por uma crise de ansiedade exige calma, presença e empatia. Pequenas atitudes podem ajudar a reduzir a intensidade do episódio e proporcionar mais segurança.
Veja a seguir algumas orientações práticas para ajudar alguém em crise de ansiedade:
A crise de ansiedade no trabalho é mais comum em situações de alta pressão, sobrecarga e insatisfação profissional, acometendo principalmente pessoas expostas a estresse contínuo no ambiente corporativo.
Além disso, problemas pessoais também podem afetar a rotina profissional, servindo de gatilhos para as crises. Por isso, é muito importante buscar ajuda profissional e praticar o autoconhecimento para entender as causas e solução para uma crise de ansiedade.
Prevenir novas crises de ansiedade envolve mudanças no estilo de vida. Esses cuidados ajudam a regular o organismo e diminuir a recorrência e intensidade dos episódios.
Veja a seguir as principais estratégias:
Com o apoio profissional adequado e mudanças na rotina, você pode reduzir o impacto da ansiedade no dia a dia.
A crise de ansiedade pode ser tratada de maneira eficaz com o acompanhamento profissional adequado, principalmente, quando os episódios são recorrentes, intensos ou prejudicam a rotina, o trabalho e as relações.
Contar com o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra ajuda a compreender as causas, reconhecer gatilhos e aprender o que fazer quando está na crise de ansiedade de maneira segura.
A psicoterapia possibilita praticar métodos de autocontrole, autoconhecimento e prevenção de novas crises. Em muitos casos, o uso de medicamentos pode ser recomendado, mas com prescrição de um psiquiatra.
Além disso, mudanças de hábitos, como reduzir gatilhos de estresse e incluir práticas de relaxamento podem contribuir para o equilíbrio emocional.
As crises de ansiedade fazem parte de um transtorno psicológico que pode afetar gravemente o bem-estar e saúde mental de quem sofre com ela e das pessoas ao redor.
Por isso, é importante contar com o apoio de profissionais de saúde mental para garantir um acompanhamento contínuo, personalizado e seguro.
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