O cloridrato de imipramina é um medicamento que serve para tratar, entre outras questões, quadros depressivos.
Esse fármaco está na mesma classe de antidepressivos que medicações bastante conhecidas como, por exemplo, a amitriptilina. Ou seja, a imipramina se encontra no grupo de antidepressivos chamados tricíclicos.
Há apresentações de drágeas e comprimidos de imipramina com as seguintes doses:
A imipramina tem vários nomes comerciais. O usado como referência (aquele que recebeu a patente) os nomes de Tofranil® e Tofranil Pamoato® (ambos fabricados pelo laboratório Novartis).
Embora não haja a opção de genérico, há também opções de versões similares da imipramina disponíveis no mercado, entre elas:
Basicamente, a imipramina serve para tratar depressão em suas diversas formas que são identificadas por um especialista em saúde mental, entre elas:
Além disso, a imipramina também serve para tratar outras condições como:
Veja também: Teste de Depressão
A principal ação do cloridrato de imipramina é, assim como acontece com praticamente todos os psicofármacos, no cérebro.
No caso dessa medicação, há a inibição de principalmente dois neurotransmissores, a citar:
Ambos costumam estar diminuídos em quadros depressivos e ansiosos.
Assim, o cloridrato de imipramina possui uma ação “mista”, por meio da inibição da recaptação (da fenda que separa um neurônio do outro) e posterior degradação dos neurotransmissores citados.
Além dessa ação principal, há outras ações no organismo que podem ser tanto terapêuticas como também gerar efeitos colaterais. São elas:
Devido sua ação abrangente, a imipramina serve não só para tratar questões psíquicas como também físicas.
Confira quais são as principais indicações da imipramina indicadas na bula:
Essa sem dúvida é a principal questão para a qual a imipramina é utilizada.
Ela pode ser prescrita por um médico em associação com outro remédio antidepressivo ou sozinha.
Ademais, a imipramina é útil para tratar tanto a depressão unipolar quanto a bipolar (associada a quadros de mania em pacientes com transtorno bipolar).
Crianças maiores de 5 anos que apresentem casos de micção involuntária durante a noite, podem fazer o uso de imipramina para conter o problema.
A imipramina também é uma droga segura para tratar problemas em que há dificuldade de controlar a micção (incontinência urinária).
Isso acontece porque a imipramina tem uma ação chamada alfa-adrenolítica (que contrai a musculatura da uretra, diminuindo a chance de uma micção indesejada) e também anticolinérgica (bloqueio do neurotransmissor acetilcolina, responsável, entre várias funções, pela micção).
A ação anticolinérgica também pode ajudar com quadros álgicos que perduram há algum tempo.
Afinal, esse efeito promove um relaxamento muscular, uma vez que a acetilcolina é o principal neurotransmissor relacionado com a contração muscular.
A partir do momento que os receptores de acetilcolina musculares são bloqueados pelo cloridrato de imipramina, diminui-se a tensão dos músculos, podendo promover alívio das dores.
Embora não seja o medicamento mais comum para o tratamento de transtornos de pânico, a imipramina também pode ser usada para esse fim.
A sua prescrição varia com a disponibilidade de fármacos e também com a resposta de cada paciente que deve ser analisada de forma individualizada.
Vale pontuar que todas as questões para que serve a imipramina não devem ser tratadas só com medicação, mas também é importante buscar ajuda de terapia com especialistas a fim de conseguir os melhores resultados possíveis.
Assim como todos os psicofármacos, há contraindicações para o cloridrato de imipramina. As principais são:
Espera-se que no início do tratamento com cloridrato de imipramina sintomas de ansiedade possam aumentar ou surgir.
No entanto, esses efeitos costumam durar poucos dias e, após 2 a 4 semanas, os efeitos terapêuticos para depressão já podem ser observados.
Para o tratamento de enurese noturna, incontinência urinária e dores crônicas, espera-se um efeito mais rápido.
Como a ação do cloridrato de imipramina é bastante abrangente, podem ser apresentados efeitos colaterais diversos, entre eles:
São os mais frequentes, envolvendo a possibilidade de apresentar sinais e sintomas por todo o corpo, entre eles:
Por conta desses efeitos, o medicamento é contraindicado para pessoas que tenham problemas relacionados com a ação de acetilcolina.
Sobretudo no início do tratamento com imipramina, o cérebro passa por um “estágio de adaptação” às maiores quantidades de neurotransmissores serotonina e noradrenalina.
Isso pode causar podem ser notados alguns sintomas psicológicos e até mesmo corporais, entre eles;
Nesse sentido, alguns efeitos neurológicos também podem surgir:
Uma das principais contraindicações contidas na bula do cloridrato de imipramina é referente a problemas cardíacos, uma vez que podem ocorrer efeitos colaterais fatais em caso de uso da medicação por pessoas cardiopatas.
Entre os efeitos possíveis estão:
Sobretudo se seu uso for feito em jejum (o que não é indicado), o cloridrato de imipramina poderá causar:
Além disso, embora alguns casos de pacientes que utilizam essa medicação possam ter uma diminuição do apetite, pode-se observar ganho de peso por conta da redução do metabolismo.
Em alguns casos, a imipramina pode apresentar efeitos sexuais, causando:
É importante, antes de fazer o uso do cloridrato de imipramina, relatar ao médico todos os medicamentos (inclusive fitoterápicos e outros suplementos) que se faz uso, pois algumas das possíveis interações envolvem:
Dá-se por conta de uma quantia muito alta de serotonina no cérebro.
Trata-se de uma reação que pode levar à morte e geralmente provoca os seguintes sintomas:
Pode ocorrer ao associar a imipramina com medicamentos da classe dos IMAO’s.
Por sua ação nos receptores alfa adrenérgicos, pode-se resultar em diminuição do calibre dos vasos sanguíneos e, por tabela, aumento da pressão.
Isso é especialmente preocupante ao associar imipramina com medicações como:
Algumas medicações, quando associadas à imipramina, podem gerar aumento das concentrações da substância no organismo do paciente, causando maiores chances de efeitos colaterais graves.
Os fármacos que podem causar esse efeito são:
Como a imipramina é metabolizada por enzimas do fígado, existem medicações que podem acelerar a degradação dessa substância.
O álcool, por exemplo, pode acelerar um conjunto de enzimas do grupo do citocromo P450, o que pode fazer com que a imipramina se degrade mais rápido do que deveria.
Isso causa problemas na eficácia do tratamento. Então, o recomendável é evitar o álcool ao fazer uso do cloridrato de imipramina.
O cloridrato de imipramina não gera dependência química.
Isto é, apesar de poder criar um hábito do uso e eventuais sintomas psíquicos de sua retirada, não há desenvolvimento de:
Contudo, os fármacos de receita amarela (estimulantes e opióides) e receita azul (benzodiazepínicos) podem causar dependência química.
É importante tomar certos cuidados durante o uso dessa medicação, entre eles:
O tratamento deve ser interrompido de acordo com a questão que se pretende tratar.
Por exemplo, para tratar quadros de depressão nas pessoas que nunca os tiveram antes, costuma-se interromper o tratamento por volta de 1 ano após a melhora dos sintomas.
Por outro lado, em alguns casos o uso de imipramina se dá por tempo indeterminado.
Tudo isso é estabelecido de forma individualizada pelos profissionais da saúde mental que estão acompanhando o tratamento, sobretudo o médico psiquiatra.
A sonolência é um dos efeitos colaterais possíveis da imipramina, pois se trata de uma medicação que age no cérebro e aumenta a quantidade de serotonina, neurotransmissor ligado, entre outros pontos, ao relaxamento e bem-estar.
Apesar de poder causar a diminuição de apetite (hiporexia), a imipramina pode causar a queda do metabolismo, contribuindo para ganho de peso. O recomendado é buscar auxílio nutricional para realizar uma alimentação balanceada que impeça o ganho de peso.
Nos casos de depressão, a dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg para adultos não internados e 300 mg para adultos internados. Já nos casos do tratamento para dor crônica, a dose limite para tratamento em casa é de 300 mg.
O cloridrato de imipramina é uma medicação da classe dos antidepressivos tricíclicos utilizada para tratar não só depressão, mas também distúrbios relacionados à micção e também dores crônicas.
Embora esse medicamento seja parte importante do tratamento, por si só não constitui todas ferramentas disponíveis para promover a saúde mental do paciente.
Por isso, além do uso da medicação é essencial procurar ajuda terapêutica a fim de realizar o tratamento de forma integral e eficaz.
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1) https://bula.medicinanet.com.br/bula/2796/imipramina.htm
2) https://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos/827/imipramina.htm
3)https://www.cristalia.com.br/arquivos_medicamentos/109/Bula_Imipra_Pac_AR_AM_31082017.pdf