---
title: "“Faça uma pergunta para mim”: a dependência das redes sociais e o quanto isso afeta o nosso emocional"
description: "Dependência em redes sociais: como recursos e atualizações de aplicativos podem intereferir na nossas forma de comunicar e de se relacionar com a vida real"
image: https://zenklub.com.br/hubfs/Imported_Blog_Media/Depend%C3%AAncia-em-redes-sociais-1.jpg
---

[Saúde mental e Bem-estar](https://zenklub.com.br/blog/tag/saúde-mental-e-bem-estar)

# “Faça uma pergunta para mim”: a dependência das redes sociais e o quanto isso afeta o nosso emocional

[ Zenklub ](https://zenklub.com.br/blog/author/zenklub)  02/12/2024

<https://twitter.com/intent/tweet?text=I+found+this+interesting+blog+post&url=https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/dependencia-redes-sociais> <http://www.facebook.com/share.php?u=https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/dependencia-redes-sociais> <http://www.linkedin.com/shareArticle?mini=true&url=https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/dependencia-redes-sociais>

Na última semana uma nova onda tomou a vida das pessoas nas redes sociais, e é o novo recurso do Instagram que permite que você abra um canal de conversa com os seus amigos a partir de perguntas que eles façam para você ou para aquilo que você os direcionou a perguntar. Para quem não liga muito para as novidades, mas frequenta as redes sociais – assim como eu – não teve como fugir! Sem dúvida alguma, pelo menos metade dos seus amigos e das marcas e influencers que você segue, aderiram a moda e postaram o recurso em seus Stories.

Já é sabido que o consumo das redes sociais em excesso é prejudicial para nossa vida pessoal, social e profissional, deixamos de interagir na vida real para viver dentro da tecnologia e dos likes e compartilhamentos, mas hoje queremos levantar a discussão do quanto esse vício digital pode trazer consequências para o seu bem-estar emocional.

## Mark Zuckerberg: culpado

Você pode até não ter muito conhecimento de quem é Mark Zuckerberg, mas aposto que você sabe que esse americano fundou a rede social mais acessada do mundo, o Facebook. Mas, de 2004, ano da fundação do Facebook, para cá, muita coisa esse cara fez. Com a expansão da empresa, em 2012 o Facebook alcançou 1 bilhão de usuários e, nesse mesmo ano, a companhia anunciou a compra do Instagram. Dois anos depois, Mark anuncia a compra do [Whatsapp](https://watsgp.com.br/whatsapp-web/). Sim, pessoal, esse nova iorquino de 34 anos de idade é dono das principais redes sociais do mundo e também daquelas que consumimos por horas do nosso dia.

Eu que vivi tempos de Orkut e que rede social era algo mais para as horas vagas, à toa em casa, ou no final de semana, fiz como a maioria das pessoas – e como você, e surfei na onda das novas tendências da tecnologia e da comunicação. Afinal, falar de rede social não é só comentar as fotos dos seus amigos ou saber o que o seu artista favorito almoçou hoje, mas sim se adaptar a evolução da comunicação.

## Dá um like!

Como todo bom artigo, aqui vão os dados. Pesquisa do IBGE mostra que 138 milhões de brasileiros possuem smartphones – para quem não sabe, o Brasil registra uma população de aproximadamente 207 milhões de pessoas – e que, em 2016, 116 milhões se conectaram por esse dispositivo à internet.

Dentro desses 116 milhões, pelo menos 94% utilizou aplicativos de mensagem e de rede social para trocar mensagens de texto, de voz ou imagens. Se juntarmos esses dados aos frequentadores de Netflix e YouTube, a partir de 10 anos de idade, temos mais de 76% usando a internet para assistir vídeos, filmes e séries, e 73% das pessoas realizaram chamadas por vídeos.

Ou seja, o que esses números nos mostram é que o brasileiro é sim um povo conectado – salvo as suas exceções por motivos sociais e de acesso – e que cada vez mais utilizamos a tecnologia para nos comunicar e interagir com o mundo. Para você ter uma ideia, ficamos em média 9 horas por dia conectados.

## Estamos vulneráveis?

Agora que você já conheceu o Mark Zuckerberg e sabe o quanto esse cara influencia nos nossos milhões de brasileiros conectados diariamente, vamos pensar um pouco sobre o quanto estamos vulneráveis, ou não, a essa tendência e o quanto isso pode nos afetar emocionalmente.

Você já parou para perceber quanto tempo você dedica do seu dia vendo posts do Instagram e Facebook? E o quanto você se sente possivelmente “nu” se sair de casa e esquecer o celular? E o quanto a vida das outras pessoas – tão, tão felizes nas redes – influencia a sua vida e as suas questões pessoais, como “Por que a minha vida não é legal assim?” E no seu trabalho, quanto tempo você desperdiça dando aquela olhadinha no grupo de WhatsApp ou nos Stories do Instagram?

Se você respondeu sim para qualquer uma dessas questões – assim como eu! – provavelmente você deveria rever alguns hábitos com o seu smartphone e a sua vida real. Esses e outros aplicativos nos invadiram de tal forma que criamos uma [ansiedade](https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/ansiedade/) quando ficamos muito tempo distante das redes e com isso estamos perdendo ações, situações, conversas e muito o que é real de fato.

Você pode até não sentir isso tanto em você, mas faz sentido, afinal a tecnologia também nos trouxe mais conveniência, nos aproximou de quem está longe e nos fez ampliar a nossa forma de nos comunicar, de nos expressar e de mostrar ao mundo a nossa volta o que está acontecendo com a gente – pelo menos as coisas boas.

Nesse aspecto, gosto de uma frase que um ex-diretor do próprio Facebook lançou na mídia após se desligar da empresa. Sean Parker disse que o site “explora vulnerabilidades da psicologia humana”.

Pausa dramática para você pensar a respeito dessa frase.

## As aparências enganam

Uma das principais causas e afetações das redes sociais no emocional das pessoas é o quanto daquilo que estamos expressando é real ou apenas figurativo e momentâneo. O quanto passamos a olhar para fora e para aquilo que vai interessar aos nossos seguidores e o que realmente estamos sentindo por dentro e vivendo de verdade , por exemplo, muitas pessoas preferem [comprar seguidores no Insta](https://top5comprarseguidores.com/) só para mostrarem que estão se tornando populares para seus seguidores. Além disso, hoje talvez estamos preferindo ter mais likes do que ganhar sorrisos e abraços reais e ao vivo.

Grande parte dessas novas necessidades tem a ver com a nossa incapacidade de experimentar desenvolver a nossa [autoestima](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/autoestima/), nossa confiança e segurança com quem nós somos. O medo de ser rejeitado ou de ser julgado e criticado ganhou um novo recurso, o de se esconder atrás de uma tela de celular.

O momento presente se perde em meio da necessidade de registros, fotos e vídeos, de com quem, como, onde ou o que se está comendo é mais interessante para quem está te vendo pelo celular e não para você ou quem está ao seu lado.

O jogo virou e pode ser que fique mais sério a cada dia que passa. Pode não estar tão sério com você – ou você que não percebeu – mas para muita gente isso já virou um vício emocional e que necessita sim da ajuda de pessoas próximas ou de um especialistas para rever essa situação.

## Faça uma pergunta para mim

Voltando ao que motivou esse texto, que é o novo recurso do Instagram, você já percebeu quantas novas atualizações e possibilidades essas redes trazem para você com frequência? E olhando para si, você já se perguntou o quanto elas realmente influenciam ainda mais a sua frequência por uma conexão e busca por visualizações e likes?

Não queremos dizer que devemos nos boicotar e simplesmente deletar essas modas da nossa vida, mas devemos refletir o quanto elas influenciam e exploram a sua vulnerabilidade da psicologia humana – valeu, Parker. Há tantas oportunidades de você fazer perguntas na vida real para os seus amigos e familiares, então que tal aproveitar esse gancho que o Instagram nos deu e correr para a casa, ou para a sua roda de amigos, e utilizar o recurso no seu mundo real.

Obrigada, Mark, por deixar nossa vida mais divertida, mas vou apreciar com moderação. A gente se fala, tchau.

### Artigos relacionados

[![](https://zenklub.com.br/hs-fs/hubfs/Imported_Blog_Media/b-o-quan-nguy-n-4637-unsplash-1-1.jpg?width=352&name=b-o-quan-nguy-n-4637-unsplash-1-1.jpg) ](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/ser-feliz-sozinho)

##### [Feliz sozinho: você não precisa de uma alma gêmea para ser feliz](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/ser-feliz-sozinho)

[![](https://zenklub.com.br/hs-fs/hubfs/Imported_Blog_Media/pexels-photo-160191-1-1.jpeg?width=352&name=pexels-photo-160191-1-1.jpeg) ](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/pesquisa-feita-ao-longo-de-75-anos-revela-segredo-da-felicidade)

##### [Pesquisa feita ao longo de 75 anos revela segredo da felicidade](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/pesquisa-feita-ao-longo-de-75-anos-revela-segredo-da-felicidade)

[![](https://zenklub.com.br/hs-fs/hubfs/Imported_Blog_Media/Parada-do-Orgulho-LGBT-1.jpg?width=352&name=Parada-do-Orgulho-LGBT-1.jpg) ](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/importancia-da-parada-do-orgulho-lgbt)

##### [A importância da Parada do Orgulho LGBT e o pertencimento](https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/importancia-da-parada-do-orgulho-lgbt)

```json
{
  "@context" : "https://schema.org",
  "@type" : "BlogPosting",
  "author" : {
    "@type" : "Person",
    "name" : "Zenklub",
    "url" : "https://zenklub.com.br/blog/author/zenklub"
  },
  "dateModified" : "2024-12-02T17:48:54.364Z",
  "datePublished" : "2024-12-02T17:48:54.000Z",
  "headline" : "“Faça uma pergunta para mim”: a dependência das redes sociais e o quanto isso afeta o nosso emocional",
  "image" : [ "https://zenklub.com.br/hubfs/Imported_Blog_Media/Depend%C3%AAncia-em-redes-sociais-1.jpg" ],
  "mainEntityOfPage" : {
    "@id" : "https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/dependencia-redes-sociais",
    "@type" : "WebPage"
  },
  "publisher" : {
    "@type" : "Organization",
    "logo" : {
      "@type" : "ImageObject",
      "url" : "https://zenklub.com.br/hubfs/medium-1.png"
    },
    "name" : "Conexa Saúde"
  }
}
```