Há um ano, nos surpreendemos por uma mudança repentina e drástica em nossas vidas: o isolamento social. Afastados daqueles que amamos, fomos obrigados a ficar longe, empregar na nossa rotina hábitos antes não experimentados, como o uso de máscara e álcool em gel.

Além disso, a COVID-19 tem deixado sua marca na nossa história pessoal e coletiva. Jamais esqueceremos deste período que virou nossa vida de cabeça para baixo. 

A existência de um vírus como esse, por si só, já é um fator que desperta diversos efeitos em nossa saúde emocional. O medo, preocupação, ansiedade, estresse têm sido “companheiros” de muitas pessoas (diria que da grande maioria, em níveis diferentes). Mas, o que mais ganha peso pela quantidade de queixas em torno da pandemia e do isolamento social, é a necessidade de se isolar e se distanciar — a quebra do contato social que tanto apreciamos.

Então, tenho certeza que você já ouviu, pelo menos uma vez na vida, a frase: somos seres sociáveis. Isso nos diz que as relações que temos com outras pessoas possuem grande peso para a nossa existência enquanto seres humanos. São nas interações sociais que aprendemos sobre a vida, criamos a nossa identidade, experimentamos emoções e atitudes como empatia, amor, respeito, alegria, raiva, tristeza, etc.

Ninguém em sã consciência está feliz e confortável com nossa realidade pandêmica. Mas, sabemos que todo obstáculo tende a nos ensinar alguma lição, e gostaria de propor algumas reflexões e possíveis ações que podem nos ajudar a viver este momento.

Só podemos atravessar o obstáculo e chegar do outro lado se continuarmos caminhando.

Então, separei 6 dicas de como você pode passar pelo isolamento social e manter sua saúde mental em dia. Mas não esqueça, a ajuda de um especialista é fundamental.

1) Usufrua da tecnologia e mantenha seus relacionamentos durante o isolamento social

Faça um um happy hour virtual com os colegas de trabalho. Ligue para a família e os amigos próximos. Assista séries com outras pessoas (tem vários aplicativos que viabilizam essa interação).

Além disso, crie/participe de clubes de leitura virtual, se abra um pouquinho mais para uma amizade com aquele amigo dos estudos EAD. Mantenha seu contato social da forma que nos é acessível atualmente.

2) Permaneça na sua casa 

Isso é literal, mas, também, uma metáfora. Entenda “casa” como o nosso mundo interior.  Muitas pessoas estão desconfortáveis com a própria casa durante o isolamento social: não sabem quem são; estão com a casa muito desorganizada a ponto de não haver possibilidade de entender a função de cada cômodo, cada conteúdo ali contido; outros, não gostam de suas casas e querem desesperadamente sair e olhar para fora novamente.

Então, não seja negligente com a sua casa. Esse é o convite primordial da pandemia: suporte e permaneça na sua casa.

3) Sinta

Estamos inundados de emoções: tristes pelas mortes, preocupados com quem amamos, paralisados pelo medo do contágio. Mas, o que mais vejo na clínica, é a constante distração daquilo que sentimos: “Estou triste, logo ligo a Netflix”. Não é possível ter consciência sobre algo que não tem lugar em nós. Lembre-se: aquilo que não tomamos consciência se intensifica e domina a nossa consciência. Se permita sentir.

4) Converse com você

Não apenas sinta, mas pense sobre o que sente, converse com esse sentimento, converse com você mesmo. Não, isso não é um ato de loucura. Tendemos a achar que relacionamento interpessoal (com outras pessoas) é o único que existe, mas esquecemos que existe a relação intrapessoal, o tipo de relacionamento que temos com nós mesmos. É o que sempre digo para os meus pacientes: “leve a terapia para casa”, se acolha, se questione, seja seu amigo.

5) Busque ajuda profissional

Existe um lugar diferenciado para você sentir, refletir e falar sobre suas emoções. Este lugar se chama psicoterapia. Neste local, profissionais capacitados podem te ajudar a se sentir mais confortáveis em suas próprias casas.

Dei dicas anteriormente para você poder exercitar o autoconhecimento sozinho, mas sempre haverá pontos em nós que não enxergamos com nossos próprios olhos.

Então, pense um pouquinho: você consegue enxergar as suas costas? A psicoterapia amplifica nossa percepção, além de ser uma relação de confiança que transforma.

6) Explore a criatividade

Por fim, precisamos hoje invocar aquela que há muito é desprezada por nós: a criatividade. Nossa sociedade fala muito de produtividade e disciplina, mas até para esta sociedade a monotonia da rotina em casa tem sido exaustiva.

Não vou dar muitas dicas aqui porque a criatividade dispensa roteiros, e ser criativo, é justamente o contrário disso. Mas, para orientação: permita-se experimentar atividades diferentes e novas (dentro de casa).

Além disso, anote essas 5 dicas bônus:

  1. Busque a organização em meio ao isolamento social;
  2. Procure cor nos dias cinzas;
  3. Busque o que te dá força neste momento de fragilidade;
  4. Tenha esperança de dias melhores;
  5. Cuide de quem ama e cuide da sua casa.

Eu posso te ajudar

Eu posso te ajudar a entender os seus seus sentimentos e emoções. Você pode conversar comigo sobre ansiedade, insônia, procrastinação, autoestima e conflitos familiares.

Vem comigo nessa jornada rumo ao autoconhecimento!

Agende sua sessão comigo agora.

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Publicado por:

Juliana Leite

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Juliana Leite

É psicóloga formada pela PUCPR, pós-graduanda em Psicologia Analítica pela Unibrasil. Tem experiência em atendimentos em temas como: ansiedade, depressão e relacionamentos. Atualmente se dedica exclusivamente à prática clínica e atende de forma virtual pacientes do Brasil e de vários outros países. CRP 08/29636