A importância da pausa

12 julho, 2021 |

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Izabella Camargo convida o jornalista e escritor Patrick Santos para uma conversa sobre a importância de se fazer certas pausas na vida para manter a saúde mental e o sentido de propósito vivos.

Uma vida sem pausa adoece.

Essa é uma das frases iniciais que Patrick Santos compartilha com a gente nesse episódio do Zencast. Depois de fazer carreira na Jovem Pan, o jornalista começou a sentir que aquilo não fazia mais sentido. Aos poucos, foi sendo tomado por uma sensação de que aquele ciclo precisava ser encerrado para que outro começasse.

E foi assim que a importância da pausa se tornou uma pauta importante para ele e deu início a uma jornada de tirar um ano sabático, escrever um livro e produzir um documentário.

Interprete os sinais.

A questão sobre as pausas é que elas sempre vem. No caso de Patrick, veio de forma voluntária, mas se você ignorar os sinais do seu corpo pedindo para desacelerar, pode vir de forma forçada também. É assim que burnouts ou casos de ansiedade surgem, por exemplo.

O meu corpo começou a dar sinais. Comecei a ter problemas no estômago, problemas na pele. Meu processo criativo estava indo embora. Eu me sentia psiquicamente pesado.

Patrick entende que ter identificado os sinais e ter decidido fazer algo a respeito do que estava vivendo evitou que tivesse chegado a um estado de adoecimento. E mais do que isso, a pausa possibilitou que ele abrisse os olhos para outras coisas que eram importantes para ele.

Pausar com responsabilidade.

Outro benefício de praticar as pausas quando você ainda está bem é poder fazer isso de forma responsável. As grandes pausas são melhores e mais plenas quando feitas de forma planejada.

Claro que essa não é uma decisão que você toma da noite pro dia. Precisa ser planejado, precisa ser com a construção de apoios da família, da empresa, mas precisa ser feito.

O jornalista embarcou no seu sabático após um período de planejamento financeiro, com apoio familiar e até um processo saudável de desligamento da empresa. Foi isso que o permitiu, de fato, aproveitar esse tempo com qualidade e renovar seu senso de propósito.

Mas o fato é que nem toda pausa precisa ser um ano sabático. É possível fazer pequenas pautas: se dar 10 minutos para tomar um café, brincar com seu cachorro de manhã, aproveitar o horário de almoço para uma atividade diferente. São pequenos sabáticos que te permitem abrir espaço para refletir sobre como você está se sentindo.

Viva os aprendizados

Patrick compartilhou alguns aprendizados que teve durante a sua pausa e que podem nos ajudar a entender quando é o momento de fazer as nossas.

O primeiro é o minimalismo, mas não no sentido que estamos acostumados. Não tem a ver necessariamente com adotar a ideia de se dar menos e de viver com menos em todos os aspectos da vida, mas com identificar: o que é supérfluo para você? Existe sempre alguma coisa que podemos fazer menos ou de forma mais simples.

Outro aspecto que diz muito sobre a importância das pausas é a morte.

Isso sempre mexeu demais comigo. A morte, a finitude. Com a pandemia, parece que a gente descobriu que a morte existe, mas ela sempre esteve ali. 

Entender que há um fim nos guia para aproveitar verdadeiramente o que nós temos e o que realmente queremos.

A própria pandemia é uma grande pausa forçada. E, em que pese toda a dor que ela causou e ainda está causando, olhar para como essa grande pausa global mudou o mundo e as pessoas mostra que talvez as pequenas pausas, feitas de forma voluntárias e muito mais saudáveis, são necessárias.

Por fim, Santos lista algumas perguntas cujas respostas podem ser pontos de partida interessantes para você planejar a sua pausa: 

  • O que eu quero para a minha vida? 
  • O que tem me feito feliz? 
  • Como eu quero chegar lá?
  • O que não está legal agora?

Fazer uma pausa voluntária, na hora certa e de forma planejada, é sempre melhor do que parar porque seu corpo está começando a parar por você.

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