O cloridrato de buspirona é um remédio ansiolítico, ou seja, que ajuda a conter sintomas de ansiedade.
Seus efeitos podem ser comparados aos dos benzodiazepínicos, uma classe de fármacos ansiolíticos. No entanto, a ação da buspirona é diferente de tais sedativos.
A versão de referência do cloridrato de buspirona é o Buspar® (Bristol-M-Squibb), mas também há a versão similar Ansitec® (Libbs).
Para saber mais sobre esse medicamento, continue lendo o conteúdo!
A buspirona serve basicamente para aliviar sintomas de ansiedade, sejam eles suscitados por um transtorno em si ou em casos pontuais de ansiedade. Assim, destaca-se que a buspirona serve tanto para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que possuem:
Embora possa ser associado a antidepressivos a fim de realizar o uso prolongado, a maior parte dos estudos com a buspirona se referem a tratamentos de no máximo 6 meses.
Apesar de não se saber exatamente como a buspirona funciona no corpo, os estudos mostram que sua ação não se assemelha aos benzodiazepínicos.
Estes atuam nos receptores do principal neurotransmissor inibitório do corpo, o GABA.
Por outro lado, a buspirona parece agir em outros mecanismos, entre eles;
Esses efeitos somados suscitam o resultado terapêutico da redução da ansiedade.
Embora a ansiedade seja um sintoma extremamente comum entre as pessoas, nem todos os que possuem essa queixa têm a indicação do uso da buspirona.
É importante, em casos de ansiedade, procurar ajuda de terapia.
Assim, o profissional irá orientar caso houver a necessidade da procura de um médico para prescrever a buspirona ou outro fármaco ansiolítico.
De acordo com as orientações da bula da buspirona, trata-se de um medicamento indicado para os seguintes quadros:
Acontece quando se observa pelo sintomas de ao menos 3 dos quadros grupos de queixas a seguir:
Ao contemplar esses sintomas, é possível que seja realizado o diagnóstico de TAG, mas este não é essencial para indicar o tratamento com buspirona, vejamos…
Trata-se de uma condição em que se sente a ansiedade de forma contínua durante pelo menos um mês, mas sem contemplar todos os sintomas anteriores.
Quando somados com sinais e sintomas depressivos, pode-se realizar o diagnóstico de transtorno misto ansioso-depressivo.
Ter consciência das contraindicações da buspirona é importante, uma vez que elas ajudam o paciente, antes da prescrição do fármaco, a esclarecer todos os pontos importantes durante a consulta com o médico.
Assim, não se deve fazer o uso da buspirona caso se apresente:
Além disso, a buspirona deve ser utilizada com cuidado nas seguintes situações:
Apesar da absorção da buspirona ser rápida e a ação máxima se dar em torno de 60 a 90 minutos após a ingestão do medicamento, seus efeitos ansiolíticos começam a notar-se apenas cerca de 1 a 3 semanas passarem.
Por isso, é recomendado que o tratamento seja prescrito por, no mínimo, três a quatro semanas.
A fim de potencializar os efeitos, o médico pode optar por combinar a buspirona com outros fármacos com ação ansiolítica, sobretudo das seguintes classes:
Assim como acontece com todos os remédios, os efeitos secundários são uma possibilidade durante o uso da buspirona.
De acordo com a bula da buspirona, os efeitos colaterais podem ser divididos de acordo com a frequência da incidência:
Mais de 10% dos pacientes que fazem uso da buspirona irão sentir um destes sintomas:
Entre 1% e 10% dos pacientes que fazem uso da buspirona irão sentir um destes sintomas:
Entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que fazem uso da buspirona irão sentir um destes sintomas:
Menos de 0,01% dos pacientes que fazem uso da buspirona irão sentir um destes sintomas:
A buspirona não tem seu mecanismo de ação muito bem definido, mas se sabe que suas propriedades envolvem vários neurotransmissores.
Por isso, a lista de fármacos que podem gerar interações com a buspirona é vasta, seguem alguns deles:
É conhecido que a buspirona é metabolizada por essa enzima produzida no fígado.
Assim, ao usar concomitantemente com outros fármacos que são metabolizados pelo CYP3A4, deve-se diminuir a dose de buspirona para evitar intoxicações. Entre esses remédios destaca-se;
Embora os IMAOs sejam uma classe de antidepressivos em desuso por conta dos cuidados alimentares que se deve ter com a utilização, é importante destacar os riscos interação deles com a buspirona.
Afinal, essa união aumenta a chance de elevar perigosamente a pressão sanguínea, necessitando intervenção médica.
Outras interações medicamentosas.
A seguir estão alguns outros fármacos que podem interagir com a buspirona:
Alguns dos fármacos citados acima podem acelerar as enzimas que metabolizam a buspirona.
Além disso, deve-se ter especial atenção com a associação da buspirona com bebidas alcoólicas, pois elas também podem não só influenciar no metabolismo do remédio, mas causar depressão do Sistema Nervoso Central (SNC).
Ingerir os comprimidos do cloridrato de buspirona após as refeições diminui o tempo de absorção do fármaco, mas não corta o seu efeito. Aliás, fazer o uso do ansiolítico desta maneira previne efeitos colaterais gastrointestinais como náuseas e vômitos.
Não foi encontrada relação da buspirona com a geração de dependência química.
No entanto, sobretudo em casos de uso prévio de benzodiazepínicos, com a retirada da buspirona pode-se apresentar os seguintes sintomas:
Por isso, é aconselhável a retirada desses medicamentos de forma gradual para evitar reações de abstinência, em especial, naqueles pacientes que tenham utilizado drogas depressoras do SNC por um longo período.
Para melhorar a segurança e eficácia com o tratamento da buspirona, aqui estão alguns cuidados básicos:
Diferente dos tratamentos com antidepressivos, os quais geralmente duram 1 ano ou mais, o tempo de uso da buspirona costuma ser no máximo 6 meses.
Isso acontece porque a maior parte das pesquisas foram realizadas com esse intervalo de tempo.
Ou seja, não quer dizer que a buspirona não serve para ser utilizada por mais tempo, mas somente que não há muitas evidências que mostram qual o perfil de efeitos em prazos maiores.
De qualquer forma, quem irá decidir quando e como interromper o tratamento é o médico e, em nenhuma hipótese, deve-se descontinuar o tratamento por conta própria.
A posologia de Buspirona deve ser determinada de acordo com a indicação do médico, no entanto, a dose inicial recomendada é de 3 comprimidos de 5 mg por dia, que pode ser aumentada, mas que não deve exceder os 60 mg por dia.
Se você se esquecer de tomar uma dose do medicamento, despreze a dose esquecida e volte ao seu esquema normal, tomando a próxima dose no horário habitual. Não tome duas doses ao mesmo tempo.
Não há nenhum indicativo na bula do cloridrato de buspirona que mencione a possibilidade de emagrecer com o uso da substância.
Portanto, a buspirona é um fármaco ansiolítico não benzodiazepínico usado para tratar a ansiedade, seja ela em transtornos que persistem por mais tempo, seja em períodos de ansiedade menores que 1 mês.
No entanto, o que precisa ser destacado é que os melhores resultados de qualquer tratamento com psicofármacos só são possíveis quando se associa o uso do remédio com a terapia.
Assim, pode-se regular com a medicação os aspectos biológicos que envolvem os transtornos como também se estruturar psicologicamente o paciente, ganhando consciência sobre si e das circunstâncias ao redor.
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1) https://www.libbs.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Ansitec_Paciente_V4-ampliada.pdf
2) https://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos/235/buspirona.htm
3) https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-buspirona/bula/para-que-serve
4) https://www.tuasaude.com/buspirona/