O clordiazepóxido é um remédio da classe dos benzodiazepínicos descoberto por acaso em 1961 pelo químico polonês Leo Sternbach.
Embora tenha vários nomes ao redor do mundo, no Brasil o clordiazepóxido é comercializado pelo nome de Psicosedin®, fabricado pela indústria Farmasa.
Além disso, há a opção do Limbitrol® (Bausch + Lomb) que é a associação do clordiazepóxido com amitriptilina.
As formas de apresentação são duas:
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Tenha uma excelente leitura!
O clordiazepóxido, assim como todos os fármacos benzodiazepínicos, serve para relaxar e diminuir a ansiedade de quem faz uso dele.
Embora nem todos saibam, o clordiazepóxido não serve para tratar somente transtornos de ansiedade ou estados ansiosos, mas também para:
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O clordiazepóxido age no organismo através do aumento da disponibilidade do neurotransmissor GABA entre os neurônios.
Tal neurotransmissor é o responsável por inibir as respostas nervosas, promovendo 3 tipos de propriedades:
A principal dessas atividades é a ansiolítica, a qual oferece a maior parte dos benefícios terapêuticos.
Como dito antes, o clordiazepóxido serve para ajudar a tratar algumas condições, entre elas se destacam:
Muitas vezes, quem sofre de ansiedade procura um remédio que possa conter, ao menos que de forma parcial, a angústia e sofrimento provenientes de tal estado.
Assim, como o clordiazepóxido é um fármaco que tem ação rápida, pode ser usado (por tempo determinado) em associação a um antidepressivo.
Além dos transtornos de ansiedade como, por exemplo, transtorno do pânico e de ansiedade generalizada, pode-se usar esse benzodiazepínico para os estados ansiosos.
Estes podem ser constatados em quadros depressivos e também naquelas situações nas quais não se contempla todos os critérios para diagnóstico do transtorno de ansiedade em si.
Vale destacar que sozinho o clordiazepóxido não trata nem os transtornos de ansiedade nem a depressão, mas sim é um meio para amenizar de forma temporária os seus sintomas.
O uso abusivo de bebidas alcóolicas é maléfico à saúde e, diante disso, muitas pessoas que desenvolvem essa dependência buscam cessar o uso da substância.
Mas talvez o ponto que mais dificulta a retirada completa do álcool são os sinais e sintomas das crises de abstinência.
A fim de minimizar essa situação angustiante, pode-se lançar mão do clordiazepóxido, uma vez que ele atua nos mesmos receptores de GABA que o próprio álcool, “mimetizando” os efeitos da substância e reduzindo a abstinência.
Por suas propriedades sedativas, o clordiazepóxido pode ser usado antes da indução anestésica tradicional que é composta por medicações das seguintes classes:
Embora seu uso costume ser bem tolerado, há contraindicações para o uso do clordiazepóxido. São elas:
Absolutas
Relativas (avaliar riscos x benefícios)
Espera-se que, algumas horas após o uso do clordiazepóxido, tenha-se os seguintes efeitos:
Esse é o tempo em que o fármaco atinge seu pico no sangue, já suscitando benefícios para os pacientes.
Quando prescrito por um médico, os riscos de efeitos colaterais do clordiazepóxido diminuem de forma considerável.
No entanto, mesmo assim alguns deles podem surgir como, por exemplo:
Assim como a maioria dos benzodiazepínicos, o clordiazepóxido pode causar efeitos secundários relacionados com a sexualidade, entre eles:
Da mesma forma que o álcool, usado de forma desregrada, causa dependência química, isso também acontece com o clordiazepóxido.
Por isso, é imprescindível não aumentar por conta própria as dosagens prescritas pelo médico.
Caso contrário, é praticamente certo que sintomas de abstinência surgirão poucos dias sem estar tomando o remédio como, por exemplo:
Embora de uma forma geral as interações de outros medicamentos com o clordiazepóxido seja segura, é preciso se ater a algumas interações perigosas que constam na bula:
Em associação com outros fármacos ou substâncias que podem causar depressão ao SNC, o clordiazepóxido tem essa ação potencializada.
Por isso, é recomendado evitar associações com:
O clordiazepóxido não deve ser associado em pacientes que possuam a Doença de Parkinson.
Afinal, para conter os sintomas motores e ajudar a retardar a piora da doença, utiliza-se um fármaco chamado levodopa.
Este, por sua vez, tem sua ação diminuída pela clordiazepóxido.
Apesar do clordiazepóxido interagir com certos remédios e substâncias, não consta em bula nenhuma medicação cujo uso poderia “cortar” o efeito do benzodiazepínico.
Como a metabolização desse ansiolítico não é principalmente hepática, mas sim renal, a aceleração das enzimas a ponto de cortar o efeito do fármaco é rara.
No entanto, há um remédio que corta completamente os efeitos do clordiazepóxido, o chamado flumazenil.
Este não corta somente o clordiazepóxido, mas todos os benzodiazepínicos, sendo utilizado em casos de superdosagem.
Sim! O clordiazepóxido e todos os medicamentos da classe dos benzodiazepínicos podem causar dependência química.
Não à toa, a prescrição só pode ser feita por médicos em uma receita azul, que será retida pelo farmacêutico.
Nesse contexto, é essencial entender que o uso do clordiazepóxido é temporário, a fim que não surjam os sintomas de:
É importante que se tome certas cautelas com o uso do clordiazepóxido, visto ser um remédio com potencial de causar dependência (tarja preta) e depressor do Sistema Nervoso Central (SNC).
Então, durante o tratamento com tal benzodiazepínico deve-se:
Diferente de outros psicofármacos que podem ter uso contínuo, no caso do tratamento com clordiazepóxido (um benzodiazepínico), isso não é possível.
Afinal, quanto mais tempo se persiste em uso da medicação, maior a chance de desenvolver dependência química dela.
O médico irá decidir o esquema terapêutico e como será feita a retirada gradual, a fim de evitar sintomas nessa etapa.
Não há nenhum indicativo na bula que evidencie propriedades metabólicas do clordiazepóxido. Ou seja, tal medicação não engorda nem emagrece por ela mesma.
A dose da versão injetável é de 50 e 100 mg; dos comprimidos de 10 e 25 mg. A dose máxima preconizada na bula do clordiazepóxido injetável é de 300 mg por dia. No caso do uso oral, recomenda-se, nos casos em que se deseja efeito de relaxamento muscular mais intenso, tomar 4 comprimidos de 25 mg por dia. Nos casos dos idosos preconiza-se o uso da dose mínima.
É necessário procurar um médico com rapidez, para que se decida a abordagem a ser feita (por exemplo, lavagem gástrica, uso de antagonistas). A indução do vômito pode ajudar a eliminar o remédio, desde que seja feita logo após a ingestão. Recomenda-se hidratação abundante para ajudar o corpo na eliminação do excesso do clordiazepóxido.
O clordiazepóxido é um fármaco da classe dos benzodiazepínicos que ajuda a conter:
No entanto, esse remédio por si só não é capaz de tratar transtornos de ansiedade e de depressão. Para isso é preciso não só vincular um fármaco antidepressivo, mas também a realização frequente de sessões de terapia.
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1) https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-clordiazepoxido/bula
2) https://www.bulas.med.br/p/bulas-de-medicamentos/bula/3415/psicosedin.htm
3) https://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos/599/clordiazepoxido.htm