O cloridrato de clonidina é um remédio bastante conhecido para o tratamento para pressão alta. No entanto, descobertas recentes que ainda não estão na bula da medicação têm indicado que o fármaco pode auxiliar no tratamento da ansiedade.
A referência de uso da clonidina são os seguintes nomes comerciais:
A dose disponível é de:
Continue com a gente e saiba mais sobre a clonidina!
Cloridrato de Clonidina é indicado para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica (pressão alta).
Esse fármaco pode ser usado sozinho ou em associação com outro remédio cujo objetivo é manter a pressão sanguínea em níveis saudáveis.
Estudos têm mostrado também que o mecanismo de ação da clonidina pode servir para reduzir a ansiedade, auxiliando no tratamento de transtornos como a Síndrome do Pânico.
É importante frisar que o tratamento de questões psíquicas como o Transtorno do Pânico não se faz exatamente como questões puramente orgânicas como a Hipertensão.
Nesta, só o medicamento basta para o controle, já naquela é preciso ir além do fármaco, lançando mão de terapia com especialista.
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Segundo a bula da clonidina, sua ação se resume a:
“O cloridrato de clonidina atua essencialmente sobre o sistema nervoso central, reduzindo o fluxo adrenérgico para o sistema cardiocirculatório, diminuindo assim a resistência vascular periférica e determinando uma redução da pressão arterial.”
Ou seja, a atuação desse remédio se dá reduzindo a ativação do sistema nervoso autônomo simpático, que é responsável por liberar substâncias que:
Isso se dá pelo estímulo de receptores chamados de alfa 2-adrenérgicos que se localizam no Sistema Nervoso Central (SNC).
Há 2 principais indicações da clonidina hoje.
Uma delas é a que consta na bula, a outra ainda está em análise.
A indicação formal da clonidina (contida na bula), é para a hipertensão arterial sistêmica.
Isso se dá, pois o fármaco diminui a ação de hormônios como a adrenalina nos vasos sanguíneos, o que por sua vez faz com que o calibre das artérias não diminua a ponto de elevar perigosamente a pressão.
A ansiedade é uma reação natural do organismo perante situações estressantes.
Contudo, quando os sintomas desse quadro se tornam muito grandes e começam a prejudicar a qualidade de vida da pessoa, podemos estar diante de um transtorno de ansiedade.
Nesse sentido, um dos transtornos mais comuns de ansiedade é a Síndrome do Pânico.
Há vários subtipos desse quadro, mas o mais comum é aquele composto por sucessivas crises na qual a pessoa sente:
De forma bem simplificada, esses sintomas são fruto de uma reação adrenérgica do corpo.
Um estudo conduzido pelo pesquisador Alexandre M. Valença, observou remissão de ataques de pânico, redução dos níveis de ansiedade e melhor funcionamento da vida dos pacientes analisados após administração de clonidina (0,30-0,45 mg/dia) por 6 semanas.
Assim, é necessário realizar mais estudos sobre o tema para avaliar de fato a eficácia da clonidina no tratamento de transtornos de ansiedade.
Há algumas contraindicações absolutas e outras relativas (a depender do caso, pode-se utilizar o fármaco).
Comecemos pelos pacientes que não podem usar de forma alguma a clonidina:
A clonidina deve ser usada com precaução em pacientes com:
Em particular, quando a clonidina é administrada para uso não indicado em bula juntamente com metilfenidato em crianças com diagnóstico de TDAH reações adversas sérias, incluindo morte, foram observadas. Desta forma, essa combinação com a clonidina não é recomendada.
Ao tomar a medicação, espera-se uma redução tanto na pressão sistólica quanto diastólica.
Vale pontuar que, embora não seja a primeira linha de atuação para a pressão alta, a clonidina pode ser uma indicação preciosa, uma vez que apresenta um mecanismo de ação diferente dos demais anti-hipertensivos.
Nos casos de tratamento off label de ansiedade com clonidina, espera-se que os efeitos mais contundentes demorem algumas semanas para surgirem.
Como todo fármaco, o cloridrato de clonidina pode apresentar efeitos colaterais.
Algumas reações com frequência desconhecida são:
Por outro lado, certos efeitos que constam na bula foram divididos de acordo com sua frequência, entre elas:
Mais de 10% dos pacientes que fazem uso da clonidina irão sentir um destes sintomas:
Entre 1 e 10% dos pacientes que fazem uso da clonidina irão sentir um destes sintomas:
Entre 0,1 e 1% dos pacientes que fazem uso da clonidina irão sentir um destes sintomas:
Entre 0,01 e 0,1% dos pacientes que fazem uso da clonidina irão sentir um destes sintomas:
A clonidina é um medicamento seguro e testado há muitos anos (1969 – Lançamento de Atensina®, primeiro nome de referência).
No entanto, algumas associações com outros fármacos podem resultar em certos prejuízos. Confira!
Segundo a bula da clonidina, a redução da pressão arterial induzida por tal fármaco pode ser potencializada pela administração concomitante de outros anti-hipertensivos como, por exemplo:
Isto pode ser de utilidade terapêutica em casos de hipertensão refratária, ou seja, que não melhoram com uma só medicação.
No entanto, certos remédios, como os bloqueadores alfa-1, muitas vezes não têm como intuito a redução da presa, mas apresentam esse efeito como colateral.
Assim, é preciso relatar ao médico todos os medicamentos que se faz uso, pois quedas abruptas da pressão podem causar quedas e, por tabela, sérias lesões.
Medicações que atuam para a manutenção do ritmo cardíaco saudável podem aumentar a chance do desenvolvimento de bradiarritmias. Como exemplo desses medicamentos estão:
Além disso, o cloridrato de clonidina pode aumentar os efeitos de substâncias depressoras centrais e do álcool.
Assim como há aqueles fármacos que aumentam os efeitos da clonidina, há também outros que cortam seu efeito, entre eles:
Substâncias que elevam a pressão arterial ou induzem uma retenção de sódio e água – em especial:
Substâncias com propriedades bloqueadoras alfa-2, tais como:
O uso da clonidina não gera dependência química.
No entanto, é importante ter consistência na tomada do fármaco, uma vez que é importante que ele seja ingerido sempre nos mesmos horários.
O que pode acontecer é um condicionamento para o uso da substância, sentindo a necessidade de fazer uso da clonidina nos horários prescritos.
Esse hábito também pode ser chamado de “dependência psicológica”.
Seja pelo uso prescrito em bula da clonidina (hipertensão), seja para tratar sintomas de ansiedade, alguns cuidados precisam ser tomados durante o uso desse fármaco:
O tratamento com a clonidina é interrompido somente após a decisão médica.
É notório que a cessação da clonidina deve ser feita com cautela, sobretudo se as doses usadas são altas.
Assim, em caso de tratamento de hipertensão, retira-se a medicação de forma gradativa a fim de evitar possíveis picos hipertensivos à medida em que se percebe melhora sustentada e importante dos parâmetros de pressão.
Nos casos da clonidina para tratar a ansiedade, não se tem protocolos que guiem o tempo de uso. Por isso, cada caso deve ser avaliado de maneira individualizada.
O teste da clonidina é um exame que se faz para verificar os níveis do hormônio do crescimento e, assim, avaliar a presença ou não de deficiências da produção dele. Para a sua realização, faz-se o uso de uma dose de clonidina, fármaco que estimula a liberação de GH, e em seguida são feitas análises da concentração de GH no sangue após 30, 60, 90 e 120 minutos do uso do medicamento.
A única indicação formal da clonidina contida na bula é para tratar hipertensão arterial sistêmica. No entanto, estudos apontam para a melhora de certos sintomas do Transtorno do Pânico após o uso da clonidina. Trata-se, portanto, de um uso off label.
O cloridrato de clonidina é um medicamento usado para tratar pressão alta, mas que nos últimos anos tem ganhado força no tratamento da ansiedade.
É importante lembrar que uma intervenção cientificamente comprovada para tratar a ansiedade e todos os transtornos psíquicos é a terapia realizada por profissionais especializados.
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1) http://200.199.142.163:8002/FOTOS_TRATADAS_SITE_14-03-2016/bulas/1220.pdf
2) https://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos/593/clonidina.htm
3) https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-clonidina/bula
4) VALENÇA et al. Clonidina no subtipo respiratório de transtorno de pânico. Arquivos de Neuro-Psiquiatria. 2004.Disponível em: https://www.scielo.br/j/anp/a/5WgFjf9Q3DFGn39hw6S6yMq/abstract/?lang=pt