Saúde financeira e emocional

10 outubro, 2020 |

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Tivemos um papo super rico com Ricardo Amorim, economista e apresentador em nosso podcast de saúde emocional, o Zencast. Para saber mais sobre o tema, ouça o episódio no player e leia o artigo abaixo.

Saúde financeira e emocional andam lado a lado. Há quem diga que ambos não se completam, mas não é bem assim. Quando sua saúde emocional não vai bem, a financeira tende a ser igual. 

Para Ricardo Amorim, convidado deste episódio, existem dois componentes básicos que determinam a nossa saúde emocional: 

1 – Ela depende de nós. Ou seja, depende de como lidamos com as situações do nosso dia a dia. De como agimos a determinados acontecimentos.

2 – Depende da nossa realidade. Em muitos momentos da vida, somos impactados por acontecimentos que podem fugir do nosso controle. Como vida emocional, carreira, saúde, família e a situação financeira.

Nestes dois pontos acima, ele explica que para nos sentirmos melhores em relação à nossa vida financeira, primeiro, é preciso cuidar da saúde emocional. 

Quando estamos com o emocional abalado, a tendência é cair em golpes financeiros como pirâmides e o tal “seja rico rápido”, além disso, fazer dívidas e gastar com coisas desnecessárias se tornam muito comuns. Já quando há um equilíbrio, os riscos são menores. 

Para o convidado: 

“Quanto mais tranquila a pessoa é, mais ela é pé no chão e pode tomar as melhores decisões em relação ao seu dinheiro.”

Pandemia e Finanças

Sobre o momento que estamos passando, a pandemia, Ricardo Amorim levanta alguns pontos interessantes sobre a questão financeira. Ele diz que é importante olharmos para os dois lados, tanto financeiro, quanto de saúde física também. 

Ou seja, é fundamental que planos referentes à conscientização sejam feitos, mas sem parar a economia, a mesma coisa, com planos para a economia em relação à saúde. Ambos devem ser levados em consideração. 

Aprendizados durante a pandemia

Para finalizar, o convidado traz algumas reflexões importantes sobre aprendizados que servem para todos os momentos da vida. Não apenas para o momento que estamos vivendo.

“Primeiro, devemos ter convicções muito fortes de como a gente acredita que as coisas são ou deveriam ser, viver de acordo com elas, não perguntando nada e assumindo que elas são sempre verdadeiras e a gente se sente satisfeito e a vida vai bem. 

Quando a vida prova que algo daquelas convicções estavam erradas, a gente sofre muito. E essa é a grande questão. 

Eu acho que cada uma dessas situações nada mais são do que oportunidades de aprendizado. O que estamos vivendo hoje é muito doloroso e complicado e difícil. E isso, nada mais é do que a maior oportunidade de aprendizado que nós temos.”

Por fim, o que vai acontecer daqui pra frente, vai depender de como nós como indivíduos e coletivos vamos agir. Por isso, é importante olhar para as atitudes que estamos tomando. Reconhecer erros não é fácil, mas é importante para o nosso crescimento e experiência.

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“Nossa vida é uma eterna sequência de aprendizados.”

Convidado

Ricardo Amorim

Economista, empreendedor e apresentador do programa Manhattan Connection da GloboNews, Ricardo Amorim é palestrante e colunista da Revista Revista IstoÉ.

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