A carência afetiva é uma necessidade intensa e constante de afeto, atenção e aprovação dos outros. Ao contrário do que muita gente pensa, ela não se resume ao amor: aparece também nas amizades, na família, no trabalho e até na relação com os pets.
O que costuma levar a isso é a dificuldade de se sentir bem sozinho, sem a presença e a validação de alguém. Com o tempo, isso pode levar a relações de dependência, em que a pessoa abre mão de quem é para agradar e não correr o risco de perder o outro. Não há nada bom em estar com o outro só para preencher um certo vazio…
No artigo de hoje você vai entender o que é a carência afetiva e suas consequências. E ainda irá aprender como construir relacionamentos mais saudáveis. A carência afetiva pode se demonstrar de diferentes formas a depender do sexo da pessoa e do modo de criação do sujeito.
A carência afetiva quase nunca tem uma causa única. Ela costuma se formar pela soma de fatores ao longo da vida e pela validação ou repetição de comportamentos que alimentam ainda mais a carência.
Na psicologia, a carência afetiva costuma estar ligada ao apego ansioso, um padrão de vínculo que se forma nas primeiras relações da vida. Quem cresce com esse padrão convive com o medo persistente de não ser amado ou de ser deixado. Entender isso é um passo importante para construir relações mais equilibradas. Os mais comuns são:
Experiências da infância: falta de afeto, negligência emocional ou ausência dos cuidadores podem deixar a necessidade de validação como marca para a vida adulta.
Baixa autoestima: quem não se sente suficiente tende a buscar no outro a confirmação do próprio valor.
Traumas e relações anteriores: rejeições, abandono ou relacionamentos abusivos podem alimentar um medo constante de perder quem se ama.
Perdas importantes: lutos, separações e divórcios podem despertar ou aprofundar a sensação de vazio.
A carência não é mais ou menos expressa a depender do sexo. O que muda é a forma de expressar, por influência da criação. As mulheres costumam ser ensinadas desde cedo a cuidar, a agradar e a segurar os laços. Nelas, então, a carência costuma aparecer de um jeito mais voltado para fora: anular as próprias vontades e buscar o tempo todo a confirmação de que são amadas.
Os homens, em geral, são ensinados a não demonstrar fragilidade. Neles, a mesma carência pode se esconder atrás do silêncio, da dificuldade de pedir ajuda ou de sinais indiretos, como o ciúme e o controle. São padrões culturais, com exceções, e que podem se inverter ou se misturar em qualquer pessoa.
Checar o celular do parceiro atrás de reafirmação, ficar mal quando a mensagem demora ou para no visto, aceitar planos que não quer só para não desagradar, sentir um vazio nos fins de semana ou feriados sem a presença do outro. A carência afetiva pode abrir espaço para relacionamentos controladores, com dependência excessiva e até violência psicológica. Por isso, é importante reconhecer a situação o quanto antes e entender a situação. A seguir estão alguns sintomas que podem te fazer ligar o alerta:
Já deixou de fazer algo com medo de desagradar o parceiro ou a parceira? Isso é algo comum? Você deixou de lado muitas coisas que gosta só porque o outro não quer que você faça? Se isso é frequente, isso pode ser um sintoma de carência afetiva…
Na vida, é preciso saber decidir. E para seguir aquilo que se acredita algumas coisas não vamos querer. É claro, não é? Bem, as pessoas que estão num relacionamento por carência, muitas vezes deixam de lado o que realmente querem para “proteger” a relação. Isso é ruim para a relação e também para quem deixa de se expressar.
Relacionamentos saudáveis podem ter momentos mais difíceis, mas devem fazer a pessoa se sentir leve e tranquila boa parte do tempo. Ou seja, dentro de uma relação a meta é que um ajude o outro a ser mais feliz enquanto aprender a lidar com o outro. Não há necessidade da união para haver felicidade, mas a presença mútua intensifica a alegria. Já em um relacionamento em que a carência afetiva predomina, é comum que os parceiros se sintam mais ansiosos e tristes quando estão juntos…
Vamos ver agora o porquê se deve atuar rápido para acabar com a carência afetiva nas relações.
Só quem já passou por um relacionamento com carência afetiva sabe o quanto ele marca. Tais cicatrizes demoram anos para sair ou até mesmo nunca deixam por completo a mente. Isso faz com que as pessoas envolvidas nesse tipo de relação tenham dificuldade de construir novos laços afetivos.
Não há nada melhor que viver a vida com consciência. O relacionamento alicerçado na carência afetiva tira a personalidade de uma das partes. Isto é, a pessoa que sofre da carência deixa de ser quem é para agradar o outro. Em outras palavras, a vida dela fica em 2º plano.
Como dito antes, um dos sintomas da carência afetiva (seja masculina, seja feminina) é a ansiedade e/ou tristeza. Quando esses sintomas se acumulam, eles crescem e se tornam uma bola de neve. Nesse contexto, podem surgir transtornos da mente como, por exemplo, a depressão ou a Síndrome do Pânico.
Sim! Há formas de lidar com o problema. A principal delas é, claro, sair do relacionamento que causa isso. Depois, é importante buscar ajuda especializada para entender a fundo a situação, evitar repetir a situação e buscar desenvolver novos comportamentos para não que isso seja menos provável de acontecer.
Como amar o outro quando você ainda não sabe se amar? Estar bem consigo próprio é o melhor caminho para evitar a carência afetiva. Dessa forma, você irá procurar uma pessoa para “transbordar” aquilo que já está cheio. Ou seja, o outro não irá preencher vazio nenhum, pois você já se sente completo ou completa só.
Cada detalhe importa. Um simples olhar, um “bom dia”. Tudo isso é motivo para alegrar o dia. Assim, ao valorizar as pequenas coisas da sua rotina e ter gratidão em relação a elas, você construirá mais satisfação na vida e não mais dependerá do outro para ser feliz.
Metas são como faróis. Elas iluminam o caminho para orientar nossos passos. Dessa forma, criar metas específicas e claras te motivará a buscá-las. Por consequência disso, você irá superar qualquer carência que ainda te perturbe.
Você só estará bem com a presença do outro, quando estiver bem consigo. Sendo assim, é importante que você faça aquilo que te faz se sentir melhor. Por exemplo, a prática regular de exercícios físicos ajuda a liberar endorfina, um hormônio que causará mais bem-estar para você.
A cada sessão de terapia, você terá mais consciência sobre si. Através do autoconhecimento, é possível saber exatamente o que é importante para você. Então, um passo muito importante para superar a carência e viver em 1ª pessoa é buscar ajuda de um especialista em saúde mental.
Agora você tem tudo o que é preciso para encontrar um novo amor… Você sabe que o verdadeiro “hormônio da felicidade” está dentro do seu coração… No entanto, antes de se envolver com alguém, pondere bem o que você mais valoriza em uma pessoa. Lembre-se que, se a sua intenção for ter um relacionamento sério, é preciso saber quais são as qualidades da outra pessoa e como a vida dela se alinha com a sua própria vida para existir uma relação saudável e duradoura.
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