O lorazepam é uma medicação ansiolítica (da classe dos benzodiazepínicos), ou seja, que serve para combater a ansiedade em casos de transtornos de ansiedade e de depressão, bem como no pré-operatório.
Entre os nomes comerciais do lorazepam estão:
As doses encontradas do lorazepam são de comprimidos de 1 e 2 mg.
Embora nem todos os casos de ansiedade e tensão exijam o uso de medicações (realize seu teste de ansiedade), o lorazepam é indicado para o controle dos distúrbios de ansiedade.
Assim, esse ansiolítico tem efeito de acalmar a tensão e tranquilizar o paciente, podendo causar melhora nos sintomas de ansiedade em casos de:
No entanto, o lorazepam não serve para tratar os distúrbios de neurotransmissores associados aos transtornos de ansiedade e de depressão (isso fica à cargo dos antidepressivos como, por exemplo, a fluvoxamina).
Sabendo para que serve o lorazepam, é importante frisar que juntamente com o tratamento medicamentoso é essencial que o paciente procure realizar terapia a fim de tratar a ansiedade com maior eficácia.
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Assim como todos os medicamentos ansiolíticos (benzodiazepínicos) o lorazepam age como depressor do sistema nervoso central (SNC).
Nesse sentido, o lorazepam aumenta a ação do neurotransmissor GABA (ácido gama-aminobutírico), o maior neurotransmissor inibidor no sistema nervoso central).
Assim, essa medicação causa relaxamento e diminuição da ansiedade.
Os ansiolíticos agem no organismo de uma maneira semelhante ao álcool, por isso, não devem ser utilizados concomitantemente.
O lorazepam é indicado para diminuir a ansiedade.
Por conta desse sintoma ser comum em vários transtornos e situações, o lorazepam é indicado para conter os sintomas de condições como:
Embora o tratamento seja feito por antidepressivos, os ansiolíticos podem ajudar a diminuir os sintomas dos transtornos de ansiedade.
O lorazepam pode ser especialmente útil no início do tratamento com antidepressivos, pois nesse momento pode haver um pico da ansiedade.
Passar por cirurgias naturalmente causa ansiedade.
Por isso, alguns cirurgiões prescrevem benzodiazepínicos para reduzir a ansiedade do paciente.
A bula do lorazepam recomenda o uso da medicação na noite anterior e/ou uma a duas horas antes do procedimento cirúrgico.
O descanso é fundamental para uma vida saudável.
Nos casos de não conseguir dormir por conta da ansiedade, o lorazepam pode ser útil por conta de seus efeitos sedativos.
Mas é importante frisar que nem sempre as causas de insônia envolvem a ansiedade.
Segundo a bula do lorazepam, alguns pacientes com características específicas não podem fazer o uso da medicação, entre eles:
Além disso, algumas situações em que o lorazepam pode ser contraindicado (pesar relação risco-benefício) são:
Espera-se que em cerca de 30 minutos após o uso de lorazepam, haja uma redução dos sintomas de ansiedade como, por exemplo:
Os efeitos colaterais (secundários) que constam na bula no lorazepam são organizados de acordo com a frequência de aparecimento.
Assim, as reações podem ser classificados da seguinte maneira:
É importante ter atenção redobrada ao associar outras medicações ao lorazepam.
Nesse sentido, pode-se diminuir o efeito do ansiolítico ou aumentar seus efeitos sedativos, causando inclusive risco de vida.
Assim, alguns efeitos possíveis da associação do lorazepam com outros remédios são:
Algumas medicações podem acelerar a metabolização do lorazepam.
Por isso, relate ao seu médico todos os remédios que você está fazendo uso.
Aliás, até mesmo fármacos naturais como os fitoterápicos podem cortar o efeito dos ansiolíticos.
Em caso de superdose do lorazepam e de outros benzodiazepínicos, algumas substâncias podem ser usadas para cortar o efeito dessas medicações, entre elas:
Sim, o lorazepam, assim como os outros medicamentos da classe dos benzodiazepínicos podem causar dependência química. Esta é caracterizada por dois pontos essenciais:
As manifestações de abstinência incluem:
Esses sintomas podem ocorrer durante vários dias até mais de 1 semana após a interrupção do lorazepam.
Obs: como o álcool atua nos mesmos receptores cerebrais que o lorazepam, os sintomas da abstinência de ambas as substâncias são semelhantes.
Surge quando há aumento da capacidade de metabolizar ou excretar a droga ao longo do tempo.
Ou seja, a tolerância é um efeito da dependência química porque exige o uso de doses cada vez maiores da substância a fim de gerar os mesmos efeitos.
Obs: nem todos os ansiolíticos causam dependência química. Por exemplo, os agentes ansiolíticos não-benzodiazepínicos como a buspirona tem baixo potencial de causar dependência quando comparada ao lorazepam.
O tratamento deve sempre ser interrompido após recomendação médica.
O interrompimento deverá ser feito de maneira gradual (chamado desmame) para evitar sintomas de retirada (os de abstinência).
Segundo a própria bula, o lorazepam deve ser utilizado na menor dose e menor prazo possível, de acordo com a orientação de seu médico.
Por isso, desde o início do uso do lorazepam é importante realizar terapia, pois as técnicas psicoterapêuticas não apenas reduzem os sintomas de tensão e ansiedade, mas comprovadamente tratam transtornos de ansiedade, depressão e insônia.
Ambas as medicações são da mesma classe (benzodiazepínicos), mas seus tempos de eliminação são diferentes. A meia-vida (o tempo que 50% da substância demora para ser metabolizada do organismo) de eliminação do lorazepam é de aproximadamente 12-16 horas, enquanto do rivotril® (substância ativa clonazepam) tem a meia-vida de eliminação de 30-40 horas.
Não somente o uso intencional de grandes quantidades de lorazepam causam a superdose (dose tóxica) da medicação. Associar os benzodiazepínicos com álcool pode desencadear efeitos de sobredosagem como, por exemplo:
Em caso de sobredosagem procurar um hospital imediatamente após a ingestão dos comprimidos.
O lorazepam é um medicamento ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos que serve para diminuir a ansiedade em vários contextos.
Entre os efeitos colaterais (secundários) que constam na bula do lorazepam estão a diminuição da libido, sonolência excessiva e sensação de cansaço.
Como essa medicação pode causar dependência química, seu uso é o mais breve possível, seguindo sempre as indicações do médico responsável para realizar o interrompimento do lorazepam de forma segura.
As medicações ansiolíticas não tratam os transtornos em si, mas sim aliviam sintomas de ansiedade. Por isso, sempre busque auxílio da terapia para melhorar a saúde mental de maneira mais duradoura.
1) https://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos/658/lorazepam.htm
2) https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_lorazepam_11060_1066.pdf