O divalproato de sódio é um fármaco da classe dos anticonvulsivantes que é comercializado pelos seguintes nomes comerciais:
Para saber mais sobre as informações trazidas pela bula desse remédio tão importante para o tratamento de determinadas doenças, continue com a gente!
Tenha uma excelente leitura!
Divalproato de sódio serve para o tratamento de:
A mania é um estado de grande euforia, acompanhado ou não de delírios de grandeza, nos quais a pessoa crê ser alguém com muito mais fama, riquezas e poderes do que realmente tem.
Ou seja, o divalproato de sódio serve para tratar mania com ou sem características psicóticas, em pacientes adultos.
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Seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido, mas sua atividade parece estar relacionada com o aumento dos níveis do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro.
O GABA é o neurotransmissor inibitório mais importante que existe no organismo, por isso, é de extrema importância que ele esteja em equilíbrio no corpo.
Algumas dos efeitos do aumento do GABA no corpo são:
Divalproato de sódio é indicado para o tratamento de episódios agudos de mania associados ao transtorno afetivo bipolar (TAB), com ou sem características psicóticas, em pacientes adultos.
Os sintomas típicos de um episódio de mania (período distinto de humor anormalmente e persistentemente elevado, expansivo ou irritável) incluem:
Divalproato de sódio é indicado isoladamente ou combinado a outros medicamentos, no tratamento de pacientes adultos e crianças acima de 10 anos) com:
Divalproato de sódio é indicado também para prevenção da enxaqueca em pacientes adultos.
Não há evidências de que seja útil no tratamento agudo de enxaquecas.
Vale destacar que em grávidas tal indicação está contraindicada.
Algumas dos efeitos do aumento do GABA no corpo são:
O tratamento com divalproato de sódio, em alguns casos, pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de tratamento.
Por outro lado, em outros casos, é necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos benéficos.
Houve casos fatais de insuficiência do fígado em pacientes recebendo divalproato de sódio, usualmente durante os primeiros seis meses de tratamento.
A Toxicidade no fígado grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como:
Assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao invés de apresentar uma melhora no quadro convulsivo, podem apresentar uma piora reversível da frequência e severidade do quadro convulsivo (incluindo o estado epiléptico).
Além disso, o aparecimento de novos tipos de convulsões com divalproato de sódio pode surgir. Em caso de agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o seu médico imediatamente.
A administração de divalproato de sódio pode afetar a fertilidade em homens como, por exemplo:
Foram relatados casos que indicam que as disfunções relacionadas à fertilidade são reversíveis após a descontinuação do tratamento.
Amenorreia (ausência de menstruação), ovários policísticos e níveis de testosterona elevados foram relatados em mulheres.
Hipotermia pode ocorrer em pacientes utilizando topiramato e valproato em conjunto, após o início do tratamento com topiramato ou após o aumento da dose diária de topiramato.
Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes que desenvolverem hipotermia, a qual pode se manifestar por uma variedade de anormalidades clínicas incluindo:
Contraceptivos hormonais contendo estrogênio em associação com o divalproato podem deflagar aumento de crises epilépticas.
Assim, deve-se evitar a coadministração de tal anticonvulsivante com contraceptivos hormonais contendo estrogênio.
Tais fármacos podem aumentar os níveis do divalproato, elevando os riscos de toxicidade:
Há uma série de medicamentos que podem cortar o efeito do divalproato de sódio, ou melhor, aumentar a sua depuração. Entre eles;
Além disso, há pouco efeito na depuração do divalproato os antidepressivos.
Devido a essas alterações em sua depuração, a monitorização de suas concentrações e de medicamentos concomitantes deverá ser intensificada sempre que medicamentos indutores de enzimas forem introduzidos ou retirados.
Divalproato de sódio não causa dependência química, mas pode gerar sintomas de dependência psíquica que são sintomas causados pela falta do hábito da tomada da medicação.
As únicas medicações psicotrópicas que causam dependência química são as das seguintes classes:
Alerta: mulher em idade procriativa deve usar método anticoncepcional seguro uma vez que o Valproato (ácido valpróico, Valproato de sódio e divalproato de sódio) pode provocar sérios danos ao feto, particularmente no primeiro trimestre de gravidez.
Alguns casos de uso do divalproato de sódio são contínuos.
Ou seja, uma vez que esse remédio serve para tratar doenças crônicas, o tratamento pode não ter um tempo para acabar.
De qualquer forma, é indispensável seguir todas as orientações do médico, o qual irá ajustar o tempo de tratamento e a maneira como será realizado o eventual desmame de forma individualizada.
Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Entretanto, se estiver próximo do horário de tomar a próxima dose do medicamento, pule a dose esquecida. Não tome dois comprimidos de uma única vez para compensar a dose esquecida.
A dose máxima recomendada de divalproato para tratar mania e epilepsia é de 60 mg/kg/dia. No entanto, para casos de prevenção de enxaqueca doses de até 1000 mg por dia são bem toleradas.
Este medicamento deve ser mantido em sua embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (15-30ºC). Proteger da luz. Se armazenado nas condições indicadas, o medicamento se manterá próprio para consumo pelo prazo de validade impresso na embalagem externa.
O divalproato de sódio é um anticonvulsivante que não serve para tratar somente casos de epilepsia, mas também prevenir crises de enxaqueca e estados de mania.
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