A olanzapina é um medicamento da classe dos antipsicóticos atípicos que é usado para tratar esquizofrenia, outras psicoses e transtorno bipolar.
Os nomes comerciais do medicamento, ou seja, empresas que utilizam a substância ativa olanzapina e colocam os respectivos nomes de marca incluem:
O medicamento de referência (o primeiro a ser registrado após a comprovação da eficácia e segurança da substância ativa) da olanzapina é o Zyprexa®.
As doses dos comprimidos de olanzapina são de 2,5; 5 ou 10 mg.
A olanzapina serve para o tratamento das seguintes condições:
A olanzapina serve para tratar tanto os sintomas positivos como os negativos da esquizofrenia.
Entre os sintomas positivos estão:
Já os negativos são:
Nem toda apresentação de delírios e alucinações é um quadro de esquizofrenia.
Por exemplo, uma psicose pode ser um transtorno delirante persistente.
Assim, a olanzapina serve para tratar outras psicoses além da esquizofrenia.
A olanzapina é eficaz no tratamento de mania (fase eufórica) do transtorno bipolar em associação com estabilizadores do humor (carbonato de lítio e valproato de sódio).
Além disso, a olanzapina serve para prevenir que alguém com transtorno bipolar tenha uma crise de mania, sendo usada como remédio de manutenção do humor estável (eutimia).
Obs: Embora a olanzapina cause, em alguns casos, sonolência, ela não serve propriamente para dormir. Isto é, não há na bula indicações da olanzapina para problemas de sono. Essa relação é a mesma que ocorre com o antipsicótico típico clorpromazina.
A olanzapina age no Sistema Nervoso Central (SNC).
Assim como outros antipsicóticos, a olanzapina atua bloqueando os receptores de neurotransmissores, principalmente da dopamina.
No entanto, o mecanismo de ação desse remédio ainda não foi completamente esclarecido.
A olanzapina atua na prevenção ou no tratamento de sintomas psicóticos.
Dessa forma, o remédio é indicado para os seguintes transtornos mentais:
Para um melhor tratamento desses transtornos, é importante buscar ajuda de terapia, pois esta oferece recursos eficazes para melhora dos sintomas, bem como aumenta o autoconhecimento dos pacientes.
A olanzapina é contraindicada nas seguintes situações:
Além disso, situações em que a olanzapina deve ser usada com cautela são:
Os efeitos esperados da olanzapina podem aparecer já na primeira semana de tratamento, mas variam de acordo com a condição tratada.
No caso da esquizofrenia e outras psicoses, espera-se uma redução categórica dos sintomas positivos (delírios e alucinações) e uma diminuição menos evidente dos sintomas negativos (isolamento, desarticulação da fala).
Por outro lado, quando a olanzapina é usada para tratar episódios de mania, espera-se a remissão dos sintomas de euforia, delírios de grandeza, fala e movimentos acelerados, sobretudo quando esse remédio é associado a um estabilizador do humor (lítio ou valproato).
Além disso, os efeitos esperados da olanzapina em pacientes com transtorno afetivo bipolar com humor estável (eutímicos) são relativos à diminuição da frequência e intensidade dos episódios maníacos e depressivos.
Assim como qualquer medicamento, a olanzapina pode ter efeitos colaterais.
Estes são divididos de acordo com a sua frequência:
Alguns remédios podem afetar na eficácia do tratamento da olanzapina.
Ou seja, as interações medicamentosas podem tanto potencializar quanto diminuir os efeitos da olanzapina no organismo, pois aceleram ou desaceleram enzimas do metabolismo (realizado grande parte pelo fígado).
Alguns remédios que afetam o desempenho da olanzapina são:
Obs: durante o uso da olanzapina não é recomendado a ingestão de bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool altera o funcionamento do remédio no organismo.
Alguns fatores interferem na metabolização da olanzapina, podendo cortar o efeito do remédio:
A olanzapina não causa dependência química (alterações biológicas que causam sintomas de tolerância – é preciso fazer uso de doses cada vez maiores para obter os mesmos efeitos – e abstinência – efeitos colaterais da cessação do uso). Esse efeito acontece com remédios da classe dos estimulantes (por exemplo, metilfenidato) e benzodiazepínicos (por exemplo, clonazepam).
No entanto, a olanzapina, assim como qualquer remédio, pode causar a chamada dependência psíquica que é quanto se habitua com o uso do medicamento e se pode apresentar um estado de agitação e ansiedade provocado pela ausência dos efeitos.
É importante tomar alguns cuidados para que o uso da olanzapina seja seguro e tenha eficácia no tratamento. Entre as posturas a serem evitadas durante o uso do remédio estão:
O tratamento só deve ser interrompido pela indicação de um médico.
A interrupção abrupta da olanzapina pode causar sinais e sintomas como:
A olanzapina pode engordar, tanto porque pode diminuir o metabolismo como também aumentar o apetite.
Não é recomendado que pacientes em uso da olanzapina façam uso de álcool, pois esta substância altera o metabolismo do antipsicótico.
Não. A olanzapina, embora possua sonolência, não serve para dormir, mas sim tratar condições como a esquizofrenia, psicoses e transtorno bipolar.
Uma das reações muito comuns da olanzapina (mais de 10% dos pacientes) é a sonolência.
A dose máxima da olanzapina é 20 mg por dia. Idosos e pacientes que podem apresentar um metabolismo necessitam de mais cautela em relação à dose máxima.
O tempo de duração da olanzapina é medido em meia-vida, ou seja, o tempo que 50% da substância demora para ser metabolizada do organismo.
Assim, o tempo de meia-vida da olanzapina varia de acordo com cada paciente:
Características do paciente | Meia-vida (horas) |
Fumante | 30,4 |
Mulheres | 36,7 |
Homens | 32,3 |
Idosos (65 anos ou mais) | 51,8 |
O olanzapina é um remédio antipsicótico (com vários nomes comerciais) que serve para tratar as seguintes condições:
Como toda medicação a olanzapina possui efeitos colaterais, entre eles a sonolência (mas não serve para dormir – não trata insônia).
Além disso, em alguns casos (mais de 10% dos pacientes) a olanzapina engorda.
O interrompimento da medicação só pode ser feito após recomendação médica.
Para os melhores resultados terapêuticos, é importante buscar terapia.
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2)https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_olanzapina_10956_1158.pdf