A cultura do cancelamento é um tema que em alta no mundo virtual. Por conta das repercussões em reality shows, essa se tornou uma das principais discussões no mundo online, com grande impacto na vida offline também. Mas antes de explicar o que é a cultura do cancelamento, é necessário entender a raiz dessa questão e definir o que é cancelar.

O termo “cancelar alguém” implica em expor nas redes sociais alguém que teve uma atitude ruim, e isso na maioria das vezes acontece com uma pessoa famosa. O objetivo dessa exposição é chamar atenção para temas importantes mas negligenciados. Como por exemplo a justiça social, preconceito e preservação ambiental. Essa é uma maneira de dar voz aos grupos que são deixados de lado. Ou seja, o foco é desconstruir costumes ruins com o destaque na mídia que as pessoas famosas têm.

Apesar da cultura do cancelamento ter começado há alguns anos, esse movimento ganha ainda mais força por conta das redes sociais. Quando algo cai na internet é difícil controlar.

Como funciona o cancelamento?

Um usuário de rede social, como por exemplo Twitter, Facebook, Instagram, presencia uma atitude considerada errada de algum famoso, seja ele ator, músico, influenciador digital, atleta ou o que for. Então, ele divulga a atitude “questionável” nas redes, sugerindo o cancelamento.

É comum até mencionar outros influenciadores ou autoridades públicas para aumentar ainda mais o alcance da mensagem. Em questão de horas, esse post se replica milhares de vezes.

Com a chuva de menções negativas causada pelo cancelamento nas redes sociais, a pessoa tem a sua reputação manchada e chega a perder patrocinadores, trabalhos e dinheiro. O cancelamento pode ser temporário ou até mesmo definitivo.

E, normalmente, um pedido de desculpas não é suficiente para acalmar os ânimos da internet. Dessa forma, uma discussão que começou online teve resultados offline, afetando a vida real da pessoa.

O embate do cancelamento

A cultura do cancelamento é polêmica. Há pessoas que apoiam esse movimento, assim como tem outras que condenam. A questão é o que justifica um cancelamento e quem tem o poder de cancelar alguém.

Há quem considere válido o cancelamento para uma figura pública que cometeu algum ato criminoso ou que afeta as lutas sociais. Como por exemplo o racismo, xenofobia, intolerância, seja ela de qualquer tipo, preconceito com classes sociais e com gênero em geral, como homofobia, bifobia, transfobia etc.

Nesses caso, o cancelamento seria uma punição, como uma maneira de educar e de fortalecer aquela luta que ela ofendeu. A ideia é fazer entender que certos comportamentos, antes considerados normais, hoje não são mais aceitos.

No entanto, coisas banais também serviram para gerar cancelamento, como quando algum famoso fala mal de outro, ou quando declara que não gosta de algo que está muito popular naquele momento.

Nessas situações, antes de cancelar alguém, é necessário ter cautela e avaliar o impacto daquela atitude para a sociedade. Afinal, errar é humano e todo mundo é falível.

Além disso, um cancelamento pode causar sérios problemas em uma pessoa, principalmente psicológicos. Os danos são ainda maiores quando o “cancelado” é uma criança ou adolescente. Ou seja, o cancelamento também pode ser uma forma de disfarçar o bullying.

Sobre o poder de cancelamento, não há uma regra. Nem sempre alguem merece um cancelamento e nem sempre quem começou uma campanha de cancelamento tinha uma trajetória imaculada. Na prática, as pessoas mais ativas em redes sociais e com uma boa audiência são as que têm mais poder de incitar um cancelamento.

A cultura do cancelamento é boa ou ruim?

A internet, embora seja um ambiente que têm suas regras e leis, não oferece uma proteção ágil. Muito menos define quem pode ou não ser cancelado. Nesse sentido, a cultura do cancelamento é ruim, pois cria a sensação de que ganha quem fala mais alto, independente do argumento. Isso dificulta a convivência social e ainda estimula a intolerância.

Portanto, para que a cultura do cancelamento não seja só uma mobilização aleatória, é preciso que a gente pense e reflita bem. O ideal é que isso promova uma sociedade mais esclarecida e harmônica.

O que fazer com a cultura do cancelamento?

Por outro lado, a cultura do cancelamento traz a oportunidade para que as pessoas entendam questões sociais, já que ela abre espaço para discussão desses temas em vários grupos.

Além disso, debater sobre esses problemas da sociedade na internet é uma chance de constituir novas mobilizações e melhorar as redes sociais. Por exemplo, com a criação de fóruns públicos para que a cultura do cancelamento seja algo realmente eficaz e positivo.

Sendo assim, a cultura do cancelamento é uma tendência que precisa ser modulada. Assim, se tornará uma ferramenta para que cidadãos, educadores, ativistas e qualquer pessoa bem intencionada possa causar um impacto positivo na sociedade.

Também devemos considerar o seu poder de promover a adoção de boas práticas para empresas e marcas. Em resumo, embora seja passível de causar danos (como tantas outras coisas), a cultura do cancelamento pode servir para o bem comum. E é por isso que devemos trabalhar, já que parece ser o tipo de fenômeno que dificilmente cairá no esquecimento.

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Publicado por:

Jo Melo

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Jo Melo

Redatora no Zenklub e especialista em Comunicação e Marketing Digital. Sou mãe, indígena, apaixonada por gatos, artes marciais, sociedade e literatura. No Blog do Zenklub trago assuntos relacionados a raça/etnia, trabalho, mulheres, maternidade, bem-estar e autoconhecimento.