O ambiente corporativo lembra, muitas vezes, de  competitividade, cobranças dos líderes e pessoais, melhores performances a cada dia, aperfeiçoamento constante, etc.

E por isso,  o nível de autocobrança  pode ser excessivo, ou se tornar,  algo muito natural para as pessoas que estão nestes ambientes e buscam melhorar sua performance  . 

Porém, a autocobrança pode ter um custo emocional importante como: estresse, ansiedade, baixa autoestima e sensação de esgotamento, já que tudo que é feito parece nunca ser suficiente para as pessoas que têm um alto nível de autocobrança.

Mas afinal, o que é autocobrança? Eu te respondo:

É a exigência em relação a si mesmo, uma necessidade intensa de ser perfeito em tudo que faz.

A pessoa que se cobra muito é influenciada pelo padrão de comportamento perfeccionista. Por isso, pessoas que se cobram muito são também extremamente sensíveis às cobrança dos outros. 

Então, como melhorar a performance profissional, sem se cobrar, ao ponto de entrar em um processo emocional desgastante?

Primeiro, eu te pergunto: como está o seu nível de autocobrança? E depois, pergunte-se: “a autocobrança me ajuda a chegar aonde quero?”, “É funcional para mim?”

Então, caso a autocobrança esteja muito elevada, em um nível que trás grande desgaste emocional, é possível aprender a lidar com ela de uma forma mais funcional e saudável emocionalmente. Além disso, é sobre isso, que discorro a seguir: A importância da autocompaixão para lidar com autocobrança excessiva.

Autocompaixão e autocobrança

A autocompaixão é uma habilidade emocional essencial para lidar com a autocobrança e situações que podem estar associadas a esse sentimento, como: erros, dificuldades, crises, frustrações e fracassos. Os estudiosos,  Neff e Germer trazem pesquisas e contribuições importantes sobre autocompaixão.

Para eles, a  “autocompaixão” envolve tratar a si mesmo da forma como você trataria um amigo que está tendo dificuldades, mesmo que seu amigo tenha cometido um erro ou esteja se sentindo inadequado ou esteja apenas enfrentando um desafio difícil na vida.

Por sua vez, pensarmos em autocompaixão envolve também falarmos de autobondade, humanidade compartilhada e mindfulness.  O que significa cada um? Confira abaixo:

Autobondade: Acontece quando cometemos um erro ou falhamos de alguma forma. Geralmente entramos no ciclo de ruminações negativas ou pensamentos julgadores sobre nós mesmos. Temos a tendência a não nos acolhermos. Além disso, a autobondade combate essa tendência permitindo que sejamos  amorosos e mais tolerantes com nós mesmos como somos com os outros. 

Mindfulness:  Refere-se ser consciente das experiências momento a momento de uma maneira clara e equilibrada. Então, envolve estar aberto à realidade do momento presente, permitindo que todos os pensamentos, emoções e sensações entrem na consciência sem resistência ou esquiva.

Humanidade Compartilhada:  Envolve um senso de interconectividade, essencial para a autocompaixão. É reconhecer que todos os humanos são uma obra em andamento com falhas,que todos falham, cometem erros e experimentam dificuldades na vida. 

GPS” ou caminho para o desenvolvimento da autocompaixão

Essa tríade auto bondade, humanidade compartilhada e mindfulness, são digamos o “GPS”, ou caminho para o desenvolvimento da autocompaixão. Mas como qualquer habilidade, a  autocompaixão precisa de tempo e persistência para desenvolvimento e aprendizagem.

Então, estar consciente e atento aos comportamentos  e situações gatilhos da autocobrança excessiva, auxiliam a inserir a autocompaixão como recurso emocional para lidar com tais comportamentos.

Além disso, ter clareza sobre seus valores e necessidades profissionais e pessoais, darão suporte na identificação de onde você precisa melhorar, aprimorar e desenvolver-se.

Por fim, o autoconhecimento e a psicoterapia podem ser aliados no desenvolvimento dessa habilidade emocional, autocompaixão.

Eu posso te ajudar

Eu posso te ajudar a entender os seus sentimentos e preocupações. Você pode conversar comigo sobre transtornos alimentares, ansiedade, autoconhecimento, autoestima e depressão.

Vem comigo nessa jornada rumo ao autoconhecimento!

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Referência

Manual de mindfulness e autocompaixão: um guia para construir forças internas e prosperar na arte de ser seu melhor amigo [recurso eletrônico] / Kristin Neff, Christopher Germer; tradução: Sandra Maria Mallmann da Rosa; revisão técnica: Simone Teresinha Aloise Campani. – Porto Alegre: Artmed, 2019.