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Sintomas de ansiedade: sinais físicos e emocionais

Escrito por Rui Brandao | 21/11/2024

A ansiedade é uma resposta natural do corpo diante de situações de medo, estresse ou preocupação. Os sintomas de ansiedade costumam se manifestar em sinais físicos, emocionais e comportamentais.

Contudo, quando são frequentes, intensos ou difíceis de controlar, podem sugerir um transtorno de ansiedade, impactando em diferentes áreas da vida.

Neste artigo, você vai conhecer os sintomas de ansiedade no corpo e como identificá-los. Vamos lá?

Quais são os principais sintomas de ansiedade?

Os sintomas de ansiedade podem se manifestar em sinais físicos, emocionais e comportamentais, gerando impactos significativos no desempenho profissional, nas relações sociais, na qualidade de vida e na saúde mental.

Veja a seguir os sinais mais comuns da ansiedade:

Sintomas físicos da ansiedade no corpo

Os sintomas físicos da ansiedade no corpo costumam acontecer porque o corpo entra em estado de alerta constante. Nesse processo, o cérebro produz substâncias ligadas ao estresse, causando alterações físicas reais, que podem atingir várias regiões do corpo.

Entre os principais sintomas de ansiedade no corpo, estão:

  • Tensão muscular;
  • Fadiga;
  • Alterações no sono;
  • Sudorese;
  • Boca seca;
  • Náusea;
  • Tremores;
  • Formigamento;
  • Alterações intestinais;
  • Tensão na mandíbula.

Sintomas de ansiedade no coração (taquicardia, dor no peito e palpitações)

A ansiedade pode causar sintomas cardíacos intensos, especialmente em situações de estresse intenso ou crises de ansiedade, porque o organismo ativa mecanismos de alerta, liberando adrenalina e acelerando diferentes funções do organismo.

Entre os principais sintomas de ansiedade no coração, destacam-se:

  • Dores no peito;
  • Sensação de sufocamento;
  • Ritmo cardíaco irregular;
  • Sensação de pressão no tórax;
  • Aperto na região do tórax.

Embora esses sinais sejam comuns em quadros de ansiedade, o ideal é buscar orientação médica, sobretudo quando aparecem pela primeira vez, são intensos ou acompanhados de dores persistentes e desmaios.

Essa avaliação contribui para descartar problemas cardíacos, garantindo um diagnóstico preciso.

Sintomas de ansiedade na cabeça e rosto

A ansiedade também pode desencadear sintomas na cabeça e no rosto em razão do estresse constante, tensão muscular e alterações respiratórias causadas pelo estado de alerta do organismo, podendo surgir de maneira intensa durante crises de ansiedade.

Veja a seguir os principais sintomas de ansiedade na cabeça e rosto:

  • Tensão facial;
  • Dores de cabeça e nos olhos;
  • Tontura;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Pressão na cabeça;
  • Sensibilidade à luz;
  • Audição reduzida;
  • Dor na mandíbula;
  • Sensação de cabeça leve.

Sintomas emocionais e psicológicos da ansiedade

Os sintomas emocionais e psicológicos da ansiedade estão ligados à maneira como a mente reage à preocupação, ao medo e ao estresse frequente, podendo variar de intensidade e frequência, afetando diferentes áreas da vida.

Esses sintomas podem ser divididos entre sinais emocionais e cognitivos.

Sintomas emocionais da ansiedade

  • Irritabilidade;
  • Nervosismo constante;
  • Sensação de perigo iminente;
  • Angústia;
  • Medo excessivo;
  • Sensação de perda de controle.

Sintomas cognitivos da ansiedade

  • Pensamentos acelerados;
  • Preocupação excessiva;
  • Dificuldade de concentração;
  • Brancos mentais;
  • Pensamentos repetitivos ou obsessivos;
  • Sensação constante de que algo ruim vai acontecer.

 

Como saber se estou com ansiedade?

Alguns sintomas clássicos podem ajudar a reconhecer quando a ansiedade passou a impactar o dia a dia de maneira mais intensa.

O primeiro passo é observar a intensidade, a frequência e a duração dos sinais de ansiedade. Além disso, outros pontos de atenção incluem:

Os sintomas ocorrem várias vezes por semana?

A ansiedade atrapalha as atividades diárias, como trabalho, estudos, sono ou relacionamentos?

Os sintomas persistem há mais de 6 meses?

Se a resposta for “sim” para um ou mais desses critérios, o ideal é buscar avaliação profissional.

Sintomas de crise de ansiedade

A crise de ansiedade é um episódio agudo e intenso, diferente da ansiedade crônica, que normalmente ocorre de maneira frequente ao longo do tempo.

Durante a crise, os sintomas costumam surgir repentinamente e podem provocar sensação de perda de controle.

Entre os principais sintomas de crise de ansiedade, destacam-e:

  • Palpitações intensas e súbitas;
  • Sensação de morte iminente;
  • Taquicardia;
  • Falta de ar;
  • Tremores incontroláveis;
  • Dor ou aperto no peito;
  • Tontura;
  • Sensação de despersonalização ou desrealização;
  • Sensação de perder o controle.

Na maioria dos casos, a crise de ansiedade alcança seu pico em aproximadamente de 10 minutos e depois os sintomas começam a diminuir de forma gradual.

Ansiedade pode causar sintomas físicos graves?

Sim. A ansiedade pode desencadear sintomas físicos intensos, especialmente na respiração, no coração e no sistema digestivo.

Os principais sinais físicos graves chamados de somatização da ansiedade incluem falta de ar, taquicardia, náusea, tontura e tensão muscular, podendo surgir quando o sofrimento emocional causa reações reais no corpo.

Apesar do desconforto, esses sintomas físicos de ansiedade não costumam provocar danos permanentes aos órgãos. Contudo, é fundamental buscar avaliação médica para descartar outras condições e garantir o diagnóstico adequado.

Sintomas de ansiedade em crianças e adolescentes

Os sintomas de ansiedade em crianças e adolescentes costumam ser diferentes daqueles observados em adultos.

Em muitos casos, os sinais surgem por meio de dificuldades escolares, mudanças de comportamento ou queixas físicas constantes, podendo dificultar a identificação da ansiedade.

Entre os principais sinais, destacam-se:

  • Recusa escolar;
  • Irritabilidade excessiva;
  • Dor de barriga ou dor de cabeça frequentes;
  • Dificuldade de separação dos pais;
  • Comportamentos regressivos;
  • Dificuldade com mudanças;
  • Alterações no sono;
  • Dificuldade de concentração;
  • Isolamento social.

Em crianças menores, a ansiedade pode provocar também medo constante, apego intenso aos pais ou responsáveis ou choro excessivo.

Em adolescentes, é comum surgir outros sinais, como preocupação excessiva, insegurança social e queda no rendimento escolar.

Nesses casos, os pais devem buscar ajuda profissional, principalmente, quantos os sintomas de ansiedade começam a prejudicar a rotina, os estudos, as relações sociais e o sono.

Como diferenciar ansiedade de medo?

Embora sejam sensações semelhantes, medo e ansiedade apresentam diferenças importantes.

O medo é uma resposta natural diante de uma ameaça concreta, pontual e imediata, como perceber uma situação de perigo ou quase sofrer um acidente.

Por outro lado, a ansiedade normalmente está associada à antecipação de situações futuras, muitas vezes sem que haja uma ameaça real.

Um exemplo é imaginar frequentemente que alguma coisa ruim vai acontecer ou sentir preocupação intensa dias antes de uma entrevista de emprego.

Diferença entre ansiedade e depressão

A ansiedade e a depressão possuem sintomas semelhantes e, em muitos casos, podem ocorrer ao mesmo tempo.

A depressão normalmente está ligada à desesperança, tristeza profunda e perda de interesse no presente, já a ansiedade normalmente está relacionada à preocupação excessiva com o futuro.

Além disso, ambas podem provocar pensamentos negativos, dificuldade de concentração, mudanças no sono e isolamento social. Confira uma tabela com as principais diferenças:

Ansiedade

Depressão

Medo do que pode ocorrer

Dificuldade de considerar cenários positivos

Estado de alerta frequente

Desânimo e sensação de vazio

Pensamentos acelerados

Lentidão mental

Preocupação constante

Falta de interesse e motivação

Foco excessivo no futuro

Foco em desesperança e tristeza

Vale lembrar que, dependendo do caso, ansiedade e depressão coexistem, o que exige um acompanhamento profissional.

Quais são as causas da ansiedade?

A ansiedade pode ter origens diversas, podendo envolver uma combinação de fatores emocionais, biológicos e ambientais. Confira a seguir alguns exemplos:

1. Fatores genéticos e biológicos

  • Predisposição genética;
  • Maior sensibilidade cerebral ao estresse;
  • Desequilíbrios de serotonina e cortisol;
  • Histórico familiar de transtornos de ansiedade.

2. Experiências de vida e traumas

  • Perda de familiares ou pessoas próximas;
  • Vivências negativas durante a infância;
  • Experiência de abuso, violência ou acidentes.

3. Fatores ambientais e estresse

  • Problemas financeiros;
  • Sobrecarga no trabalho ou estudos;
  • Conflitos familiares ou relacionamentos difíceis.

4. Condições médicas associadas

  • Distúrbios do sono;
  • Oscilações hormonais;
  • Uso excessivo de álcool, cafeína ou outras substâncias.

O que fazer durante uma crise de ansiedade (passo a passo)

Durante uma crise, os sintomas de ansiedade podem parecer apavorantes, mas saiba que eles costumam diminuir de forma gradual depois de alguns minutos.

Para amenizar essas sensações, há técnicas que ajudam o corpo e a mente a controlar o estado de alerta.

Confira um passo a passo para reduzir os sintomas de ansiedade:

  • Reconheça que é uma crise de ansiedade

Lembre-se que, apesar da aflição intensa, os sintomas tendem a ser passageiros. Reconhecer que essas sensações são parte de uma crise pode ajudar a aliviar o medo naquele momento.

  • Pratique a respiração 4-7-8

Inspire pelo nariz por 4 segundos, segure o ar por 7 segundos e expire devagar pela boca por 8 segundos. Repita algumas vezes para desacelerar o corpo.

  • Use a técnica 5-4-3-2-1

Pare e observe ao seu redor e identifique:

  • 5 coisas que pode ver;
  • 4 coisas que consegue tocar;
  • 3 sons que dá para ouvir;
  • 2 cheiros que consegue sentir;
  • 1 coisa que pode saborear.

Essa técnica de respiração permite trazer o foco para o presente.

  • Repita frases tranquilizadoras

Use frases como “isso vai passar” ou “eu estou seguro agora”, ajudam a aliviar a sensação de ameaça e recuperar o controle emocional.

  • Espere o pico da crise diminuir

As crises de ansiedade tendem a atingir o pico em cerca de 10 minutos. Por isso, uma dica é procurar um ambiente calmo, respirar lentamente e evitar lutar contra os sintomas que podem ajudar o corpo a se estabilizar mais rapidamente.

Como controlar os sintomas de ansiedade no dia a dia?

Controlar os sintomas de ansiedade no dia a dia exige a adoção de hábitos que ajudem o corpo e a mente a saírem do estado de alerta. A boa notícia é que mudanças simples podem contribuir para mais equilíbrio emocional.

Veja a seguir algumas estratégias que podem ser eficazes:

  1. Pratique exercícios de respiração: técnicas respiratórias ajudam a desacelerar o organismo e reduzem os sintomas como tensão muscular e falta de ar.
  2. Mantenha uma rotina de exercícios físicos: a prática de atividades físicas de forma regular ajuda o organismo a liberar substâncias ligadas ao bem-estar.
  3. Mantenha uma rotina de sono regular: dormir bem diminui os sintomas de ansiedade e ajuda o cérebro a regular emoções.
  4. Adote mindfulness e meditação: práticas de atenção plena podem reduzir preocupações excessivas e pensamentos repetitivos e ajudam a focar no presente.
  5. Evite o consumo de cafeína e álcool: o consumo excessivo dessas substâncias pode aumentar os sintomas de ansiedade, como agitação e taquicardia.
  6. Organize tarefas e planejamentos do dia: crie uma agenda com prioridades para evitar a sobrecarga e diminuir a sensação de urgência e pressão.
  7. Faça pausas durante a rotina: tenha momentos breves de descanso para aliviar a tensão acumulada e o estresse mental.
  8. Reserve tempo para atividades prazerosas: pratique momentos de lazer e hobbies para reduzir a ansiedade e contribuir com o equilíbrio emocional.

Quando procurar ajuda médica para ansiedade?

É indicado buscar orientação médica ou psicológica quando os sintomas de ansiedade começam a afetar a rotina, os relacionamentos e a qualidade de vida.

Lembre-se de que, quanto antes iniciar o acompanhamento profissional, maiores são as chances de reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida:

Confira os principais sinais de alerta:

  • Crises de ansiedade frequentes;
  • Pensamentos autodestrutivos ou desesperança;
  • Uso de substâncias para lidar com sintomas de ansiedade;
  • Tentativas de autocontrole não funcionam há meses;
  • Dificuldade para trabalhar, estudar ou manter o foco;
  • Relacionamentos prejudicados pela irritabilidade ou isolamento;
  • Evitação de situações importantes por ansiedade;
  • Sensação constante de medo ou preocupação excessiva.

Pronto para entender e tratar sua ansiedade com ajuda profissional?

Identificar os sintomas de ansiedade é o primeiro passo para compreender como eles prejudicam sua saúde emocional e sua rotina e qualidade de vida, evitando que eles evoluam para um transtorno de ansiedade.

Para reduzir as crises de ansiedade, o acompanhamento profissional é fundamental, garantindo o cuidado emocional necessário para a sua recuperação.

O Zenklub é uma plataforma de saúde emocional, que oferece psicólogos online de forma prática, segura e acessível, garantindo acompanhamento emocional eficiente de onde estiver.

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