Inteligência Emocional

12 julho, 2021 |

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Este episódio do Zencast traz um bate-papo com Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional, sobre o que é inteligência emocional e como aplicá-la no dia a dia para conseguir lidar melhor com as emoções.

Começando pelo começo: o que é inteligência emocional?

Izabella e Rodrigo escolheram o ponto de partida ideal para começar a conversa: definir esse conceito que ainda é muito nebuloso para as pessoas. De forma muito básica, inteligência emocional é a habilidade de lidar com as nossas emoções de forma saudável, entendendo o que elas significam e respondendo da maneira apropriada.

Rodrigo explica:

É uma habilidade muito recente, um bebê. Começamos a falar sobre ela em 1960 e se firmou de verdade nos anos 90, se desenvolvendo mais de lá pra cá.

A ciência das emoções.

Nossas emoções têm mais de 6 milhões de anos. Isso significa dizer que esse é o tempo de existência (e evolução) que tem a parte do nosso cérebro responsável por elas. Uma outra parte, que é mais racional e “responsável pela nossa razão”, é muito mais jovem. É o chamado “novo córtex”, que tem entre 200 e 300 mil anos.

Nos seus 6 milhões de anos, a parte límbica do cérebro (essa que interpreta as emoções) se desenvolveu o suficiente para processar entre 40 e 100 milhões de impulsos neurais por segundo. Já a mais jovem, evoluiu o suficiente para processar apenas 40 impulsos por segundo.

Resumindo, Rodrigo explica: 

A parte emocional do nosso cérebro é mais desenvolvida e pelo menos 1 milhão de vezes mais rápida do que a nossa razão.

As 5 emoções originais

A partir daí, Rodrigo explica que todos os nossos sentimentos têm como origem 5 emoções principais: medo, raiva, tristeza, alegria e amor. Todo o resto são derivações dessas. 

Tem outra coisa que é importante de lembrar: nossas emoções são nossas, mesmo que os gatilhos sejam externos. Se alguém nos diz algo que nos deixa triste, aquela pessoa pode ter sido o gatilho, mas a tristeza acontece em mim e só eu posso decidir como vivê-la.

Nesse sentido também, as emoções sempre tiveram uma função para o ser humano (para aquele que as sente). Por exemplo, se uma experiência te deixa alegre, você procura repeti-la. O medo, por outro lado, tende a nos afastar do perigo. É por isso que reconhecer as próprias emoções é tão fundamental para saber reagir a elas.

Colocando em prática

A inteligência emocional é um aprendizado que leva tempo. A terapia, por exemplo, é uma das formas de aprender mais sobre isso e saber lidar melhor com as emoções. Mas Rodrigo propõe 3 ações que podem ser um começo na jornada prática da saúde emocional.

  • Pare e feche os olhos. Se um dos maiores problemas de reagir às emoções é fazer isso no impulso, fazer uma pausa antes da reação é o primeiro passo. E fechar os olhos pode ajudar porque é uma forma de diminuir o número de estímulos externos à nossa mente. Isso facilita ter foco.
  • Se pergunte sobre aquela emoção. O cérebro não fica sem respostas. Se você se perguntar onde aquela emoção começou, o seu cérebro vai te trazer essa resposta. 
  • Trace um plano para lidar com aquela emoção. Uma vez que você sabe porque aquele acontecimento despertou aquela emoção, você consegue descobrir como trabalhá-la e como reagir.

Por fim, Fonseca nos propõe uma reflexão sobre o momento atual:

Essa pandemia só escancarou o que sempre existiu: uma eterna incerteza. A gente se cercou de rotina, trabalho, tecnologia e um monte de coisas para ter a ilusão de que a gente tem controle. Mas a gente não tem controle de nada. É preciso abraçar mais a incerteza.

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